Comunhão dos fiéis e corpo de Cristo
§ 948A expressão «comunhão dos santos» tem, portanto, dois significados estreitamente ligados: «comunhão nas coisas santas, sancta», e «comunhão entre as pessoas santas, sancti».
§ 960A Igreja é «comunhão dos santos»: esta expressão designa, em primeiro lugar, as «coisas santas» (sancta) e, antes de mais, a Eucaristia, pela qual «é representada e se realiza a unidade dos fiéis que constituem um só…
Comunhão e corpo de Cristo
§ 1385Para responder a este convite, devemos preparar-nos para este momento tão grande e santo.
Conversão do pão no corpo de Cristo
§ 1106Juntamente com a anamnese, a epiclese é o coração de qualquer celebração sacramental, e mais particularmente da Eucaristia: «Tu perguntas como é que o pão se torna corpo de Cristo, e o vinho [..] sangue de Cristo?
§ 1333No centro da celebração da Eucaristia temos o pão e o vinho que, pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo, se tornam o corpo e o sangue do mesmo Cristo.
§ 1353na epiclese, pede ao Pai que envie o seu Espírito Santo (ou o poder da sua bênção)sobre o pão e o vinho, para que se tornem, pelo seu poder, o corpo e o sangue de Jesus Cristo, e para que os que participam na…
§ 1376O Concílio de Trento resume a fé católica declarando: «Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção que o…
§ 1411Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir à Eucaristia e consagrar o pão e o vinho, para que se tornem o corpo e o sangue do Senhor:
§ 1413Pela consagração, opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo.
Espírito Santo e corpo de Cristo
§ 797«O que o nosso espírito, quer dizer, a nossa alma, é para os nossos membros, o Espírito Santo é-o para os membros de Cristo, para o Corpo de Cristo, que é a Igreja».
§ 798O Espírito Santo é «o princípio de toda a ação vital e verdadeiramente salvífica em cada uma das diversas partes do Corpo», Ele realiza, de múltiplas maneiras, a edificação de todo o Corpo na caridade: pela Palavra de…
§ 1084«Sentado à direita do Pai» e derramando o Espírito Santo sobre o seu corpo que é a Igreja, Cristo age agora pelos sacramentos, que instituiu para comunicar a sua graça.
§ 1108A finalidade da missão do Espírito Santo em toda a ação litúrgica é pôr-nos em comunhão com Cristo, para formarmos o seu corpo.
Eucaristia e corpo de Cristo
§ 1323«O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue, para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até voltar, o sacrifício da cruz, confiando à Igreja…
§ 1331Comunhão, pois é por este sacramento que nos unimos a Cristo, o qual nos torna participantes do seu corpo e do seu sangue, para formarmos um só corpo; chama-se ainda as coisas santas («tà hágia»; «sancta») – é o…
§ 1339Jesus escolheu a altura da Páscoa para cumprir o que tinha anunciado em Cafarnaum: dar aos seus discípulos o seu corpo e o seu sangue: «Veio o dia dos Ázimos, em que devia imolar-se a Páscoa. [Jesus] enviou então a…
§ 1374O modo da presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único.
§ 1375É pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo que Ele Se torna presente neste sacramento.
§ 1382A Missa é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o memorial sacrificial em que se perpetua o sacrifício da cruz e o banquete sagrado da comunhão do corpo e sangue do Senhor.
§ 1391A Comunhão aumenta a nossa união com Cristo.
§ 1393A Comunhão afasta-nos do pecado.
§ 1416A sagrada Comunhão do corpo e sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor perdoa-lhe os pecados veniais e preserva-o dos pecados graves.
Glorificação do corpo de Cristo
§ 659«Então, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus» (Mc 16, 19).
Maria e o corpo de Cristo
§ 466A heresia nestoriana via em Cristo uma pessoa humana unida à pessoa divina do Filho de Deus.
§ 488«Deus enviou o seu Filho» (GI 4, 4).
§ 973Ao pronunciar o «Fiat» da Anunciação e dando o seu consentimento ao mistério da Encarnação, Maria colabora desde logo com toda a obra a realizar por seu Filho.
Morte de Cristo e de seu corpo
§ 630Durante a permanência de Cristo no túmulo, a sua pessoa divina continuou a assumir tanto a alma como o corpo, apesar de separados entre si pela morte.
§ 627A morte de Cristo foi uma verdadeira morte, na medida em que pôs fim à sua existência humana terrena.
Oblação sacrifício do corpo de Cristo
§ 606O Filho de Deus, «descido do céu, não para fazer a sua vontade mas a do seu Pai, que O enviou», «diz, ao entrar no mundo: [...] Eis-me aqui, [...] ó Deus, para fazer a tua vontade. [...] E em virtude dessa mesma…
§ 610Jesus exprimiu de modo supremo a oblação livre de Si mesmo na refeição que tornou com os doze Apóstolos, na «noite em que foi entregue» (1 Cor 11, 23).
§ 621Jesus ofereceu-Se livremente para nossa salvação.
Pão de cada dia e o corpo de Cristo
§ 2835Esta petição e a responsabilidade que comporta valem também para outra fome de que os homens morrem: «O homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca do Deus» (Mt 4, 4), quer dizer, da sua Palavra e…
§ 2837«De cada dia».
§ 2861Na quarta petição, ao dizer «dai-nos», exprimimos, em comunhão com os nossos irmãos, a nossa confiança filial no nosso Pai dos céus.
Ressurreição do corpo de Cristo
§ 640«Por que motivo procurais entre os mortos Aquele que está vivo?
§ 645Jesus Ressuscitado estabeleceu com os seus discípulos relações diretas, através do contato físico e da participação na refeição.
§ 646A ressurreição de Cristo não foi um regresso à vida terrena, como no caso das ressurreições que Ele tinha realizado antes da Páscoa: a filha de Jairo, o jovem de Naim e Lázaro.
§ 648A ressurreição de Cristo é objeto de fé, na medida em que é uma intervenção transcendente do próprio Deus na criação e na história.
§ 657O sepulcro vazio e os lençóis deixados no chão significam, por si mesmos, que o corpo de Cristo escapou aos laços da morte e da corrupção, pelo poder de Deus.
Veneração do corpo de Cristo
§ 103Por esta razão, a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras tal como venera o Corpo do Senhor.
§ 141«A Igreja sempre venerou as Divinas Escrituras, tal como o próprio Corpo do Senhor» ambos alimentam e regem toda a vida cristã.
Verdadeira humanidade do corpo de Cristo
§ 476Uma vez que o Verbo Se fez carne, assumindo uma verdadeira natureza humana, o corpo de Cristo era circunscrito.
Advento de Cristo e consumação da Igreja
§ 769«A Igreja [...] só na glória celeste alcançará a sua realização acabada», aquando do regresso glorioso de Cristo.
Cristo conduz a Igreja
§ 551Desde o princípio da sua vida pública, Jesus escolheu alguns homens, em número de doze, para andarem com Ele e participarem na sua missão.
§ 852Os caminhos da missão.
§ 1547O sacerdócio ministerial ou hierárquico dos bispos e dos presbíteros e o sacerdócio comum de todos os fiéis – embora «um e outro, cada qual segundo o seu modo próprio, participem do único sacerdócio de Cristo» – são…
Cristo da os atributos da Igreja
§ 811«Esta é a única Igreja de Cristo, que no Credo confessamos ser una, santa, católica e apostólica».
§ 889Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos Apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, Ele que é a Verdade.
§ 890A missão do Magistério está ligada ao caráter definitivo da Aliança instaurada por Deus em Cristo com o seu povo.
Cristo inicio fundamento cabeça da Igreja
§ 2Para que este convite se fizesse ouvir por toda a Terra, Cristo enviou os Apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho: «Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do…
§ 424Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos a respeito de Jesus: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16).
§ 551Desde o princípio da sua vida pública, Jesus escolheu alguns homens, em número de doze, para andarem com Ele e participarem na sua missão.
§ 552No colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar.
§ 553Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: «Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus» (Mt 16, 19).
§ 771«Cristo, mediador único, constitui e continuamente sustenta sobre a terra, como um todo visível, a sua Igreja santa, comunidade de fé, esperança e amor, por meio da qual difunde em todos a verdade e a graça».
§ 778A Igreja é, ao mesmo tempo, caminho e meta do desígnio de Deus: prefigurada na criação, preparada na antiga Aliança, fundada pelas palavras e atos de Jesus Cristo, realizada pela sua Cruz redentora e pela sua…
§ 807A Igreja é este Corpo, cuja Cabeça é Cristo: ela vive d'Ele, n'Ele e para Ele; e Ele vive com ela e nela.
§ 864«Sendo Cristo, enviado do Pai, a fonte e a origem de todo o apostolado da Igreja», é evidente que a fecundidade do apostolado, tanto dos ministros ordenados como dos leigos, depende da sua união vital com Cristo.
§ 874A fonte do ministério na Igreja é o próprio Cristo.
Cristo origem da Igreja
§ 424Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos a respeito de Jesus: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16).
§ 763Pertence ao Filho realizar, na plenitude dos tempos, o plano de salvação do seu Pai; tal é o motivo da sua «missão».
§ 764«Este Reino manifesta-se aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo», Acolher a palavra de Jesus é «acolher o próprio Reino».
§ 765O Senhor Jesus dotou a sua comunidade duma estrutura que permanecerá até ao pleno acabamento do Reino.
§ 766Mas a Igreja nasceu principalmente do dom total de Cristo pela nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na cruz.
§ 767«Consumada a obra que o Pai confiou ao Filho para cumprir na terra, no dia de Pentecostes foi enviado o Espírito Santo para que santificasse continuamente a Igreja».
Cristo origem do Magistério da Igreja
§ 88O Magistério da Igreja faz pleno uso da autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando propõe, dum modo que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, verdades contidas na Revelação…
Cristo sustentáculo da Igreja
§ 820A unidade, «Cristo a concedeu à sua Igreja desde o princípio.
§ 822A preocupação com realizar a união «diz respeito a toda a Igreja, fiéis e pastores».
§ 823«A Igreja é [...], aos olhos da fé, indefectivelmente santa.
§ 824A Igreja, unida a Cristo, é santificada por Ele.
§ 830A palavra «católico» significa «universal» no sentido de «segundo a totalidade» ou «segundo a integridade».
§ 837«Estão plenamente incorporados na sociedade que é a Igreja aqueles que, tendo o Espírito de Cristo, aceitam toda a sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos, e que, além disso, pelos laços da…
§ 869A Igreja é apostólica: está edificada sobre alicerces duradouros, que são «os Doze apóstolos do Cordeiro»; é indestrutível; é infalivelmente mantida na verdade: Cristo é quem a governa por meio de Pedro e dos outros…
§ 1076No dia do Pentecostes, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja foi manifestada ao mundo.
§ 1547O sacerdócio ministerial ou hierárquico dos bispos e dos presbíteros e o sacerdócio comum de todos os fiéis – embora «um e outro, cada qual segundo o seu modo próprio, participem do único sacerdócio de Cristo» – são…
Cristo única porta
§ 754«Assim a Igreja é o redil, cuja única e necessária porta é Cristo.
Igreja Batismo e Cristo
§ 1261Quanto às crianças que morrem sem Batismo, a Igreja não pode senão confiá-las à misericórdia de Deus, como o faz no rito do respectivo funeral.
Igreja comunhão com Cristo
§ 787Desde o princípio, Jesus associou os discípulos à sua vida.
§ 788Quando a sua presença visível lhes foi tirada, Jesus não deixou órfãos os discípulos.
§ 789A comparação da Igreja com um corpo lança uma luz particular sobre a ligação íntima existente entre a Igreja e Cristo.
Igreja Corpo de Cristo
§ 790Os crentes que respondem à Palavra de Deus e se tornam membros do Corpo de Cristo, ficam estreitamente unidos a Cristo: «Neste Corpo, a vida de Cristo difunde-se nos crentes, unidos pelos sacramentos, dum modo…
§ 791Mas a unidade do Corpo não anula a diversidade dos membros: «Na edificação do Corpo de Cristo existe diversidade de membros e funções.
§ 792Cristo «é a Cabeça do Corpo que é a Igreja» (Cl 1, 18).
§ 793Une-nos à sua Páscoa: todos os membros se devem esforçar por se parecerem com Ele, «até que Cristo Se forme neles» (Gl 4, 19).
§ 794Provê ao nosso crescimento: a fim de crescermos em tudo para Aquele que é a Cabeça, Cristo distribui no seu Corpo, a Igreja, os dons e os serviços pelos quais mutuamente nos ajudamos no caminho da salvação.
§ 795Cristo e a Igreja são, pois, o «Cristo total» (Christus totus).
§ 796A unidade de Cristo e da Igreja, Cabeça e membros do Corpo, implica também a distinção entre ambos, numa relação pessoal.
§ 805A Igreja é o Corpo de Cristo.
Igreja esposa de Cristo
§ 757«A Igreja é também chamada "Jerusalém do Alto" e "nossa mãe" (Gl 4, 26); é também descrita como a Esposa imaculada do Cordeiro sem mancha, a qual Cristo "amou, pela qual Se entregou para a santificar" (Ef 5, 25-26)…
§ 772É na Igreja que Cristo realiza e revela o seu próprio mistério, como a meta do desígnio de Deus: «recapitular tudo n'Ele» (Ef 1, 10).
§ 773Na Igreja, esta comunhão dos homens com Deus pela «caridade, que não passa jamais» (1 Cor 13, 8), é o fim que comanda tudo quanto nela é meio sacramental, ligado a este mundo que passa.
§ 796A unidade de Cristo e da Igreja, Cabeça e membros do Corpo, implica também a distinção entre ambos, numa relação pessoal.
§ 808A Igreja é a Esposa de Cristo: Ele amou-a e entregou-Se por ela.
§ 823«A Igreja é [...], aos olhos da fé, indefectivelmente santa.
§ 867A Igreja é santa: é seu autor o Deus santíssimo; Cristo, seu Esposo, por ela Se entregou para a santificar; vivifica-a o Espírito de santidade.
§ 926A vida religiosa faz parte do mistério da Igreja.
§ 1617Toda a vida cristã tem a marca do amor esponsal entre Cristo e a Igreja.
Igreja guardiã da palavra de Deus
§ 171A Igreja, que é «coluna e apoio da verdade» (1 Tm 3, 15), guarda fielmente a fé transmitida aos santos de uma vez por todas.
Igreja sacramento da Ação de Cristo
§ 1118Os sacramentos são «da Igreja», no duplo sentido de que são «por ela» e «para ela».
Liturgia e mistérios de Cristo conforme Liturgia
§ 1164O povo de Deus, desde o tempo da lei mosaica, conheceu festas em datas fixadas a partir da Páscoa, para comemorar as ações portentosas do Deus Salvador, dar-Lhe graças por elas, perpetuar-lhes a lembrança e ensinar as…
§ 1165Quando a Igreja celebra o mistério de Cristo, há uma palavra que ritma a sua oração: Hoje!, como um eco da oração que lhe ensinou o seu Senhor e do chamamento do Espírito Santo.
§ 1201A riqueza insondável do mistério de Cristo é tal, que nenhuma tradição litúrgica pode esgotar-lhe a expressão.
§ 1204A celebração da Liturgia deve, pois, corresponder ao gênio e à cultura dos diferentes povos.
Presença de Cristo na Igreja
§ 775«A Igreja em Cristo é como que o sacramento ou sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano».
§ 779A Igreja é, ao mesmo tempo, visível e espiritual, sociedade hierárquica e Corpo Místico de Cristo.
§ 1119Formando com Cristo-Cabeça «como que uma única pessoa mística», a Igreja age nos sacramentos como «comunidade sacerdotal», «organicamente estruturada»: pelo Batismo e pela Confirmação, o povo sacerdotal torna-se apto a…
Sacerdócio de Cristo
§ 941Os leigos participam do sacerdócio de Cristo: cada vez mais unidos a Ele, desenvolvem a graça do Batismo e da Confirmação em todas as dimensões da vida pessoal, familiar, social e eclesial, e assim realizam a vocação à…
§ 1544Todas as prefigurações do sacerdócio da Antiga Aliança encontram a sua realização em Jesus Cristo, «único mediador entre Deus e os homens» (1 Tm 2, 5).
§ 1545O sacrifício redentor de Cristo é único, realizado uma vez por todas.
Sacrifício memorial de Cristo conforme Sacrifício
§ 1341Ao ordenar que repetissem os seus gestos e palavras, «até que Ele venha» (1 Cor 11, 26), Jesus não pede somente que se lembrem d'Ele e do que Ele fez.
§ 1358Temos, pois, de considerar a Eucaristia – como ação de graças e louvor ao Pai, – como memorial sacrificial de Cristo e do Seu corpo, – como presença de Cristo pelo poder da sua Palavra e do seu Espírito.
§ 1362A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo, a atualização e a oferenda sacramental do seu único sacrifício, na liturgia da Igreja que é o seu corpo.
§ 1363No sentido que lhe dá a Sagrada Escritura, o memorial não é somente a lembrança dos acontecimentos do passado, mas a proclamação das maravilhas que Deus fez pelos homens.
§ 1364O memorial recebe um sentido novo no Novo Testamento.
§ 1365Porque é o memorial da Páscoa de Cristo, a Eucaristia é também um sacrifício.
§ 1366A Eucaristia é, pois, um sacrifício, porque representa (torna presente) o sacrifício da cruz, porque é dele o memorial e porque aplica o seu fruto: Cristo «nosso Deus e Senhor [...], ofereceu-Se a Si mesmo a Deus Pai…
§ 1367O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: «É uma só e mesma vítima e Aquele que agora Se oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que outrora Se ofereceu a Si mesmo na cruz…
§ 1368A Eucaristia é igualmente o sacrifício da Igreja.
§ 1369Toda a Igreja está unida à oblação e intercessão de Cristo.
§ 1370À oblação de Cristo unem-se não só os membros que estão ainda neste mundo, mas também os que já estão na glória do céu: é em comunhão com a santíssima Virgem Maria e fazendo memória d'Ela, assim como de todos os santos…
§ 1371O sacrifício eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos, «que morreram em Cristo e não estão ainda de todo purificados», para que possam entrar na luz e na paz de Cristo: «Enterrai este corpo não importa onde!
§ 1372Santo Agostinho resumiu admiravelmente esta doutrina que nos incita a uma participação cada vez mais perfeita no sacrifício do nosso Redentor que celebramos na Eucaristia: «Toda esta cidade resgatada, ou seja, a…
§ 1409A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo, isto é, da obra do salvação realizada pela vida, morte e ressurreição de Cristo, obra tornada presente pela ação litúrgica.
Cristo doador do Espírito
§ 667Jesus Cristo, tendo entrado, uma vez por todas, no santuário dos céus, intercede incessantemente por nós, como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo.
§ 730Chega, por fim, a «Hora de Jesus»: Jesus entrega o seu espírito nas mãos do Pai, no momento em que pela sua morte vence a morte, de tal modo que, «ressuscitado dos mortos pela glória do Pai» (Rm 6, 4), logo dá o…
§ 731No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo que Se manifestou, Se deu e Se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor…
§ 739Uma vez que o Espírito Santo é a unção de Cristo, é Cristo, a Cabeça do corpo, quem O derrama nos seus membros para os alimentar, os curar, os organizar nas suas mútuas funções, os vivificar, os enviar a dar…
§ 1287Ora, esta plenitude do Espírito não devia permanecer unicamente no Messias: devia ser comunicada a todo o povo messiânico.
Espírito Santo e mistério de Cristo
§ 1099O Espírito e a Igreja cooperam para manifestar Cristo e a sua obra de salvação na liturgia.
§ 1104A liturgia cristã não se limita a recordar os acontecimentos que nos salvaram: atualiza-os, torna-os presentes.
§ 1105A epiclese («invocação sobre») é a intercessão mediante a qual o sacerdote suplica ao Pai que envie o Espírito santificador para que as oferendas se tornem o corpo e o sangue de Cristo e para que, recebendo-as, os…
§ 1106Juntamente com a anamnese, a epiclese é o coração de qualquer celebração sacramental, e mais particularmente da Eucaristia: «Tu perguntas como é que o pão se torna corpo de Cristo, e o vinho [..] sangue de Cristo?
§ 1107O poder transformante do Espírito Santo na liturgia apressa a vinda do Reino e a consumação do mistério da salvação.
Relação entre o Espírito Santo e Cristo
§ 739Uma vez que o Espírito Santo é a unção de Cristo, é Cristo, a Cabeça do corpo, quem O derrama nos seus membros para os alimentar, os curar, os organizar nas suas mútuas funções, os vivificar, os enviar a dar…
§ 747O Espírito Santo, que Cristo-cabeça derrama sobre os seus membros, constrói, anima e santifica a Igreja.
§ 797«O que o nosso espírito, quer dizer, a nossa alma, é para os nossos membros, o Espírito Santo é-o para os membros de Cristo, para o Corpo de Cristo, que é a Igreja».
§ 1108A finalidade da missão do Espírito Santo em toda a ação litúrgica é pôr-nos em comunhão com Cristo, para formarmos o seu corpo.
"Primogénito entre muitos irmãos"
§ 2790Gramaticalmente, «nosso» qualifica uma realidade comum a vários.
Assunção da natureza humana
§ 461Retomando a expressão de São João («o Verbo fez-Se carne»: Jo 1, 14), a Igreja chama «Encarnação» ao fato de o Filho de Deus ter assumido uma natureza humana, para nela levar a efeito a nossa salvação.
§ 462A Epístola aos Hebreus fala do mesmo mistério: «É por isso que, ao entrar neste mundo, Cristo diz: "Não quiseste sacrifícios e oferendas, mas formaste-Me um corpo.
§ 463A fé na verdadeira Encarnação do Filho de Deus é o sinal distintivo da fé cristã: «Nisto haveis de reconhecer o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa a Jesus Cristo encarnado é de Deus» (1 Jo 4, 2).
§ 485A missão do Espírito Santo está sempre unida e ordenada à do Filho.
§ 488«Deus enviou o seu Filho» (GI 4, 4).
§ 497As narrativas evangélicas entendem a conceição virginal como uma obra divina que ultrapassa toda a compreensão e possibilidade humanas: «O que foi gerado nela vem do Espírito Santo», diz o anjo a José, a respeito de…
Cristo caminho para o Pai
§ 2609O coração, assim decidido a converter-se, aprende a orar na fé.
Cristo revelação do Pai
§ 73Deus revelou-Se plenamente enviando o seu próprio Filho, no qual estabeleceu a sua aliança para sempre.
§ 221São João irá ainda mais longe, ao afirmar: «Deus é Amor» (1 Jo 4, 8, 16): a própria essência de Deus é Amor.
§ 238A invocação de Deus como «Pai» é conhecida em muitas religiões.
§ 239Ao designar Deus com o nome de «Pai», a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos: que Deus é a origem primeira de tudo e a autoridade transcendente, e, ao mesmo tempo, que é bondade e solicitude amorosa para…
§ 240Jesus revelou que Deus é «Pai» num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: «Ninguém conhece o Filho senão o…
§ 241É por isso que os Apóstolos confessam que Jesus é «o Verbo [que] estava [no princípio] junto de Deus» e que é Deus (Jo 1, 1), «a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15), «o resplendor da sua glória e a imagem da sua…
§ 242Na esteira deles, seguindo a tradição apostólica, no primeiro concílio ecumênico de Niceia, em 325, a Igreja confessou que o Filho é «consubstancial» ao Pai, quer dizer, um só Deus com Ele.
§ 2798Podemos invocar Deus como «Pai», porque no-Lo revelou o Filho de Deus feito homem, em quem, pelo Batismo, somos incorporados e adotados como filhos de Deus.
Cumprimento do desígnio divino
§ 72Deus escolheu Abraão e concluiu uma aliança com ele e os seus descendentes.
§ 128A Igreja, já nos tempos apostólicos, e depois constantemente na sua Tradição, pôs em evidência a unidade, do plano divino nos dois Testamentos, graças à tipologia.
§ 1279O fruto do Batismo ou graça batismal é uma realidade rica que inclui: a remissão do pecado original e de todos os pecados pessoais; o renascimento para uma vida nova, pela qual o homem se torna filho adotivo do Pai…
Encarnação de Cristo
§ 479No tempo estabelecido por Deus, o Filho Unigênito do Pai, a Palavra eterna, isto é, o Verbo e imagem substancial do Pai, encarnou.
§ 485A missão do Espírito Santo está sempre unida e ordenada à do Filho.
§ 488«Deus enviou o seu Filho» (GI 4, 4).
§ 497As narrativas evangélicas entendem a conceição virginal como uma obra divina que ultrapassa toda a compreensão e possibilidade humanas: «O que foi gerado nela vem do Espírito Santo», diz o anjo a José, a respeito de…
§ 723Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai.
Fins do Advento de Cristo
§ 217Deus é igualmente verdadeiro quando Se revela: todo o ensinamento que vem de Deus é «doutrina de verdade» (Ml 2, 6).
§ 456Com o Credo Niceno-Constantinopolitano, respondemos confessando: «Por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus; e encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem».
§ 457O Verbo fez-Se carne para nos salvar, reconciliando-nos com Deus: «Foi Deus que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (1 Jo 4, 10).
§ 458O Verbo fez-Se carne, para que assim conhecêssemos o amor de Deus: «Assim se manifestou o amor de Deus para conosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigênito, para que vivamos por Ele» (I Jo 4, 9).
§ 459O Verbo fez-Se carne, para ser o nosso modelo de santidade: «Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim [...]» (Mt 11, 29).
§ 460O Verbo fez-Se carne, para nos tornar «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4): «Pois foi por essa razão que o Verbo Se fez homem, e o Filho de Deus Se fez Filho do Homem: foi para que o homem, entrando em…
Maria mãe de Cristo
§ 508Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe do seu Filho.
§ 509Maria é verdadeiramente «Mãe de Deus», pois é a Mãe do Filho eterno de Deus feito homem que, Ele próprio, é Deus.
Mediador da Criação
§ 291«No princípio era o Verbo [...] e o Verbo era Deus [...] Tudo se fez por meio d'Ele e, sem Ele, nada se fez» (Jo 1, 1-3).
§ 292Insinuada no Antigo Testamento revelada na Nova Aliança, a ação criadora do Filho e do Espírito Santo, inseparavelmente unida à do Pai, é claramente afirmada pela regra de fé da Igreja: «Existe um só Deus.
Oração filial de Cristo
§ 2605Quando chegou a Hora em que cumpriu o desígnio de amor do Pai, Jesus deixa entrever a profundidade insondável da sua oração filial, não só antes de livremente Se entregar («Abbá... não se faça a minha vontade, mas a…
Significação de Filho de Deus
§ 441Filho de Deus, no Antigo Testamento, é um título dado aos anjos, ao povo eleito aos filhos de Israel e aos seus reis.
§ 442Mas não é este o caso de Pedro, quando confessa Jesus como «Cristo, o Filho de Deus vivo», porque Jesus responde-lhe solenemente: «não foram a carne nem o sangue que to revelaram, mas sim o meu Pai que está nos céus»…
§ 443Se Pedro pôde reconhecer o caráter transcendente da filiação divina de Jesus-Messias, foi porque Este lha deixou perceber nitidamente.
§ 444Os evangelhos referem, em dois momentos solenes, no batismo e na transfiguração de Cristo, a voz do Pai, que O designa como seu «filho muito-amado».
§ 445É depois da ressurreição que a filiação divina de Jesus aparece no poder da sua humanidade glorificada: «Segundo o Espírito santificante, pela sua ressurreição de entre os mortos, Ele foi estabelecido como Filho de…
Sustentação e guardião do universo
§ 320Deus, que criou o universo, mantém-no na existência pelo seu Verbo; «o Filho tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (He 1, 3) e pelo seu Espírito criador que dá a vida.
§ 703A Palavra de Deus e o seu Espírito estão na origem do ser e da vida de todas as criaturas.
Conhecimento humano de Cristo
§ 472Esta alma humana, que o Filho de Deus assumiu, é dotada de um verdadeiro conhecimento humano.
Corpo de Cristo
§ 476Uma vez que o Verbo Se fez carne, assumindo uma verdadeira natureza humana, o corpo de Cristo era circunscrito.
§ 477Ao mesmo tempo, a Igreja sempre reconheceu que, no corpo de Jesus, «Deus que, por sua natureza, era invisível, tornou-Se visível aos nossos olhos».
Cristo Filho de Deus vivo
§ 153Quando Pedro confessa que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, Jesus declara-lhe que esta revelação não lhe veio «da carne nem do sangue, mas do seu Pai que está nos Céus» (Mt 16, 17).
Cristo submisso ao Pai
§ 536Da parte de Jesus, o seu batismo é a aceitação e a inauguração da sua missão de Servo sofredor.
§ 539Os evangelistas indicam o sentido salvífico deste acontecimento misterioso, Jesus é o Novo Adão, que Se mantém fiel naquilo em que o primeiro sucumbiu à tentação.
§ 606O Filho de Deus, «descido do céu, não para fazer a sua vontade mas a do seu Pai, que O enviou», «diz, ao entrar no mundo: [...] Eis-me aqui, [...] ó Deus, para fazer a tua vontade. [...] E em virtude dessa mesma…
§ 2600O Evangelho segundo São Lucas sublinha a ação do Espírito Santo e o sentido da oração no ministério de Cristo.
§ 2824Foi em Cristo e pela sua vontade humana que a vontade do Pai se cumpriu perfeitamente e duma vez para sempre.
Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem
§ 464O acontecimento único e absolutamente singular da Encarnação do Filho de Deus não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que seja o resultado de uma mistura confusa do divino com o humano.
§ 465As primeiras heresias negaram menos a divindade de Cristo que a sua verdadeira humanidade (docetismo gnóstico).
§ 466A heresia nestoriana via em Cristo uma pessoa humana unida à pessoa divina do Filho de Deus.
§ 467Os monofisitas afirmavam que a natureza humana tinha deixado de existir, como tal, em Cristo, sendo assumida pela sua pessoa divina de Filho de Deus.
§ 468Depois do Concílio de Calcedônia, alguns fizeram da natureza humana de Cristo uma espécie de sujeito pessoal.
§ 469Assim, a Igreja confessa que Jesus é inseparavelmente verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
§ 480Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade da sua Pessoa divina; por essa razão, Ele é o único mediador entre Deus e os homens.
§ 481Jesus Cristo tem duas naturezas, a divina e a humana, não confundidas, mas unidas na única Pessoa do Filho de Deus.
Inteligência de Cristo
§ 482Verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Cristo tem uma inteligência e uma vontade humanas em perfeito acordo e submissão à inteligência e vontade divinas, que Ele tem em comum com o Pai e o Espírito Santo.
Natureza divina de Cristo
§ 211O nome divino «Eu sou» ou «Ele é» exprime a fidelidade de Deus, que, apesar da infidelidade do pecado dos homens e do castigo que merece, «conserva a sua benevolência em favor de milhares de pessoas» (Ex 34, 7).
§ 447O próprio Jesus veladamente atribui a Si mesmo este título, quando discute com os fariseus sobre o sentido do Salmo 110, e também, de modo explícito, ao dirigir-Se aos Apóstolos.
Natureza humana de Cristo
§ 48Nós podemos realmente falar de Deus partindo das múltiplas perfeições das criaturas, semelhanças de Deus infinitamente perfeito, ainda que a nossa linguagem limitada não consiga esgotar o mistério.
§ 470Uma vez que, na união misteriosa da Encarnação, «a natureza humana foi assumida, não absorvida», a Igreja, no decorrer dos séculos, foi levada a confessar a plena realidade da alma humana, com as suas operações de…
§ 471Apolinário de Laodiceia afirmava que, em Cristo, o Verbo tinha ocupado o lugar da alma ou do espírito.
§ 472Esta alma humana, que o Filho de Deus assumiu, é dotada de um verdadeiro conhecimento humano.
§ 473Mas, ao mesmo tempo, este conhecimento verdadeiramente humano do Filho de Deus exprimia a vida divina da sua pessoa.
§ 474Pela sua união com a Sabedoria divina na pessoa do Verbo Encarnado, o conhecimento humano de Cristo gozava, em plenitude, da ciência dos desígnios eternos que tinha vindo revelar.
§ 475De igual modo, a Igreja confessou, no sexto Concílio ecumênico, que Cristo possui duas vontades e duas operações naturais, divinas e humanas, não opostas mas cooperantes, de maneira que o Verbo feito carne quis…
§ 476Uma vez que o Verbo Se fez carne, assumindo uma verdadeira natureza humana, o corpo de Cristo era circunscrito.
§ 477Ao mesmo tempo, a Igreja sempre reconheceu que, no corpo de Jesus, «Deus que, por sua natureza, era invisível, tornou-Se visível aos nossos olhos».
§ 478Jesus conheceu-nos e amou-nos, a todos e a cada um, durante a sua vida, a sua agonia e a sua paixão, entregando-Se por cada um de nós: «O Filho de Deus amou-me e entregou-Se por mim» (Gl 2, 20).
§ 482Verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Cristo tem uma inteligência e uma vontade humanas em perfeito acordo e submissão à inteligência e vontade divinas, que Ele tem em comum com o Pai e o Espírito Santo.
Oração de Cristo
§ 478Jesus conheceu-nos e amou-nos, a todos e a cada um, durante a sua vida, a sua agonia e a sua paixão, entregando-Se por cada um de nós: «O Filho de Deus amou-me e entregou-Se por mim» (Gl 2, 20).
Ressurreição confirmação da divindade Cristo
§ 653A verdade da divindade de Jesus é confirmada pela ressurreição.
Vontade humana de Cristo
§ 475De igual modo, a Igreja confessou, no sexto Concílio ecumênico, que Cristo possui duas vontades e duas operações naturais, divinas e humanas, não opostas mas cooperantes, de maneira que o Verbo feito carne quis…
Agir segundo o Espírito de Cristo
§ 2752A oração pressupõe esforço e luta contra nós mesmos e contra as ciladas do Tentador.
Apóstolos e Espírito de Cristo
§ 1120O ministério ordenado ou sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio batismal.
Atos do Espírito de Cristo
§ 2832Tal como o fermento na massa, a novidade do Reino deve levedar a terra com o Espírito de Cristo.
Reino e Espírito de Cristo
§ 2832Tal como o fermento na massa, a novidade do Reino deve levedar a terra com o Espírito de Cristo.
Amar a Cristo
§ 166A fé é um ato pessoal, uma resposta livre do homem à proposta de Deus que Se revela.
Amor de Cristo
§ 478Jesus conheceu-nos e amou-nos, a todos e a cada um, durante a sua vida, a sua agonia e a sua paixão, entregando-Se por cada um de nós: «O Filho de Deus amou-me e entregou-Se por mim» (Gl 2, 20).
§ 609Ao partilhar, no seu coração humano, o amor do Pai para com os homens, Jesus «amou-os até ao fim» (Jo 13, 1), «pois não há maior amor do que dar a vida por aqueles que se ama» (Jo 15, 13).
Catequese e mistério de Cristo
§ 90A interligação e a coerência dos dogmas podem encontrar-se no conjunto da revelação do mistério de Cristo.
§ 1075A catequese litúrgica visa introduzir no mistério de Cristo (ela é «mistagogia»), partindo do visível para o invisível, do significante para o significado, dos «sacramentos» para os «mistérios».
Comunhão com Cristo
§ 957A comunhão com os santos.
§ 977Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao Batismo: «Ide por todo o mundo e proclamai a Boa-Nova a todas as criaturas.
§ 985O Batismo é o primeiro e principal sacramento para o perdão dos pecados: une-nos a Cristo morto e ressuscitado e dá-nos o Espírito Santo.
§ 989Nós cremos e esperamos firmemente que, tal como Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também os justos, depois da morte, viverão para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os…
§ 1025Viver no céu é «estar com Cristo».
§ 1196Os fiéis que celebram a Liturgia das Horas unem-se a Cristo, nosso Sumo-Sacerdote, pela oração dos salmos, a meditação da Palavra de Deus, os cânticos e as bênçãos, a fim de serem associados à sua oração contínua e…
§ 1303Por esse fato, a Confirmação proporciona crescimento e aprofundamento da graça batismal: – enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos leva a dizer « Abba!
§ 1309A preparação para a Confirmação deve ter por fim conduzir o cristão a uma união mais íntima com Cristo e a uma familiaridade mais viva com o Espírito Santo, com a sua ação, os seus dons e os seus apelos, para melhor…
§ 1331Comunhão, pois é por este sacramento que nos unimos a Cristo, o qual nos torna participantes do seu corpo e do seu sangue, para formarmos um só corpo; chama-se ainda as coisas santas («tà hágia»; «sancta») – é o…
§ 1361A Eucaristia é também o sacrifício de louvor, pelo qual a Igreja canta a glória de Deus em nome de toda a criação.
§ 1382A Missa é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o memorial sacrificial em que se perpetua o sacrifício da cruz e o banquete sagrado da comunhão do corpo e sangue do Senhor.
§ 1391A Comunhão aumenta a nossa união com Cristo.
§ 1395Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia preserva-nos dos pecados mortais futuros.
§ 1396A unidade do corpo Místico: a Eucaristia faz a Igreja.
§ 2014O progresso espiritual tende para a união cada vez mais íntima com Cristo.
§ 2182A participação na celebração comum da Eucaristia dominical é um testemunho de pertença e fidelidade a Cristo e à sua Igreja.
Comunhão do homem com Cristo
§ 519Toda a riqueza de Cristo «se destina a todos os homens e constitui o bem de cada um».
§ 521Tudo o que Cristo viveu, Ele próprio faz com que o possamos viver n'Ele e Ele vivê-lo em nós.
§ 562Os discípulos de Cristo devem conformar-se com Ele até que Ele Se forme neles, «Por isso, somos assumidos nos mistérios da sua vida, configurados com Ele, com Ele mortos e ressuscitados, até que reinemos com Ele».
Conversão para Cristo
§ 1426A conversão a Cristo, o novo nascimento do Batismo, o dom do Espírito Santo, o corpo e sangue de Cristo recebidos em alimento, tornaram-nos «santos e imaculados na sua presença» (Ef 1, 4), tal como a própria Igreja…
§ 1427Jesus chama à conversão.
§ 1428Ora, o apelo de Cristo à conversão continua a fazer-se ouvir na vida dos cristãos.
§ 1470Neste sacramento, o pecador, remetendo-se ao juízo misericordioso de Deus, de certo modo antecipa o julgamento a que será submetido no fim desta vida terrena.
Crer em Cristo
§ 161Para obter a salvação é necessário acreditar em Jesus Cristo e n'Aquele que O enviou para nos salvar.
§ 1709Quem crê em Cristo torna-se filho de Deus.
§ 1715Quem crê em Cristo possui a vida nova no Espírito Santo.
§ 2074Jesus diz: «Eu sou a cepa, vós as varas.
Imitar Cristo
§ 1694Incorporados em Cristo pelo Batismo, os cristãos «morreram para o pecado e vivem para Deus em Cristo Jesus», participando assim na vida do Ressuscitado.
Membros de Cristo
§ 271A onipotência divina não é, de modo algum, arbitrária: «Em Deus, o poder e a essência, a vontade e a inteligência, a sabedoria e a justiça, são uma só e a mesma coisa, de modo que nada pode estar no poder divino que…
§ 1213O santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito («vitae spiritualis ianua – porta da vida espiritual») e a porta que dá acesso aos outros sacramentos.
§ 1241A unção com o santo crisma, óleo perfumado que foi consagrado pelo bispo, significa o dom do Espírito Santo ao novo batizado.
§ 1265O Batismo não somente purifica de todos os pecados, como faz também do neófito «uma nova criatura», um filho adotivo de Deus, tornado «participante da natureza divina», membro de Cristo e co-herdeiro com Ele, templo do…
§ 1272Incorporado em Cristo pelo Batismo, o batizado é configurado com Cristo.
§ 1279O fruto do Batismo ou graça batismal é uma realidade rica que inclui: a remissão do pecado original e de todos os pecados pessoais; o renascimento para uma vida nova, pela qual o homem se torna filho adotivo do Pai…
Mistério de Cristo celebrado na liturgia
§ 1174O mistério de Cristo, a sua Encarnação e a sua Páscoa, que celebramos na Eucaristia, especialmente na assembleia dominical, penetra e transfigura o tempo de cada dia pela celebração da Liturgia das Horas, «o Ofício…
Mistério de Cristo meditado na oração
§ 2708A meditação põe em ação o pensamento, a imaginação, a emoção e o desejo.
Morrer em Cristo
§ 1005Para ressuscitar com Cristo, temos de morrer com Cristo, temos «de nos exilar do corpo para habitarmos junto do Senhor» (2 Cor 5, 8).
§ 1006«É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa».
§ 1007A morte é o termo da vida terrena.
§ 1008A morte é consequência do pecado.
§ 1009A morte é transformada por Cristo.
§ 1010Graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo.
§ 1011Na morte, Deus chama o homem a Si.
§ 1012A visão cristã da morte é expressa de modo privilegiado na liturgia da Igreja: «Para os que crêem em Vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma: e, desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu…
§ 1013A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo de graça e misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último.
§ 1014A Igreja exorta-nos a prepararmo-nos para a hora da nossa morte («Duma morte repentina e imprevista, livrai-nos, Senhor»: antiga Ladainha dos Santos), a pedirmos à Mãe de Deus que rogue por nós «na hora da nossa morte»…
§ 1681O sentido cristão da morte é revelado à luz do mistério pascal da morte e ressurreição de Cristo, em quem pomos a nossa única esperança.
Nova Aliança de Cristo
§ 762A preparação remota da reunião do povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que há-de vir a ser o pai de um grande povo.
§ 781«Em todos os tempos e em todas as nações foi agradável a Deus aquele que O teme e pratica a justiça.
Ressuscitar com Cristo
§ 1002Se é verdade que Cristo nos há-de ressuscitar «no último dia», também é verdade que, de certo modo, nós já ressuscitamos com Cristo.
§ 1003Unidos a Cristo pelo Batismo, os crentes participam já realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado.
§ 1004À espera desse dia, o corpo e a alma do crente participam já na dignidade de ser «em Cristo».
Seguir a Cristo
§ 916A partir daí, o estado de vida consagrada aparece como uma das maneiras de viver uma consagração «mais íntima», radicada no Batismo e totalmente dedicada a Deus.
§ 918«Desde as origens da Igreja, houve homens e mulheres que se propuseram, pela prática dos conselhos evangélicos, seguir mais livremente Cristo e imitá-Lo de modo mais fiel.
§ 923As virgens, «emitindo o santo propósito de seguir mais de perto a Cristo, são consagradas a Deus pelo Bispo diocesano segundo o rito litúrgico aprovado, desposam-se misticamente com Cristo Filho de Deus e dedicam-se ao…
§ 932Na Igreja, que é como o sacramento, isto é, o sinal e o instrumento da vida de Deus, a vida consagrada surge como um sinal particular do mistério da Redenção.
§ 1435A conversão realiza-se na vida quotidiana por gestos de reconciliação, pelo cuidado dos pobres, o exercício e a defesa da justiça e do direito, pela confissão das próprias faltas aos irmãos, pela correção fraterna, a…
§ 1697Na catequese, importa revelar com toda a clareza a alegria e as exigências do caminho de Cristo.
§ 2053A esta primeira resposta vem juntar-se uma segunda: «Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá-os aos pobres, e terás um tesouro nos céus.
§ 2232São importantes, mas não absolutos, os laços familiares.
§ 2233Tornar-se discípulo de Jesus é aceitar o convite para pertencer à família de Deus, para viver em conformidade com a sua maneira de viver: «Todo aquele que fizer a vontade do meu Pai que está nos céus, é que é meu irmão…
§ 2253Os pais devem respeitar e favorecer a vocação dos seus filhos.
§ 2466Em Jesus Cristo, a verdade de Deus manifestou-se na sua totalidade.
§ 2708A meditação põe em ação o pensamento, a imaginação, a emoção e o desejo.
Testemunhar Cristo
§ 942Graças à sua missão profética, os leigos «são também chamados a ser, em todas as circunstâncias e no próprio coração da comunidade humana, testemunhas de Cristo».
§ 995Ser testemunha de Cristo é ser «testemunha da sua ressurreição» (At 1, 22), é «ter comido e bebido com Ele depois da sua ressurreição dos mortos» (At 10, 41).
§ 1816O discípulo de Cristo, não somente deve guardar a fé e viver dela, como ainda professá-la, dar firme testemunho dela e propagá-la: «Todos devem estar dispostos a confessar Cristo diante dos homens e a segui-Lo no…
Traços comuns do mistério de Cristo
§ 56Desfeita a unidade do gênero humano pelo pecado, Deus procurou imediatamente, salvar a humanidade intervindo com cada uma das suas partes.
§ 57Esta ordem, ao mesmo tempo cósmica, social e religiosa da pluralidade das nações, destinava-se a limitar o orgulho duma humanidade decaída, que, unânime na sua perversidade, pretendia refazer por si mesma a própria…
§ 58A aliança com Noé permanece em vigor enquanto durar o tempo das nações, até à proclamação universal do Evangelho.
Viver em Cristo
§ 2038Na tarefa do ensino e da aplicação da moral cristã, a Igreja precisa da dedicação dos pastores, da ciência dos teólogos, do contributo de todos os cristãos e homens de boa vontade.
Viver segundo Cristo
§ 2046Vivendo segundo Cristo, os cristãos apressam a vinda do Reino de Deus, do «Reino da justiça, da verdade e da paz».
Mistérios da vida de Cristo
§ 513A catequese, segundo as circunstâncias, explanará toda a riqueza dos mistérios de Jesus.
§ 514Muitas coisas que interessam à curiosidade humana, a respeito de Jesus, não figuram nos evangelhos.
§ 515Os evangelhos foram escritos por homens que foram dos primeiros a receber a fé e que quiseram partilhá-la com outros.
§ 516Toda a vida de Cristo é revelação do Pai: as suas palavras e atos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar.
§ 517Toda a vida de Cristo é mistério de redenção.
§ 518Toda a vida de Cristo é mistério de recapitulação.
"Enviou Deus o seu Filho"
§ 422«Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos» (Gl 4, 4-5).
Concebido do Espírito Santo
§ 437O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor» (Lc 2, 11).
§ 484A Anunciação a Maria inaugura a «plenitude dos tempos» (Gl 4, 4), isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos.
§ 485A missão do Espírito Santo está sempre unida e ordenada à do Filho.
§ 486Tendo sido concebido como homem no seio da Virgem Maria, o Filho único do Pai é «Cristo», isto é, ungido pelo Espírito Santo, desde o princípio da sua existência humana, embora a sua manifestação só se venha a fazer…
§ 490Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria «foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão».
§ 493Os Padres da tradição oriental chamam ã Mãe de Deus «a toda santa» («Panaghia»), celebram-na como «imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura».
§ 496Desde as primeiras formulações da fé, a Igreja confessou que Jesus foi concebido unicamente pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, afirmando igualmente o aspecto corporal deste acontecimento: Jesus foi…
§ 498Tem, por vezes, causado impressão o silêncio do Evangelho de São Marcos e das epístolas do Novo Testamento sobre a conceição virginal de Maria Também foi questionado, se não se trataria aqui de lendas ou construções…
§ 499O aprofundamento da fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem.
§ 502O olhar da fé pode descobrir, em ligação com o conjunto da Revelação, as razões misteriosas pelas quais Deus, no seu desígnio salvífico, quis que o seu Filho nascesse duma virgem.
§ 504Jesus é concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, porque Ele é o Novo Adão, que inaugura a criação nova: «O primeiro homem veio da terra e do pó: o segundo homem veio do céu» (1 Cor 15, 47).
§ 505Jesus, o novo Adão, inaugura, pela sua conceição virginal, o novo nascimento dos filhos de adoção, no Espírito Santo, pela fé, «Como será isso?» (Lc 1, 34).
Consequência da ascensão de Cristo
§ 661Esta última etapa continua intimamente unida à primeira, isto é, à descida do céu realizada na Encarnação.
§ 663Doravante, Cristo está sentado à direita do Pai: «Por direita do Pai entendemos a glória e a honra da divindade, em cujo seio Aquele que, antes de todos os séculos, existia como Filho de Deus, como Deus e…
§ 666Jesus Cristo, cabeça da Igreja, precede-nos no Reino glorioso do Pai, para que nós, membros do seu corpo, vivamos na esperança de estarmos um dia eternamente com Ele.
§ 667Jesus Cristo, tendo entrado, uma vez por todas, no santuário dos céus, intercede incessantemente por nós, como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo.
Cristo
§ 436Cristo vem da tradução grega do termo hebraico «Messias», que quer dizer «ungido».
§ 437O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor» (Lc 2, 11).
§ 438A consagração messiânica de Jesus manifesta a sua missão divina.
§ 439Numerosos judeus, e mesmo alguns pagãos que partilhavam da sua esperança, reconheceram em Jesus os traços fundamentais do messiânico «filho de David», prometido por Deus a Israel.
§ 440Jesus aceitou a profissão de fé de Pedro, que O reconhecia como o Messias, anunciando a paixão próxima do Filho do Homem.
§ 453O nome de Cristo significa «Ungido», «Messias».
Cristo imagem visível de Deus
§ 241É por isso que os Apóstolos confessam que Jesus é «o Verbo [que] estava [no princípio] junto de Deus» e que é Deus (Jo 1, 1), «a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15), «o resplendor da sua glória e a imagem da sua…
§ 477Ao mesmo tempo, a Igreja sempre reconheceu que, no corpo de Jesus, «Deus que, por sua natureza, era invisível, tornou-Se visível aos nossos olhos».
§ 1559«É em virtude da consagração episcopal e pela comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do colégio que alguém é constituído membro do corpo episcopal».O caráter e a natureza colegial da ordem episcopal…
Cristo pessoa da Trindade
§ 249A verdade revelada da Santíssima Trindade esteve, desde a origem, na raiz da fé viva da Igreja. principalmente por meio do Batismo.
§ 258Toda a economia divina é obra comum das três pessoas divinas.
§ 259Obra ao mesmo tempo comum e pessoal, toda a economia divina faz conhecer não só a propriedade das pessoas divinas, mas também a sua única natureza.
Encarnação do Verbo
§ 456Com o Credo Niceno-Constantinopolitano, respondemos confessando: «Por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus; e encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem».
§ 461Retomando a expressão de São João («o Verbo fez-Se carne»: Jo 1, 14), a Igreja chama «Encarnação» ao fato de o Filho de Deus ter assumido uma natureza humana, para nela levar a efeito a nossa salvação.
§ 462A Epístola aos Hebreus fala do mesmo mistério: «É por isso que, ao entrar neste mundo, Cristo diz: "Não quiseste sacrifícios e oferendas, mas formaste-Me um corpo.
§ 463A fé na verdadeira Encarnação do Filho de Deus é o sinal distintivo da fé cristã: «Nisto haveis de reconhecer o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa a Jesus Cristo encarnado é de Deus» (1 Jo 4, 2).
Filho unigénito
§ 441Filho de Deus, no Antigo Testamento, é um título dado aos anjos, ao povo eleito aos filhos de Israel e aos seus reis.
§ 442Mas não é este o caso de Pedro, quando confessa Jesus como «Cristo, o Filho de Deus vivo», porque Jesus responde-lhe solenemente: «não foram a carne nem o sangue que to revelaram, mas sim o meu Pai que está nos céus»…
§ 443Se Pedro pôde reconhecer o caráter transcendente da filiação divina de Jesus-Messias, foi porque Este lha deixou perceber nitidamente.
§ 444Os evangelhos referem, em dois momentos solenes, no batismo e na transfiguração de Cristo, a voz do Pai, que O designa como seu «filho muito-amado».
§ 445É depois da ressurreição que a filiação divina de Jesus aparece no poder da sua humanidade glorificada: «Segundo o Espírito santificante, pela sua ressurreição de entre os mortos, Ele foi estabelecido como Filho de…
§ 454O nome de Filho de Deus significa a relação única e eterna de Jesus Cristo com Deus seu Pai: Ele é o Filho único do Pai e, Ele próprio, Deus.
Jesus
§ 430Em hebraico, Jesus quer dizer «Deus salva».
§ 431Nesta história da salvação, Deus não Se contenta com libertar Israel «da casa da escravidão» (Dt 5, 6), fazendo-o sair do Egito.
§ 432O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados.
§ 433O nome de Deus salvador era invocado apenas uma vez por ano, pelo sumo sacerdote, para expiação dos pecados de Israel, depois de ter aspergido o propiciatório do «santo dos santos» com o sangue do sacrifício.
§ 434A ressurreição de Jesus glorifica o nome de Deus salvador porque, a partir daí, é o nome de Jesus que manifesta em plenitude o poder supremo do nome que está acima de todos os nomes» (Fl 2, 9-10).
§ 435O nome de Jesus está no centro da oração cristã.
§ 452O nome de Jesus significa «Deus salva».
Nascido da Virgem Maria
§ 487O que a fé católica crê, a respeito de Maria, funda-se no que crê a respeito de Cristo.
§ 488«Deus enviou o seu Filho» (GI 4, 4).
§ 489Ao longo da Antiga Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres.
§ 490Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria «foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão».
§ 491Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, «cumulada de graça» por Deus, tinha sido redimida desde a sua conceição.
§ 492Este esplendor de uma «santidade de todo singular», com que foi «enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição», vem-lhe totalmente de Cristo: foi «remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu…
§ 493Os Padres da tradição oriental chamam ã Mãe de Deus «a toda santa» («Panaghia»), celebram-na como «imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura».
§ 494Ao anúncio de que dará à luz «o Filho do Altíssimo», sem conhecer homem, pela virtude do Espírito Santo, Maria respondeu pela «obediência da fé», certa de que «a Deus nada é impossível»: «Eis a serva do Senhor, faça-se…
§ 495Chamada nos evangelhos «a Mãe de Jesus» (Jo 2, 1; 19, 25), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito Santo e desde antes do nascimento do seu Filho, como «a Mãe do meu Senhor» (Lc 1, 43).
§ 496Desde as primeiras formulações da fé, a Igreja confessou que Jesus foi concebido unicamente pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, afirmando igualmente o aspecto corporal deste acontecimento: Jesus foi…
§ 497As narrativas evangélicas entendem a conceição virginal como uma obra divina que ultrapassa toda a compreensão e possibilidade humanas: «O que foi gerado nela vem do Espírito Santo», diz o anjo a José, a respeito de…
§ 498Tem, por vezes, causado impressão o silêncio do Evangelho de São Marcos e das epístolas do Novo Testamento sobre a conceição virginal de Maria Também foi questionado, se não se trataria aqui de lendas ou construções…
§ 499O aprofundamento da fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem.
§ 500A isso objeta-se, por vezes, que a Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus.
§ 501Jesus é o filho único de Maria.
§ 502O olhar da fé pode descobrir, em ligação com o conjunto da Revelação, as razões misteriosas pelas quais Deus, no seu desígnio salvífico, quis que o seu Filho nascesse duma virgem.
§ 503A virgindade de Maria manifesta a iniciativa absoluta de Deus na Encarnação.
§ 504Jesus é concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, porque Ele é o Novo Adão, que inaugura a criação nova: «O primeiro homem veio da terra e do pó: o segundo homem veio do céu» (1 Cor 15, 47).
§ 505Jesus, o novo Adão, inaugura, pela sua conceição virginal, o novo nascimento dos filhos de adoção, no Espírito Santo, pela fé, «Como será isso?» (Lc 1, 34).
§ 506Maria é virgem, porque a virgindade é nela o sinal da sua fé, «sem a mais leve sombra de dúvida» e da sua entrega sem reservas à vontade de Deus.
§ 507Maria é, ao mesmo tempo, virgem e mãe, porque é a figura e a mais perfeita realização da Igreja: «Por sua vez, a Igreja, que contempla a sua santidade misteriosa e imita a sua caridade, cumprindo fielmente a vontade do…
Preparação para o Advento de Cristo
§ 522A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento tão grandioso, que Deus quis prepará-lo durante séculos.
§ 523São João Batista é o precursor imediato do Senhor, enviado para Lhe preparar o caminho.
§ 524Ao celebrar em cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta expectativa do Messias.
Senhor
§ 446Na tradução grega dos Livros do Antigo Testamento, o nome inefável sob o qual Deus Se revelou a Moisés, YHWH, é traduzido por « Kyrios» («Senhor»).
§ 447O próprio Jesus veladamente atribui a Si mesmo este título, quando discute com os fariseus sobre o sentido do Salmo 110, e também, de modo explícito, ao dirigir-Se aos Apóstolos.
§ 448Muitíssimas vezes, nos evangelhos, aparecem pessoas que se dirigem a Jesus chamando-lhe «Senhor».
§ 449Ao atribuir a Jesus o título divino de Senhor, as primeiras confissões de fé da Igreja afirmam, desde o princípio, que o poder, a honra e a glória, devidos a Deus Pai, também são devidos a Jesus, porque Ele é «de…
§ 450Desde o princípio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal, de modo absoluto, a…
§ 451A oração cristã é marcada pelo título de «Senhor», quer no convite à oração: «O Senhor esteja convosco», quer na conclusão da mesma: «Por nosso Senhor Jesus Cristo», quer ainda pelo grito cheio de confiança e de…
§ 455O nome de Senhor significa a soberania divina.
Anúncio aos pastores
§ 437O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor» (Lc 2, 11).
Apresentação no Templo e sua significação
§ 529A apresentação de Jesus no templo mostra-O como Primogênito que pertence ao Senhor.
Circuncisão
§ 527A circuncisão de Jesus, oito dias depois do seu nascimento, sinal da sua inserção na descendência de Abraão, no povo da Aliança, da sua submissão à Lei e da sua deputação para o culto de Israel, no qual participará…
Epifania
§ 528A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e salvador do mundo.
Fuga para o Egipto e sua significação
§ 530A fuga para o Egito e o massacre dos Inocentes manifestam a oposição das trevas à luz: «Ele veio para o que era seu e os seus não O receberam» (Jo 1, 11).
Infância
§ 527A circuncisão de Jesus, oito dias depois do seu nascimento, sinal da sua inserção na descendência de Abraão, no povo da Aliança, da sua submissão à Lei e da sua deputação para o culto de Israel, no qual participará…
§ 528A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e salvador do mundo.
§ 529A apresentação de Jesus no templo mostra-O como Primogênito que pertence ao Senhor.
§ 530A fuga para o Egito e o massacre dos Inocentes manifestam a oposição das trevas à luz: «Ele veio para o que era seu e os seus não O receberam» (Jo 1, 11).
Nascimento
§ 525Jesus nasceu na humildade dum estábulo, no seio duma família pobre.
§ 526«Tornar-se criança» diante de Deus é a condição para entrar no Reino, e para isso, é preciso abaixar-se tornar-se pequeno.
Vida em Nazaré
§ 531Durante a maior parte da sua vida, Jesus partilhou a condição da imensa maioria dos homens: uma vida quotidiana sem grandeza aparente, vida de trabalho manual, vida religiosa judaica sujeita à Lei de Deus, vida na…
§ 532A submissão de Jesus à sua Mãe e ao seu pai legal foi o cumprimento perfeito do quarto mandamento.
§ 533A vida oculta de Nazaré permite a todos os homens entrar em comunhão com Jesus, pelos diversos caminhos da vida quotidiana: «Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia…
§ 534O reencontro de Jesus no templo é o único acontecimento que quebra o silêncio dos evangelhos sobre os anos ocultos de Jesus.
Acusações contra Jesus
§ 574Desde o princípio do ministério público de Jesus, fariseus e partidários de Herodes, com sacerdotes e escribas, puseram-se de acordo para lhe dar a morte.
§ 575Muitas atitudes e palavras de Jesus foram, portanto, «sinal de contradição» para as autoridades religiosas de Jerusalém, a quem o Evangelho de São João muitas vezes chama simplesmente «os Judeus», mais ainda do que…
§ 576Aos olhos de muitos em Israel, parece que Jesus procede contra as instituições essenciais do Povo eleito: – a submissão à Lei, na totalidade dos seus preceitos escritos e, para os fariseus, na interpretação da tradição…
Anúncio do Reino
§ 543Todos os homens são chamados a entrar no Reino.
§ 544O Reino é dos pobres e pequenos, quer dizer, dos que o acolheram com um coração humilde.
§ 545Jesus convida os pecadores para a mesa do Reino: «Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores» (Mc 2, 17).
§ 546Jesus chama para entrar no Reino, por meio de parábolas, traço característico do seu ensino.
Batismo
§ 535O início da vida pública de Jesus é o seu batismo por João, no rio Jordão.
§ 536Da parte de Jesus, o seu batismo é a aceitação e a inauguração da sua missão de Servo sofredor.
§ 537Pelo Batismo, o cristão é sacramentalmente assimilado a Jesus que, no seu batismo, antecipa a sua morte e ressurreição.
§ 538Os evangelhos falam dum tempo de solidão que Jesus passou no deserto, imediatamente depois de ter sido batizado por João: «Impelido»pelo Espírito para o deserto, Jesus ali permanece sem comer durante quarenta dias.
§ 539Os evangelistas indicam o sentido salvífico deste acontecimento misterioso, Jesus é o Novo Adão, que Se mantém fiel naquilo em que o primeiro sucumbiu à tentação.
§ 540A tentação de Jesus manifesta a maneira própria de o Filho de Deus ser Messias, ao contrário da que Lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-Lhe.
§ 541«Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia.
§ 542Cristo está no centro desta reunião dos homens na «família de Deus».
§ 547Jesus acompanha as suas palavras com numerosos «milagres, prodígios e sinais» (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente n'Ele.
§ 548Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou.
§ 549Ao libertar certos homens dos males terrenos da fome, da injustiça da doença e da morte – Jesus realizou sinais messiânicos; no entanto, Ele não veio para abolir todos os males deste mundo, mas para libertar os homens…
§ 550A vinda do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: «Se é pelo Espírito de Deus que Eu expulso os demônios, então é porque o Reino de Deus chegou até vós» (Mt 12, 28).
§ 551Desde o princípio da sua vida pública, Jesus escolheu alguns homens, em número de doze, para andarem com Ele e participarem na sua missão.
§ 552No colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar.
§ 553Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: «Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus» (Mt 16, 19).
§ 554A partir do dia em que Pedro confessou que Jesus era o Cristo, Filho do Deus vivo, o Mestre «começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e lá sofrer [...], que tinha de ser morto e ressuscitar ao…
§ 555Por um momento, Jesus mostra a sua glória divina, confirmando assim a confissão de Pedro.
§ 556No limiar da vida pública, o batismo; no limiar da Páscoa, a transfiguração.
§ 557«Ora, como se aproximavam os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a firme resolução de Se dirigir a Jerusalém» (Lc 9, 51).
§ 1223Todas as prefigurações da Antiga Aliança encontram a sua realização em Jesus Cristo.
§ 1224Nosso Senhor sujeitou-se voluntariamente ao Batismo de São João, destinado aos pecadores, para cumprir toda a justiça.
§ 1225Foi na sua Páscoa que Cristo abriu a todos os homens as fontes do Batismo.
Cumprimento da Lei e Cristo
§ 577Jesus fez uma solene advertência no início do sermão da montanha, ao apresentar a Lei dada por Deus no Sinai, quando da primeira Aliança, à luz da graça da Nova Aliança: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os…
§ 578Jesus, o Messias de Israel e, portanto, o maior no Reino dos céus, fazia questão de cumprir a Lei, executando-a integralmente até nos mais pequenos preceitos, segundo as suas próprias palavras.
§ 579Este princípio da integralidade da observância da Lei, não só na letra mas também no espírito, era caro aos fariseus.
§ 580O cumprimento perfeito da Lei só podia ser obra do divino Legislador, nascido sujeito à Lei na pessoa do Filho.
§ 581Jesus apareceu aos olhos dos Judeus e dos seus chefes espirituais como um «rabbi».
§ 582Indo mais longe, Jesus cumpriu a lei sobre a pureza dos alimentos, tão importante na vida quotidiana judaica, explicando o seu sentido «pedagógico» por uma interpretação divina: «Não há nada fora do homem que, ao…
§ 592Jesus não aboliu a Lei do Sinai, mas cumpriu-a com tal perfeição que revelou o sentido último dela e resgatou as transgressões contra ela cometidas.
Curas
§ 517Toda a vida de Cristo é mistério de redenção.
§ 582Indo mais longe, Jesus cumpriu a lei sobre a pureza dos alimentos, tão importante na vida quotidiana judaica, explicando o seu sentido «pedagógico» por uma interpretação divina: «Não há nada fora do homem que, ao…
§ 695A unção.
§ 1151Sinais assumidos por Cristo.
§ 1503A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo» e de que o Reino de Deus está próximo.
§ 1504Frequentemente, Jesus pede aos doentes que acreditem.
§ 1505Comovido por tanto sofrimento, Cristo não só Se deixa tocar pelos doentes, como também faz suas as misérias deles: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças» (Mt 8, 17).
Entrada em Jerusalém
§ 559Como vai Jerusalém acolher o seu Messias?
§ 560A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias vai realizar pela Páscoa da sua morte e da sua ressurreição.
§ 570A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino, que o Rei-Messias, acolhido na cidade pelas crianças e pelos humildes de corarão, vai realizar pela Páscoa da sua morte e ressurreição.
Exorcismos
§ 550A vinda do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: «Se é pelo Espírito de Deus que Eu expulso os demônios, então é porque o Reino de Deus chegou até vós» (Mt 12, 28).
§ 1673Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a ação do Maligno e subtraído ao seu domínio, fala-se de exorcismo.
Início da vida pública
§ 535O início da vida pública de Jesus é o seu batismo por João, no rio Jordão.
Irmãos e irmãs de Jesus
§ 500A isso objeta-se, por vezes, que a Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus.
Missão dos Apóstolos
§ 533A vida oculta de Nazaré permite a todos os homens entrar em comunhão com Jesus, pelos diversos caminhos da vida quotidiana: «Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia…
§ 858Jesus é o enviado do Pai.
§ 859Jesus uniu-os à missão que Ele próprio recebera do Pai: «assim como o Filho não pode fazer nada por Si mesmo» (Jo 5, 19.30), mas tudo recebe do Pai que O enviou, assim também aqueles que Jesus envia nada podem fazer…
§ 860No múnus dos Apóstolos há um aspecto intransmissível: serem as testemunhas escolhidas da ressurreição do Senhor e os alicerces da Igreja.
§ 862«Do mesmo modo que o encargo confiado pelo Senhor singularmente a Pedro, o primeiro dos Apóstolos, e destinado a ser transmitido aos seus sucessores, é um múnus permanente, assim também é permanente o múnus confiado…
§ 873As próprias diferenças que o Senhor quis que existissem entre os membros do seu Corpo servem a sua unidade e missão.
§ 877Do mesmo modo, pertence à natureza sacramental do ministério eclesial que ele tenha um caráter colegial.
§ 935Para anunciar a fé e implantar o seu Reino, Cristo envia os Apóstolos e respectivos sucessores.
§ 981Depois da ressurreição, Cristo enviou os seus Apóstolos «a anunciar a todos os povos o arrependimento em seu nome, com vista à remissão dos pecados» (Lc 24, 47).
§ 1122Cristo enviou os Apóstolos para que, «em seu nome, pregassem a todas as nações a conversão para o perdão dos pecados» (Lc 24, 47).
§ 1536A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos Apóstolos continua a ser exercida na Igreja, até ao fim dos tempos: é, portanto, o sacramento do ministério apostólico.
§ 1575Foi Cristo quem escolheu os Apóstolos e lhes deu parte na sua missão e autoridade.
Subida a Jerusalém
§ 557«Ora, como se aproximavam os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a firme resolução de Se dirigir a Jerusalém» (Lc 9, 51).
§ 558Jesus recorda o martírio dos profetas que tinham sido entregues à morte em Jerusalém.
§ 569Jesus subiu voluntariamente a Jerusalém, sabendo perfeitamente que ali ia morrer de morte violenta, por causa da oposição dos pecadores.
Tentações
§ 538Os evangelhos falam dum tempo de solidão que Jesus passou no deserto, imediatamente depois de ter sido batizado por João: «Impelido»pelo Espírito para o deserto, Jesus ali permanece sem comer durante quarenta dias.
§ 539Os evangelistas indicam o sentido salvífico deste acontecimento misterioso, Jesus é o Novo Adão, que Se mantém fiel naquilo em que o primeiro sucumbiu à tentação.
§ 540A tentação de Jesus manifesta a maneira própria de o Filho de Deus ser Messias, ao contrário da que Lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-Lhe.
§ 566A tentação no deserto mostra Jesus como Messias humilde, que triunfa de Satanás pela total adesão ao desígnio de salvação querido pelo Pai.
Transfiguração
§ 554A partir do dia em que Pedro confessou que Jesus era o Cristo, Filho do Deus vivo, o Mestre «começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e lá sofrer [...], que tinha de ser morto e ressuscitar ao…
§ 555Por um momento, Jesus mostra a sua glória divina, confirmando assim a confissão de Pedro.
§ 556No limiar da vida pública, o batismo; no limiar da Páscoa, a transfiguração.
§ 568A transfiguração de Cristo tem por fim fortalecer a fé dos Apóstolos em vista da paixão: a subida à «alta montanha» prepara a subida ao Calvário.
Última ceia
§ 610Jesus exprimiu de modo supremo a oblação livre de Si mesmo na refeição que tornou com os doze Apóstolos, na «noite em que foi entregue» (1 Cor 11, 23).
§ 611A Eucaristia, que neste momento instituiu, será o «memorial» do seu sacrifício.
§ 1339Jesus escolheu a altura da Páscoa para cumprir o que tinha anunciado em Cafarnaum: dar aos seus discípulos o seu corpo e o seu sangue: «Veio o dia dos Ázimos, em que devia imolar-se a Páscoa. [Jesus] enviou então a…
§ 1340Celebrando a última ceia com os seus Apóstolos, no decorrer do banquete pascal, Jesus deu o seu sentido definitivo à Páscoa judaica.
À Lei
§ 527A circuncisão de Jesus, oito dias depois do seu nascimento, sinal da sua inserção na descendência de Abraão, no povo da Aliança, da sua submissão à Lei e da sua deputação para o culto de Israel, no qual participará…
Ao Pai
§ 1009A morte é transformada por Cristo.
§ 1019Jesus, Filho de Deus, sofreu livremente a morte por nós, numa submissão total e livre à vontade de Deus seu Pai.
Aos pais
§ 532A submissão de Jesus à sua Mãe e ao seu pai legal foi o cumprimento perfeito do quarto mandamento.
§ 564Pela sua submissão a Maria e a José, assim como pelo seu trabalho humilde em Nazaré durante longos anos, Jesus dá-nos o exemplo da santidade na vida quotidiana da família e do trabalho.
Efeitos da submissão de Cristo
§ 517Toda a vida de Cristo é mistério de redenção.
Cristo ouve a oração
§ 2616A oração a Jesus já foi sendo atendida por Ele durante o seu ministério, mediante os sinais que antecipam o poder da sua morte e ressurreição: Jesus atende a oração da fé expressa em palavras (do leproso, de Jairo, da…
Cristo mestre de oração
§ 2607Quando ora, Jesus já nos ensina a orar.
§ 2608Jesus insiste na conversão do coração desde o sermão da montanha: a reconciliação com o irmão antes de apresentar a oferta no altar; o amor dos inimigos e a oração pelos perseguidores; orar ao Pai «no segredo» (Mt 6…
§ 2609O coração, assim decidido a converter-se, aprende a orar na fé.
§ 2610Do mesmo modo que Jesus ora ao Pai e Lhe dá graças antes de receber os seus dons, assim também nos ensina esta audácia filial: «tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o alcançastes» (Mc 11, 24).
§ 2611A oração de fé não consiste somente em dizer «Senhor, Senhor!», mas em preparar o coração para fazer a vontade do Pai.
§ 2612Em Jesus, «o Reino de Deus está perto».
§ 2613São Lucas transmite-nos três parábolas principais sobre a oração.
§ 2614Quando Jesus confia abertamente aos discípulos o mistério da oração ao Pai, desvenda-lhes o que deve ser a oração deles e a nossa quando Ele tiver voltado para junto do Pai, na sua humanidade glorificada.
§ 2615Mais ainda: o que o Pai nos dá, quando a nossa oração se une à de Jesus, é «o outro Paráclito, [...] para ficar convosco para sempre, o Espírito de verdade» (Jo 14, 16-17).
§ 2621Na sua doutrina, Jesus ensina os discípulos a orar com um coração purificado, uma fé viva e perseverante, uma audácia filial.
Jesus modelo perfeito de oração
§ 2620No Novo Testamento, o modelo perfeito da oração é a oração filial de Jesus.
Jesus orante
§ 2599O Filho de Deus, feito Filho da Virgem, aprendeu a orar segundo o seu coração de homem.
§ 2600O Evangelho segundo São Lucas sublinha a ação do Espírito Santo e o sentido da oração no ministério de Cristo.
§ 2601«Estando um dia Jesus em oração em certo lugar, quando acabou disse-Lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar» (Lc 11, 1).
§ 2602Jesus retira-Se muitas vezes sozinho para a solidão, no cimo da montanha, preferentemente de noite, a fim de orar.
§ 2603Os evangelistas retiveram duas orações mais explícitas de Cristo durante o seu ministério.
§ 2604A segunda oração é referida por São João, antes da ressurreição de Lázaro.
§ 2605Quando chegou a Hora em que cumpriu o desígnio de amor do Pai, Jesus deixa entrever a profundidade insondável da sua oração filial, não só antes de livremente Se entregar («Abbá... não se faça a minha vontade, mas a…
§ 2606Todas as desolações da humanidade de todos os tempos, escrava do pecado e da morte, todas as súplicas e intercessões da história da salvação estão reunidas neste brado do Verbo encarnado.
§ 2701A oração vocal é um elemento indispensável da vida cristã.
§ 2741Jesus também ora por nós, em nosso lugar e em nosso favor.
Oração"Pai-nosso"
§ 2759«Um dia, estava Jesus em oração, em certo lugar.
Oração da Hora de Jesus
§ 2746Ao chegar a sua «Hora», Jesus ora ao Pai.
§ 2747A tradição cristã chama-lhe, a justo título, a oração «sacerdotal» de Jesus.
§ 2748Nesta oração pascal, sacrificial, tudo está «recapitulado» n'Ele: Deus e o mundo, o Verbo e a carne, a vida eterna e o tempo, o amor que se entrega e o pecado que o atraiçoa, os discípulos presentes e os que n'Ele…
§ 2749Jesus cumpriu perfeitamente a obra do Pai e a sua oração, como o seu sacrifício estende-se até à consumação do tempo.
§ 2750É entrando no santo nome do Senhor Jesus que podemos acolher, desde dentro, a oração que Ele nos ensina: «Pai nosso!».
§ 2751Finalmente, é nesta oração que Jesus nos revela e nos dá o «conhecimento» indissociável do Pai e do Filho, que é o próprio mistério da vida de oração.
§ 2758A oração da «Hora» de Jesus, justamente chamada «oração sacerdotal», recapitula toda a economia da criação e da salvação.
Oração sacerdotal de Jesus
§ 2604A segunda oração é referida por São João, antes da ressurreição de Lázaro.
"Último dia"
§ 678Na sequência dos profetas e de João Batista, Jesus anunciou, na sua pregação, o Juízo do último dia.
Amor de Deus conforme "amor"
§ 2055Quando Lhe perguntam: «Qual é o maior mandamento que há na Lei?» (Mt 22, 36), Jesus responde: «Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente: tal é o maior e primeiro…
§ 2083Jesus resumiu os deveres do homem para com Deus nestas palavras: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente» (Mt 22, 37).
§ 2093A fé no amor de Deus implica o apelo e a obrigação de corresponder à caridade divina com um amor sincero.
§ 2133«Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 5).
§ 2134O primeiro mandamento chama o homem a crer em Deus, a esperar n'Ele e a amá-Lo sobre todas as coisas.
Amor do próximo
§ 1970A Lei evangélica implica a escolha decisiva entre «os dois caminhos» e a passagem à prática das palavras do Senhor; resume-se na regra de ouro: «Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, de igual modo…
§ 2196Respondendo à questão posta sobre o primeiro dos mandamentos, Jesus disse: «O primeiro é: "Escuta, Israel!
Amor dos pobres
§ 2443Deus abençoa os que ajudam os pobres e reprova os que deles se afastam: «Dá a quem te pede; não voltes as costas a quem pretende pedir-te emprestado» (Mt 5, 42).
§ 2449Desde o Antigo Testamento, toda a espécie de medidas jurídicas (ano de remissão, interdição de empréstimos a juros e da retenção dum penhor, obrigação do dízimo, pagamento quotidiano da jorna, direito de apanhar os…
§ 2463Na multidão de seres humanos sem pão, sem teto, sem residência, como não reconhecer Lázaro, o mendigo esfomeado da parábola.
Bem-aventuranças
§ 1716As bem-aventuranças estão no coração da pregação de Jesus.
§ 1717As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da sua paixão e ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida…
§ 1820A esperança cristã manifesta-se, desde o princípio da pregação de Jesus, no anúncio das bem-aventuranças.
Caridade
§ 1823Jesus faz da caridade o mandamento novo.
§ 2055Quando Lhe perguntam: «Qual é o maior mandamento que há na Lei?» (Mt 22, 36), Jesus responde: «Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente: tal é o maior e primeiro…
Convite para conversão
§ 1427Jesus chama à conversão.
§ 1430Como já acontecia com os profetas, o apelo de Jesus à conversão e à penitência não visa primariamente as obras exteriores, «o saco e a cinza», os jejuns e as mortificações, mas a conversão do coração, a penitência…
§ 1439O dinamismo da conversão e da penitência foi maravilhosamente descrito por Jesus na parábola do «filho pródigo», cujo centro é «o pai misericordioso»: o deslumbramento duma liberdade ilusória e o abandono da casa…
§ 1989A primeira obra da graça do Espírito Santo é a conversão, que opera a justificação, segundo a mensagem de Jesus no princípio do Evangelho: «Convertei-vos, que está perto o Reino dos céus» (Mt 4, 17).
§ 2608Jesus insiste na conversão do coração desde o sermão da montanha: a reconciliação com o irmão antes de apresentar a oferta no altar; o amor dos inimigos e a oração pelos perseguidores; orar ao Pai «no segredo» (Mt 6…
Deveres para com a família
§ 2218O quarto mandamento lembra aos filhos adultos as suas responsabilidades para com os pais.
Escândalo
§ 2285O escândalo reveste-se duma gravidade particular conforme a autoridade dos que o causam ou a fraqueza dos que dele são vítimas.
Fidelidade conjugal
§ 2380O adultério.
Geena (condenação eterna)
§ 1034Jesus fala muitas vezes da «gehena» do «fogo que não se apaga» reservada aos que recusam, até ao fim da vida, acreditar e converter-se, e na qual podem perder-se, ao mesmo tempo, a alma e o corpo.
Idolatria
§ 2113A idolatria não diz respeito apenas aos falsos cultos do paganismo.
Jesus revelado pelo Espírito Santo
§ 728Jesus não revela plenamente o Espírito Santo enquanto Ele próprio não for glorificado pela sua morte e ressurreição.
Juramento
§ 2153Jesus expôs o segundo mandamento no sermão da montanha: «Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não faltarás ao que tiveres jurado, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor".
§ 2154Seguindo o exemplo de São Paulo, a Tradição da Igreja entendeu a palavra de Jesus como não se opondo ao juramento, quando feito por uma causa grave e justa (por exemplo, diante do tribunal).
Mandamentos
§ 2054Jesus retomou os dez mandamentos, mas manifestou a força do Espírito que atua na letra em que eles se exprimem.
§ 2076Com o seu modo de agir e com a sua pregação, Jesus confirmou a perenidade do Decálogo.
§ 2083Jesus resumiu os deveres do homem para com Deus nestas palavras: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente» (Mt 22, 37).
Matrimónio
§ 1614Na sua pregação, Jesus ensinou sem equívocos o sentido original da união do homem e da mulher, tal como o Criador a quis no princípio: a permissão de repudiar a sua mulher, dada por Moisés, era uma concessão à dureza…
§ 1615Esta insistência inequívoca na indissolubilidade do vínculo matrimonial pôde criar perplexidade e aparecer como uma exigência impraticável.
§ 2382O Senhor Jesus insistiu na intenção original do Criador, que queria um matrimônio indissolúvel.
Pecado
§ 1858A matéria grave é precisada pelos dez Mandamentos, segundo a resposta que Jesus deu ao jovem rico: «Não mates, não cometas adultério, não furtes, não levantes falsos testemunhos, não cometas fraudes, honra pai e mãe»…
Penitência e reconciliação
§ 1441Só Deus perdoa os pecados.
§ 1443Durante a sua vida pública.
Perdão
§ 1933Este mesmo dever é extensivo a todos os que pensam ou se comportam de modo diferente de nós.
§ 2262No sermão da montanha, o Senhor lembra o preceito: «Não matarás» (Mt 5, 21) e acrescenta-lhe a proibição da ira, do ódio e da vingança.
§ 2842Este «como» não é único no ensinamento de Jesus.
Pobreza
§ 2544Jesus impõe aos seus discípulos que O prefiram a tudo e a todos e propõe-lhes que renunciem a todos os seus bens por causa d'Ele e do Evangelho.
§ 2546«Bem-aventurados os pobres em espírito» (Mt 5, 3).
Pureza
§ 2336Jesus veio restaurar a criação na pureza das suas origens.
Reino de Deus
§ 541«Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia.
§ 542Cristo está no centro desta reunião dos homens na «família de Deus».
§ 543Todos os homens são chamados a entrar no Reino.
§ 544O Reino é dos pobres e pequenos, quer dizer, dos que o acolheram com um coração humilde.
§ 545Jesus convida os pecadores para a mesa do Reino: «Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores» (Mc 2, 17).
§ 546Jesus chama para entrar no Reino, por meio de parábolas, traço característico do seu ensino.
§ 2826É pela oração que podemos discernir qual é a vontade de Deus e obter perseverança para a cumprir.
Respeito dos bens alheios
§ 2412Em virtude da justiça comutativa, a reparação da injustiça cometida exige a restituição do bem roubado ao seu proprietário: Jesus louvou Zaqueu pelo seu compromisso: «Se causei qualquer prejuízo a alguém…
Ressurreição
§ 993Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição.
Vida eterna
§ 2052«Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?»
Vigilância do coração
§ 2730Positivamente, o combate contra o nosso eu, possessivo e dominador, consiste na vigilância, a sobriedade do coração.
Agonia no Getsêmani
§ 612O cálice da Nova Aliança, que Jesus antecipou na Ceia, oferecendo-Se a Si mesmo, é aceito seguidamente por Jesus das mãos do Pai, na agonia no Getsêmani, fazendo-Se «obediente até à morte» (Fl 2, 8).
Crucifixão e sacrifício da paixão
§ 617«Sua sanctissima passione in ligno crucis nobis justificationem meruit – Pela sua santíssima paixão no madeiro da cruz, Ele mereceu-nos a justificação» – ensina o Concílio de Trento, sublinhando o caráter único do…
§ 627A morte de Cristo foi uma verdadeira morte, na medida em que pôs fim à sua existência humana terrena.
Efeitos da paixão de Cristo
§ 1708Pela sua paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado e mereceu-nos a vida nova no Espírito Santo.
§ 1992A justificação foi-nos merecida pela paixão de Cristo, que na cruz Se ofereceu como hóstia viva, santa e agradável a Deus, e cujo sangue se tornou instrumento de propiciação pelos pecados de todos os homens.
§ 2020A justificação foi-nos merecida pela paixão de Cristo.
Hora da paixão
§ 730Chega, por fim, a «Hora de Jesus»: Jesus entrega o seu espírito nas mãos do Pai, no momento em que pela sua morte vence a morte, de tal modo que, «ressuscitado dos mortos pela glória do Pai» (Rm 6, 4), logo dá o…
Necessidade da paixão de Cristo
§ 607Este desejo de fazer seu o plano do amor de redenção do seu Pai, anima toda a vida de Jesus.
Oblação da paixão
§ 621Jesus ofereceu-Se livremente para nossa salvação.
Processo
§ 595Entre as autoridades religiosas de Jerusalém, não somente se encontravam o fariseu Nicodemos e o notável José de Arimateia, discípulos ocultos de Jesus, mas também, durante muito tempo, houve dissensões a respeito…
§ 596As autoridades religiosas de Jerusalém não foram unânimes na atitude a adotar a respeito de Jesus.
§ 597Tendo em conta a complexidade histórica do processo de Jesus, manifestada nas narrativas evangélicas, e qualquer que tenha sido o pecado pessoal dos intervenientes no processo (Judas, o Sinédrio, Pilatos), que só Deus…
§ 598A Igreja, no magistério da sua fé e no testemunho dos seus santos, nunca esqueceu que «os pecadores é que foram os autores, e como que os instrumentos, de todos os sofrimentos que o divino Redentor suportou».
Significação da paixão
§ 713Os traços do Messias são revelados sobretudo nos cânticos do Servo.
União com a paixão de Cristo
§ 1521A união à paixão de Cristo.
§ 1522Uma graça eclesial.
§ 1532A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos: – a união do doente à paixão de Cristo, para o seu bem e para o de toda a Igreja; – o conforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os…
Descida de Cristo aos infernos
§ 631«Jesus desceu às regiões inferiores da Terra.
§ 632As frequentes afirmações do Novo Testamento, segundo as quais Jesus «ressuscitou de entre os mortos» (1 Cor 15, 20), pressupõem que, anteriormente à ressurreição, Ele tenha estado na mansão dos mortos este o sentido…
§ 633A morada dos mortos, a que Cristo morto desceu, é chamada pela Escritura os infernos, Sheol ou Hades, porque aqueles que aí se encontravam estavam privados da visão de Deus.
§ 634«A Boa-Nova foi igualmente anunciada aos mortos...» (1 Pe 4, 6).
§ 635Cristo, portanto, desceu aos abismos da morte, para que «os mortos ouvissem a voz do Filho do Homem e os que a ouvissem, vivessem» (Jo 5, 25).
§ 636Na expressão «Jesus desceu à mansão dos mortos», o Símbolo confessa que Jesus morreu realmente, e que, por ter morrido por nós, venceu a morte e o Diabo «que tem o poder da morte» (Heb 2, 14).
Desígnio salvífico e morte de Cristo
§ 571O mistério pascal da cruz e ressurreição de Cristo está no centro da Boa-Nova que os Apóstolos, e depois deles a Igreja, devem anunciar ao mundo.
§ 572A Igreja permanece fiel à «interpretação de todas as Escrituras» dada pelo próprio Jesus, tanto antes como depois da sua Páscoa «Não tinha o Messias de sofrer tudo isto, para entrar na sua glória?» (Lc 24, 26).
Efeitos e significação da morte de Cristo
§ 634«A Boa-Nova foi igualmente anunciada aos mortos...» (1 Pe 4, 6).
§ 636Na expressão «Jesus desceu à mansão dos mortos», o Símbolo confessa que Jesus morreu realmente, e que, por ter morrido por nós, venceu a morte e o Diabo «que tem o poder da morte» (Heb 2, 14).
§ 637Cristo morto, na sua alma unida à pessoa divina, desceu à morada dos mortos.
Morte de Cristo como oblação
§ 606O Filho de Deus, «descido do céu, não para fazer a sua vontade mas a do seu Pai, que O enviou», «diz, ao entrar no mundo: [...] Eis-me aqui, [...] ó Deus, para fazer a tua vontade. [...] E em virtude dessa mesma…
§ 607Este desejo de fazer seu o plano do amor de redenção do seu Pai, anima toda a vida de Jesus.
§ 608Depois de ter aceitado dar-Lhe o batismo como aos pecadores, João Batista viu e mostrou em Jesus o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo».
§ 609Ao partilhar, no seu coração humano, o amor do Pai para com os homens, Jesus «amou-os até ao fim» (Jo 13, 1), «pois não há maior amor do que dar a vida por aqueles que se ama» (Jo 15, 13).
§ 610Jesus exprimiu de modo supremo a oblação livre de Si mesmo na refeição que tornou com os doze Apóstolos, na «noite em que foi entregue» (1 Cor 11, 23).
§ 611A Eucaristia, que neste momento instituiu, será o «memorial» do seu sacrifício.
§ 612O cálice da Nova Aliança, que Jesus antecipou na Ceia, oferecendo-Se a Si mesmo, é aceito seguidamente por Jesus das mãos do Pai, na agonia no Getsêmani, fazendo-Se «obediente até à morte» (Fl 2, 8).
§ 613A morte de Cristo é, ao mesmo tempo, o sacrifício pascal que realiza a redenção definitiva dos homens por meio do «Cordeiro que tira o pecado do mundo», e o sacrifício da Nova Aliançaque restabelece a comunhão entre o…
§ 614Este sacrifício de Cristo é único, leva à perfeição e ultrapassa todos os sacrifícios.
§ 615«Como pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, pela obediência de um só, muitos se tornarão justos» (Rm 5, 19).
§ 616É o «amor até ao fim» que confere ao sacrifício de Cristo o valor de redenção e reparação, de expiação e satisfação.
§ 617«Sua sanctissima passione in ligno crucis nobis justificationem meruit – Pela sua santíssima paixão no madeiro da cruz, Ele mereceu-nos a justificação» – ensina o Concílio de Trento, sublinhando o caráter único do…
§ 618A cruz é o único sacrifício de Cristo, mediador único entre Deus e os homens.
Morte de Cristo como redenção
§ 573A fé pode, portanto, esforçar-se por investigar as circunstâncias da morte de Jesus, fielmente transmitidas pelos evangelhos e esclarecidas por outras fontes históricas, para melhor compreender o sentido da redenção.
§ 599A morte violenta de Jesus não foi fruto do acaso, nem coincidência infeliz de circunstâncias várias.
§ 600A Deus, todos os momentos do tempo estão presentes na sua atualidade.
§ 601Este plano divino de salvação, pela entrega à morte do «Servo, o Justo», tinha sido de antemão anunciado na Escritura como um mistério de redenção universal, quer dizer, de resgate que liberta os homens da escravidão…
§ 602Consequentemente, Pedro pôde formular assim a fé apostólica no plano divino da salvação: «fostes resgatados da vã maneira de viver herdada dos vossos pais, pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem…
§ 603Jesus não conheceu a reprovação como se tivesse pecado pessoalmente.
§ 604Entregando o seu Filho pelos nossos pecados, Deus manifesta que o seu plano sobre nós é um desígnio de amor benevolente, independente de qualquer mérito da nossa parte: «Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos…
§ 605Este amor é sem exclusão.
§ 619«Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras» (1 Cor 15, 3).
Morte de Cristo e Batismo como morte ao pecado com Cristo
§ 628O Batismo, cujo sinal original e pleno é a imersão, significa eficazmente a descida ao túmulo, por parte do cristão que morre para o pecado com Cristo, com vista a uma vida nova.
§ 790Os crentes que respondem à Palavra de Deus e se tornam membros do Corpo de Cristo, ficam estreitamente unidos a Cristo: «Neste Corpo, a vida de Cristo difunde-se nos crentes, unidos pelos sacramentos, dum modo…
§ 1214Chama-se Batismo, por causa do rito central com que se realiza: batizar (batizeis, em grego) significa «mergulhar», «imergir».
Sepultura de Cristo
§ 630Durante a permanência de Cristo no túmulo, a sua pessoa divina continuou a assumir tanto a alma como o corpo, apesar de separados entre si pela morte.
§ 624«Pela graça de Deus, ele experimentou a morte, para proveito de todos» (Heb 2, 9).
§ 625A permanência do corpo de Cristo no túmulo constitui o laço real entre o estado passível de Cristo antes da Páscoa e o seu estado glorioso atual de ressuscitado.
§ 626Uma vez que o «Príncipe da Vida», a quem deram a morte, é precisamente o mesmo «Vivente que ressuscitou», é forçoso que a pessoa divina do Filho de Deus tenha continuado a assumir a alma e o corpo, separados um do…
§ 627A morte de Cristo foi uma verdadeira morte, na medida em que pôs fim à sua existência humana terrena.
§ 628O Batismo, cujo sinal original e pleno é a imersão, significa eficazmente a descida ao túmulo, por parte do cristão que morre para o pecado com Cristo, com vista a uma vida nova.
§ 629Para benefício de todos os homens, Jesus experimentou a morte.
Antigo Testamento promessas e ressurreição de Cristo
§ 652A ressurreição de Cristo é o cumprimento das promessas do Antigo Testamento e do próprio Jesus, durante a sua vida terrena.
Aparições de Cristo
§ 641Maria Madalena e as santas mulheres, que vinham para acabar de embalsamar o corpo de Jesus, sepultado à pressa por causa do início do «Sábado», no fim da tarde de Sexta-feira Santa, foram as primeiras pessoas a…
§ 642Tudo quanto aconteceu nestes dias pascais empenha cada um dos Apóstolos – e muito particularmente Pedro – na construção da era nova, que começa na manhã do dia de Páscoa.
§ 643Perante estes testemunhos, é impossível interpretar a ressurreição de Cristo fora da ordem física e não a reconhecer como um fato histórico.
§ 644Mesmo confrontados com a realidade de Jesus Ressuscitado, os discípulos ainda duvidam de tal modo isso lhes parecia impossível: julgavam ver um fantasma.
§ 645Jesus Ressuscitado estabeleceu com os seus discípulos relações diretas, através do contato físico e da participação na refeição.
Aspectos salvíficos da Ressurreição de Cristo
§ 654Existe um duplo aspecto no mistério pascal: pela sua morte, Cristo liberta-nos do pecado; pela sua ressurreição, abre-nos o acesso a uma nova vida.
§ 655Finalmente, a ressurreição de Cristo – e o próprio Cristo Ressuscitado – é princípio e fonte da nossa ressurreição futura: «Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram [...].
§ 658Cristo, «primogênito de entre os mortos» (Cl 1, 18), é o princípio da nossa própria ressurreição, desde agora pela justificação da nossa alma, mais tarde pela vivificação do nosso corpo.
Corpo de Cristo preservado da corrupção
§ 627A morte de Cristo foi uma verdadeira morte, na medida em que pôs fim à sua existência humana terrena.
Corporeidade de CRISTO ressuscitado
§ 645Jesus Ressuscitado estabeleceu com os seus discípulos relações diretas, através do contato físico e da participação na refeição.
§ 646A ressurreição de Cristo não foi um regresso à vida terrena, como no caso das ressurreições que Ele tinha realizado antes da Páscoa: a filha de Jairo, o jovem de Naim e Lázaro.
Dia da ressurreição de Jesus
§ 1166«Por tradição apostólica, que remonta ao próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia que bem se denomina dia do Senhor ou Domingo».
§ 1167O Domingo é o dia por excelência da assembleia litúrgica, em que os fiéis se reúnem «para, ouvindo a Palavra de Deus e participando na Eucaristia, fazerem memória da paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus, e…
§ 2191A Igreja celebra o dia da ressurreição de Cristo no oitavo dia que, com razão, se chama dia do Senhor ou domingo.
Dia da ressurreição de Jesus nova ressurreição
§ 2174Jesus ressuscitou de entre os mortos «no primeiro dia da semana» (Mc 16, 2).
Eucaristia memorial da morte e ressurreição de Jesus
§ 1163«A santa mãe Igreja considera seu dever celebrar com uma comemoração sagrada, em determinados dias do ano, a obra de salvação do seu divino Esposo.
§ 1166«Por tradição apostólica, que remonta ao próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia que bem se denomina dia do Senhor ou Domingo».
§ 1167O Domingo é o dia por excelência da assembleia litúrgica, em que os fiéis se reúnem «para, ouvindo a Palavra de Deus e participando na Eucaristia, fazerem memória da paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus, e…
§ 1337Tendo amado os seus, o Senhor amou-os até ao fim.
Ressurreição de Cristo diferente das outras ressurreições
§ 646A ressurreição de Cristo não foi um regresso à vida terrena, como no caso das ressurreições que Ele tinha realizado antes da Páscoa: a filha de Jairo, o jovem de Naim e Lázaro.
Ressurreição de Cristo e ressurreição homem
§ 992A ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus ao seu povo.
§ 993Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição.
§ 994Mas há mais: Jesus liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida» (Jo 11, 25).
§ 995Ser testemunha de Cristo é ser «testemunha da sua ressurreição» (At 1, 22), é «ter comido e bebido com Ele depois da sua ressurreição dos mortos» (At 10, 41).
§ 996Desde o princípio, a fé cristã na ressurreição deparou com incompreensões e oposições.
§ 997O que é ressuscitar?
§ 998Quem ressuscitará?
§ 999Como?
§ 1000Este «como» ultrapassa a nossa imaginação e o nosso entendimento; só na fé se torna acessível.
§ 1001Quando?
§ 1002Se é verdade que Cristo nos há-de ressuscitar «no último dia», também é verdade que, de certo modo, nós já ressuscitamos com Cristo.
§ 1003Unidos a Cristo pelo Batismo, os crentes participam já realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado.
§ 1004À espera desse dia, o corpo e a alma do crente participam já na dignidade de ser «em Cristo».
Ressurreição de Cristo por causa justificação do homem
§ 519Toda a riqueza de Cristo «se destina a todos os homens e constitui o bem de cada um».
Ressurreição acontecimento real historicamente manifestado
§ 639O mistério da ressurreição de Cristo é um acontecimento real, com manifestações historicamente verificadas, como atesta o Novo Testamento.
§ 643Perante estes testemunhos, é impossível interpretar a ressurreição de Cristo fora da ordem física e não a reconhecer como um fato histórico.
§ 644Mesmo confrontados com a realidade de Jesus Ressuscitado, os discípulos ainda duvidam de tal modo isso lhes parecia impossível: julgavam ver um fantasma.
§ 645Jesus Ressuscitado estabeleceu com os seus discípulos relações diretas, através do contato físico e da participação na refeição.
§ 656A fé na ressurreição tem por objeto um acontecimento, ao mesmo tempo historicamente testemunhado pelos discípulos (que realmente encontraram o Ressuscitado) e misteriosamente transcendente, enquanto entrada da…
Ressurreição acontecimento transcendental
§ 645Jesus Ressuscitado estabeleceu com os seus discípulos relações diretas, através do contato físico e da participação na refeição.
§ 646A ressurreição de Cristo não foi um regresso à vida terrena, como no caso das ressurreições que Ele tinha realizado antes da Páscoa: a filha de Jairo, o jovem de Naim e Lázaro.
§ 647«Oh noite bendita! – canta o «Exultet» pascal – única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro».
§ 648A ressurreição de Cristo é objeto de fé, na medida em que é uma intervenção transcendente do próprio Deus na criação e na história.
§ 656A fé na ressurreição tem por objeto um acontecimento, ao mesmo tempo historicamente testemunhado pelos discípulos (que realmente encontraram o Ressuscitado) e misteriosamente transcendente, enquanto entrada da…
Ressurreição obra da Santíssima Trindade
§ 648A ressurreição de Cristo é objeto de fé, na medida em que é uma intervenção transcendente do próprio Deus na criação e na história.
Ressurreição verdade suprema
§ 638«Nós vos anunciamos a Boa-Nova de que a promessa feita aos nossos pais, a cumpriu Deus para nós, seus filhos, ao ressuscitar Jesus» (At 13, 32-33).
§ 651«Se Cristo não ressuscitou, então a nossa pregação é vã e também é vã a vossa fé» (1 Cor 15, 14).
§ 653A verdade da divindade de Jesus é confirmada pela ressurreição.
§ 991Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o princípio, um elemento essencial da fé cristã.
Sepulcro vazio
§ 640«Por que motivo procurais entre os mortos Aquele que está vivo?
Significação da ressurreição de Cristo
§ 272A fé em Deus Pai todo-poderoso pode ser posta à prova pela experiência do mal e do sofrimento.
§ 638«Nós vos anunciamos a Boa-Nova de que a promessa feita aos nossos pais, a cumpriu Deus para nós, seus filhos, ao ressuscitar Jesus» (At 13, 32-33).
§ 651«Se Cristo não ressuscitou, então a nossa pregação é vã e também é vã a vossa fé» (1 Cor 15, 14).
§ 652A ressurreição de Cristo é o cumprimento das promessas do Antigo Testamento e do próprio Jesus, durante a sua vida terrena.
§ 653A verdade da divindade de Jesus é confirmada pela ressurreição.
§ 654Existe um duplo aspecto no mistério pascal: pela sua morte, Cristo liberta-nos do pecado; pela sua ressurreição, abre-nos o acesso a uma nova vida.
§ 655Finalmente, a ressurreição de Cristo – e o próprio Cristo Ressuscitado – é princípio e fonte da nossa ressurreição futura: «Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram [...].
Ascensão de Cristo última aparição
§ 659«Então, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus» (Mc 16, 19).
Consequência da Ascensão de Cristo
§ 663Doravante, Cristo está sentado à direita do Pai: «Por direita do Pai entendemos a glória e a honra da divindade, em cujo seio Aquele que, antes de todos os séculos, existia como Filho de Deus, como Deus e…
§ 666Jesus Cristo, cabeça da Igreja, precede-nos no Reino glorioso do Pai, para que nós, membros do seu corpo, vivamos na esperança de estarmos um dia eternamente com Ele.
§ 667Jesus Cristo, tendo entrado, uma vez por todas, no santuário dos céus, intercede incessantemente por nós, como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo.
Glorificação de Cristo
§ 312Assim, com o tempo, é possível descobrir que Deus, na sua onipotente Providência, pode tirar um bem das consequências dum mal (mesmo moral), causado pelas criaturas: «Não, não fostes vós – diz José a seus irmãos – que…
Significação da ascensão de Cristo
§ 662«E Eu, uma vez elevado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12, 32).
§ 664Sentar-se à direita do Pai significa a inauguração do Reino messiânico, cumprimento da visão do profeta Daniel a respeito do Filho do Homem: «Foi-Lhe entregue o domínio, a majestade e a realeza, e todos os povos…
§ 665A ascensão de Cristo marca a entrada definitiva da humanidade de Jesus no domínio celeste de Deus, de onde há-de voltar mas que, entretanto, O oculta aos olhos dos homens.
§ 668«Cristo morreu e voltou à vida para ser Senhor dos mortos e dos vivos» (Rm 14, 9).
Desejo e esperança da volta de Cristo
§ 671Já presente na sua Igreja, o Reino de Cristo, contudo, ainda não está acabado «em poder e glória» (Lc 21, 27) pela vinda do Rei à terra.
§ 673A partir da ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente mesmo que não nos «pertença saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade» (At 1, 7).
Fins do Advento de Cristo
§ 217Deus é igualmente verdadeiro quando Se revela: todo o ensinamento que vem de Deus é «doutrina de verdade» (Ml 2, 6).
§ 457O Verbo fez-Se carne para nos salvar, reconciliando-nos com Deus: «Foi Deus que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (1 Jo 4, 10).
§ 458O Verbo fez-Se carne, para que assim conhecêssemos o amor de Deus: «Assim se manifestou o amor de Deus para conosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigênito, para que vivamos por Ele» (I Jo 4, 9).
§ 460O Verbo fez-Se carne, para nos tornar «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4): «Pois foi por essa razão que o Verbo Se fez homem, e o Filho de Deus Se fez Filho do Homem: foi para que o homem, entrando em…
§ 678Na sequência dos profetas e de João Batista, Jesus anunciou, na sua pregação, o Juízo do último dia.
§ 679Cristo é Senhor da vida eterna.
§ 680Cristo Senhor reina já pela Igreja, mas ainda não Lhe estão submetidas todas as coisas deste mundo.
§ 681No dia do Juízo, no fim do mundo, Cristo virá na sua glória para completar o triunfo definitivo do bem sobre o mal, os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos no decurso da história.
§ 682Quando vier; no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso há-de revelar a disposição secreta dos corações, e dará a cada um segundo as suas obras e segundo tiver aceite ou recusado a graça.
Igreja e Advento glorioso de Cristo
§ 769«A Igreja [...] só na glória celeste alcançará a sua realização acabada», aquando do regresso glorioso de Cristo.
Juízo final e Advento de Cristo
§ 1038A ressurreição de todos os mortos, «justos e pecadores» (At 24, 15), há-de preceder o Juízo final.
§ 1039É perante Cristo, que é a Verdade, que será definitivamente posta descoberto a verdade da relação de cada homem com Deus.
§ 1040O Juízo final terá lugar quando acontecer a vinda gloriosa de Cristo.
Momento do Advento de Cristo
§ 673A partir da ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente mesmo que não nos «pertença saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade» (At 1, 7).
Provação final da Igreja
§ 675Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes.
§ 676Esta impostura anticrística já se esboça no mundo, sempre que se pretende realizar na história a esperança messiânica, que não pode consumar-se senão para além dela, através do juízo escatológico.
§ 677A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição.
Restauração do mundo e Advento de Cristo
§ 1042No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude.
§ 1043A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama «os novos céus e a nova terra» (2 Pe 3, 13).
§ 2818Na oração do Senhor, trata-se principalmente da vinda final do Reino de Deus pelo regresso de Cristo.
Advogado
§ 519Toda a riqueza de Cristo «se destina a todos os homens e constitui o bem de cada um».
Amém
§ 1065O próprio Jesus Cristo é o «Ámen» (Ap 3, 14).
Anunciador do Reino
§ 567O Reino dos céus foi inaugurado na terra por Cristo, e resplandece para os homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo».
§ 865A Igreja é una, santa, católica e apostólica na sua identidade profunda e última, porque é nela que existe desde já, e será consumado no fim dos tempos, «o Reino dos céus», «o Reino de Deus», que veio até nós na Pessoa…
Cabeça do povo de Deus Cabeça do corpo
§ 747O Espírito Santo, que Cristo-cabeça derrama sobre os seus membros, constrói, anima e santifica a Igreja.
§ 753Na Sagrada Escritura, encontramos grande quantidade de imagens e figuras ligadas entre si, mediante as quais a Revelação fala do mistério inesgotável da Igreja.
§ 782O povo de Deus possui características que o distinguem nitidamente de todos os agrupamentos religiosos, étnicos, políticos ou culturais da história: – é o povo de Deus: Deus não é propriedade de nenhum povo; mas…
§ 792Cristo «é a Cabeça do Corpo que é a Igreja» (Cl 1, 18).
§ 793Une-nos à sua Páscoa: todos os membros se devem esforçar por se parecerem com Ele, «até que Cristo Se forme neles» (Gl 4, 19).
§ 794Provê ao nosso crescimento: a fim de crescermos em tudo para Aquele que é a Cabeça, Cristo distribui no seu Corpo, a Igreja, os dons e os serviços pelos quais mutuamente nos ajudamos no caminho da salvação.
§ 795Cristo e a Igreja são, pois, o «Cristo total» (Christus totus).
§ 807A Igreja é este Corpo, cuja Cabeça é Cristo: ela vive d'Ele, n'Ele e para Ele; e Ele vive com ela e nela.
§ 947«Uma vez que todos os crentes formam um só corpo, o bem duns é comunicado aos outros [...].
§ 1698A referência, primeira e última, desta catequese será sempre o próprio Jesus Cristo, que é «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14, 6).
Caminho para o Pai
§ 2609O coração, assim decidido a converter-se, aprende a orar na fé.
Centro da Escritura
§ 1121.
§ 117O sentido espiritual.
§ 122Efetivamente, «a "economia"do Antigo Testamento destinava-se, sobretudo, a preparar [...] o advento de Cristo, redentor universal».
§ 124«A Palavra de Deus, que é força de Deus para salvação de quem acredita, apresenta-se e manifesta o seu poder dum modo eminente nos escritos do Novo Testamento».
§ 126Na formação dos evangelhos podemos distinguir três etapas: 1.
§ 129Os cristãos lêem, pois, o Antigo Testamento à luz de Cristo morto e ressuscitado.
§ 133A Igreja «exorta com ardor e insistência todos os fiéis [...] a que aprendam "a sublime ciência de Jesus Cristo" (Fl. 3, 8) na leitura frequente da Sagrada Escritura.
§ 134Omnis Scriptura divina unus liber est, et ille unus liber Christus est, «quia omnis Scriptura divina de Christo loquitur; et omnis Scriptura divina in Christo impletur» – Toda a Escritura divina é um só livro, e esse…
§ 135«As Sagradas Escrituras contêm a Palavra de Deus; e, pelo fato de serem inspiradas, são verdadeiramente a Palavra de Deus».
§ 139Os quatro evangelhos ocupam um lugar central, dado que Jesus Cristo é o seu centro.
§ 158«A fé procura compreender»: é inerente à fé o desejo do crente de conhecer melhor Aquele em quem acreditou, e de compreender melhor o que Ele revelou; um conhecimento mais profundo exigirá, por sua vez, uma fé maior e…
Centro da vida cristã
§ 1618Cristo é o centro de toda a vida cristã.
Centro do mundo evangélico
§ 331Cristo é o centro do mundo dos anjos (angélico).
§ 333Da Encarnação à Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é rodeada da adoração e serviço dos anjos.
§ 351Os anjos assistem a Cristo, seu Senhor.
Coração da catequese
§ 426«No coração da catequese, encontramos essencialmente uma Pessoa: Jesus de Nazaré, Filho único do Pai [...], que sofreu e morreu por nós e que agora, ressuscitado, vive conosco para sempre [...].
§ 427«Na catequese, é Cristo, Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado; tudo o mais é-o em referência a Ele.
§ 428Aquele que é chamado a «ensinar Cristo» deve, portanto, antes de mais nada, procurar «esse lucro sobreeminente que é o conhecimento de Jesus Cristo».
§ 429Deste conhecimento amoroso de Cristo brota o desejo de O anunciar, de «evangelizar» e levar os outros ao «sim» da fé em Jesus Cristo.
Cordeiro de Deus
§ 608Depois de ter aceitado dar-Lhe o batismo como aos pecadores, João Batista viu e mostrou em Jesus o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo».
Cristo
§ 436Cristo vem da tradução grega do termo hebraico «Messias», que quer dizer «ungido».
§ 437O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor» (Lc 2, 11).
§ 438A consagração messiânica de Jesus manifesta a sua missão divina.
§ 439Numerosos judeus, e mesmo alguns pagãos que partilhavam da sua esperança, reconheceram em Jesus os traços fundamentais do messiânico «filho de David», prometido por Deus a Israel.
§ 440Jesus aceitou a profissão de fé de Pedro, que O reconhecia como o Messias, anunciando a paixão próxima do Filho do Homem.
§ 453O nome de Cristo significa «Ungido», «Messias».
§ 486Tendo sido concebido como homem no seio da Virgem Maria, o Filho único do Pai é «Cristo», isto é, ungido pelo Espírito Santo, desde o princípio da sua existência humana, embora a sua manifestação só se venha a fazer…
§ 629Para benefício de todos os homens, Jesus experimentou a morte.
§ 690Jesus é Cristo, «ungido», porque o Espírito é d'Ele a Unção; e tudo quanto acontece a partir da Encarnação, decorre desta plenitude.
§ 695A unção.
§ 727Toda a missão do Filho e do Espírito Santo, na plenitude do tempo, está contida no fato de o Filho ser o ungido do Espírito do Pai, desde a sua Encarnação: Jesus é o Cristo, o Messias.
§ 745O Filho de Deus é consagrado Cristo (Messias) pela unção do Espírito Santo, na sua Encarnação.
§ 783Jesus Cristo é Aquele que o Pai ungiu com o Espírito Santo e constituiu «sacerdote, profeta e rei».
§ 1289Bem cedo, para melhor significar o dom do Espírito Santo, se acrescentou à imposição das mãos uma unção com óleo perfumado (crisma).
Enviado por Deus
§ 422«Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos» (Gl 4, 4-5).
§ 437O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor» (Lc 2, 11).
Exemplo - modelo
§ 564Pela sua submissão a Maria e a José, assim como pelo seu trabalho humilde em Nazaré durante longos anos, Jesus dá-nos o exemplo da santidade na vida quotidiana da família e do trabalho.
§ 896O Bom Pastor há-de ser o modelo e a «forma» do múnus pastoral do bispo.
§ 1477«Pertencem igualmente a este tesouro o preço verdadeiramente imenso, incomensurável e sempre novo que têm junto de Deus as orações e boas obras da bem‑aventurada Virgem Maria e de todos os santos, que se santificaram…
§ 2740A oração de Jesus faz da oração cristã uma petição eficaz.
§ 2825Jesus, «apesar de ser Filho, aprendeu, por aquilo que sofreu, o que é obedecer» (Heb 5, 8).
§ 2862A quinta petição implora para as nossas ofensas a misericórdia de Deus, a qual não pode penetrar no nosso coração sem nós termos sido capazes de perdoar aos nossos inimigos, a exemplo e com a ajuda de Cristo.
Filho de David
§ 439Numerosos judeus, e mesmo alguns pagãos que partilhavam da sua esperança, reconheceram em Jesus os traços fundamentais do messiânico «filho de David», prometido por Deus a Israel.
§ 559Como vai Jerusalém acolher o seu Messias?
Filho de Deus
§ 423Nós cremos e confessamos que Jesus de Nazaré, judeu nascido duma filha de Israel, em Belém, no tempo do rei Herodes o Grande e do imperador César Augusto, carpinteiro de profissão, morto crucificado em Jerusalém sob o…
§ 424Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos a respeito de Jesus: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16).
§ 441Filho de Deus, no Antigo Testamento, é um título dado aos anjos, ao povo eleito aos filhos de Israel e aos seus reis.
§ 442Mas não é este o caso de Pedro, quando confessa Jesus como «Cristo, o Filho de Deus vivo», porque Jesus responde-lhe solenemente: «não foram a carne nem o sangue que to revelaram, mas sim o meu Pai que está nos céus»…
§ 443Se Pedro pôde reconhecer o caráter transcendente da filiação divina de Jesus-Messias, foi porque Este lha deixou perceber nitidamente.
§ 444Os evangelhos referem, em dois momentos solenes, no batismo e na transfiguração de Cristo, a voz do Pai, que O designa como seu «filho muito-amado».
§ 445É depois da ressurreição que a filiação divina de Jesus aparece no poder da sua humanidade glorificada: «Segundo o Espírito santificante, pela sua ressurreição de entre os mortos, Ele foi estabelecido como Filho de…
§ 454O nome de Filho de Deus significa a relação única e eterna de Jesus Cristo com Deus seu Pai: Ele é o Filho único do Pai e, Ele próprio, Deus.
§ 1286No Antigo Testamento, os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado, em vista da sua missão salvífica.
§ 2783Deste modo, pela oração do Senhor, nós somos revelados a nós próprios, ao mesmo tempo que nos é revelado o Pai: «Ó homem, tu não ousavas levantar o teu rosto para o céu, baixavas os teus olhos para a terra, e de…
Filho do Homem
§ 440Jesus aceitou a profissão de fé de Pedro, que O reconhecia como o Messias, anunciando a paixão próxima do Filho do Homem.
§ 460O Verbo fez-Se carne, para nos tornar «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4): «Pois foi por essa razão que o Verbo Se fez homem, e o Filho de Deus Se fez Filho do Homem: foi para que o homem, entrando em…
Fim da Lei
§ 1953A lei moral encontra em Cristo a sua plenitude e unidade.
§ 1965A Lei nova ou Lei evangélica é a perfeição, na terra, da Lei divina, natural e revelada.
§ 1977Cristo é o fim da Lei.
Fonte da esperança
§ 1820A esperança cristã manifesta-se, desde o princípio da pregação de Jesus, no anúncio das bem-aventuranças.
Fonte da graça
§ 1642Cristo é a fonte desta graça.
Fonte da pregação e da evangelização
§ 49«A criatura sem o Criador esvai-se».
§ 74Deus «quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2, 4), quer dizer, de Cristo Jesus.
§ 75«Cristo Senhor, em quem toda a revelação do Deus altíssimo se consuma, tendo cumprido e promulgado pessoalmente o Evangelho antes prometido pelos profetas, mandou aos Apóstolos que o pregassem a todos, como fonte de…
§ 76A transmissão do Evangelho, segundo a ordem do Senhor, fez-se de duas maneiras: – oralmente, «pelos Apóstolos, que, na sua pregação oral, exemplos e instituições, transmitiram aquilo que tinham recebido dos lábios…
Intercessor mediador caminho para Deus
§ 51«Aprouve a Deus, na sua sabedoria e bondade, revelar-Se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade, segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se…
§ 65«Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos Profetas.
§ 66«Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e já não se há-de esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo».
§ 67No decurso dos séculos tem havido revelações ditas «privadas», algumas das quais foram reconhecidas pela autoridade da Igreja.
§ 257«O lux beata Trinitas et principalis Unitas! – Ó Trindade.
§ 294A glória de Deus está em que se realize esta manifestação e esta comunicação da sua bondade, em ordem às quais o mundo foi criado.
§ 2574Quando começa a realizar-se a promessa (a Páscoa, o Êxodo, o dom da Lei e a conclusão da Aliança), a oração de Moisés é a tocante figura da oração de intercessão, que terá a sua realização no «Mediador único entre Deus…
§ 2634A intercessão é uma oração de petição que nos conforma de perto com a oração de Jesus.
Jesus
§ 430Em hebraico, Jesus quer dizer «Deus salva».
§ 431Nesta história da salvação, Deus não Se contenta com libertar Israel «da casa da escravidão» (Dt 5, 6), fazendo-o sair do Egito.
§ 432O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados.
§ 433O nome de Deus salvador era invocado apenas uma vez por ano, pelo sumo sacerdote, para expiação dos pecados de Israel, depois de ter aspergido o propiciatório do «santo dos santos» com o sangue do sacrifício.
§ 434A ressurreição de Jesus glorifica o nome de Deus salvador porque, a partir daí, é o nome de Jesus que manifesta em plenitude o poder supremo do nome que está acima de todos os nomes» (Fl 2, 9-10).
§ 435O nome de Jesus está no centro da oração cristã.
§ 452O nome de Jesus significa «Deus salva».
§ 2666Mas o nome que tudo encerra é o que o Filho de Deus recebe na sua encarnação: JESUS.
Juiz
§ 1051Ao morrer: cada homem recebe, na sua alma imortal, a sua retribuição eterna, num juízo particular feito por Cristo, Juiz dos vivos e dos mortos.
§ 1059«A santa Igreja Romana crê e firmemente confessa que, no dia do Juízo, todos os homens hão-de comparecer com o seu próprio corpo perante o tribunal de Cristo, para prestar contas dos seus próprios atos».
Libertador do homem do pecado
§ 360Graças à comunidade de origem, o gênero humano forma uma unidade.
§ 420A vitória alcançada por Cristo sobre o pecado trouxe-nos bens superiores àqueles que o pecado nos tinha tirado: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rm 5, 20).
§ 421«Segundo a fé dos cristãos, este mundo foi criado e continua a ser conservado pelo amor do Criador; é verdade que caiu sob a escravidão do pecado, mas Cristo, pela Cruz e Ressurreição, venceu o poder do Maligno e…
§ 549Ao libertar certos homens dos males terrenos da fome, da injustiça da doença e da morte – Jesus realizou sinais messiânicos; no entanto, Ele não veio para abolir todos os males deste mundo, mas para libertar os homens…
§ 976O Símbolo dos Apóstolos liga a fé no perdão dos pecados à fé no Espírito Santo, mas também à fé na Igreja e na comunhão dos santos.
§ 981Depois da ressurreição, Cristo enviou os seus Apóstolos «a anunciar a todos os povos o arrependimento em seu nome, com vista à remissão dos pecados» (Lc 24, 47).
§ 982Não há nenhuma falta, por mais grave que seja, que a santa Igreja não possa perdoar.
§ 987«Na remissão dos pecados, os sacerdotes e os sacramentos são instrumentos mediante os quais nosso Senhor Jesus Cristo, único autor e dispensador da salvação, nos concede a remissão dos pecados e a graça da justificação».
§ 2637A ação de graças caracteriza a oração da Igreja que, ao celebrar a Eucaristia, manifesta e cada vez mais se torna naquilo que é.
Luz dos povos dos homens
§ 280A criação é o fundamento de «todos os desígnios salvíficos de Deus», «o princípio da história da salvação», que culmina em Cristo.
§ 748«A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar todos os homens com a sua luz que resplandece no rosto da Igreja, anunciando o Evangelho a toda a…
§ 1243A veste branca simboliza que o batizado «se revestiu de Cristo»: ressuscitou com Cristo.
Mediador verdadeiro e único
§ 65«Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos Profetas.
§ 66«Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e já não se há-de esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo».
§ 67No decurso dos séculos tem havido revelações ditas «privadas», algumas das quais foram reconhecidas pela autoridade da Igreja.
§ 480Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade da sua Pessoa divina; por essa razão, Ele é o único mediador entre Deus e os homens.
§ 667Jesus Cristo, tendo entrado, uma vez por todas, no santuário dos céus, intercede incessantemente por nós, como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo.
§ 771«Cristo, mediador único, constitui e continuamente sustenta sobre a terra, como um todo visível, a sua Igreja santa, comunidade de fé, esperança e amor, por meio da qual difunde em todos a verdade e a graça».
§ 846Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja?
Médico das almas e dos corpos
§ 1421O Senhor Jesus Cristo, médico das nossas almas e dos nossos corpos, que perdoou os pecados ao paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo quis que a sua Igreja continuasse, com a força do Espírito Santo, a sua obra de…
§ 1484«A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja: somente a impossibilidade física ou moral o escusa…
§ 1458Sem ser estritamente necessária, a confissão das faltas quotidianas (pecados veniais) é contudo vivamente recomendada pela Igreja.
§ 1503A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo» e de que o Reino de Deus está próximo.
§ 1504Frequentemente, Jesus pede aos doentes que acreditem.
§ 1505Comovido por tanto sofrimento, Cristo não só Se deixa tocar pelos doentes, como também faz suas as misérias deles: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças» (Mt 8, 17).
§ 1509«Curai os enfermos!» (Mt 10, 8).
Messias
§ 440Jesus aceitou a profissão de fé de Pedro, que O reconhecia como o Messias, anunciando a paixão próxima do Filho do Homem.
§ 453O nome de Cristo significa «Ungido», «Messias».
§ 547Jesus acompanha as suas palavras com numerosos «milagres, prodígios e sinais» (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente n'Ele.
Mestre de oração
§ 2601«Estando um dia Jesus em oração em certo lugar, quando acabou disse-Lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar» (Lc 11, 1).
§ 2607Quando ora, Jesus já nos ensina a orar.
§ 2608Jesus insiste na conversão do coração desde o sermão da montanha: a reconciliação com o irmão antes de apresentar a oferta no altar; o amor dos inimigos e a oração pelos perseguidores; orar ao Pai «no segredo» (Mt 6…
§ 2609O coração, assim decidido a converter-se, aprende a orar na fé.
§ 2610Do mesmo modo que Jesus ora ao Pai e Lhe dá graças antes de receber os seus dons, assim também nos ensina esta audácia filial: «tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o alcançastes» (Mc 11, 24).
§ 2611A oração de fé não consiste somente em dizer «Senhor, Senhor!», mas em preparar o coração para fazer a vontade do Pai.
§ 2612Em Jesus, «o Reino de Deus está perto».
§ 2613São Lucas transmite-nos três parábolas principais sobre a oração.
§ 2614Quando Jesus confia abertamente aos discípulos o mistério da oração ao Pai, desvenda-lhes o que deve ser a oração deles e a nossa quando Ele tiver voltado para junto do Pai, na sua humanidade glorificada.
§ 2615Mais ainda: o que o Pai nos dá, quando a nossa oração se une à de Jesus, é «o outro Paráclito, [...] para ficar convosco para sempre, o Espírito de verdade» (Jo 14, 16-17).
§ 2621Na sua doutrina, Jesus ensina os discípulos a orar com um coração purificado, uma fé viva e perseverante, uma audácia filial.
§ 2674Desde o consentimento prestado na fé à Anunciação e mantido sem hesitação ao pé da cruz, a maternidade de Maria estende-se aos irmãos e irmãs do seu Filho ainda peregrinos e que caminham entre perigos e angústias.
§ 2707Os métodos de meditação são tão diversos como os mestres espirituais.
§ 2722A oração vocal, fundada na união do corpo e do espírito na natureza humana, associa o corpo à oração interior do coração, a exemplo de Cristo que orava ao Pai e ensinava o «Pai-nosso» aos seus discípulos.
§ 2759«Um dia, estava Jesus em oração, em certo lugar.
§ 2765A expressão tradicional «oração dominical» (isto é, «oração do Senhor») significa que a prece dirigida ao nosso Pai nos foi ensinada e legada pelo Senhor Jesus.
§ 2766Mas Jesus não nos deixa uma fórmula para ser repetida maquinalmente.
§ 2773Em resposta ao pedido dos seus discípulos («Senhor, ensina-nos a orar»: Lc 11, 1), Jesus confia-lhes a oração cristã fundamental do «Pai-nosso».
§ 2775É chamada «Oração Dominical», porque nos vem do Senhor Jesus, mestre e modelo da nossa oração.
Mestre que ensina
§ 108No entanto, a fé cristã não é uma «religião do Livro».
§ 561«Toda a vida de Cristo foi um contínuo ensinamento: os seus silêncios, os seus milagres, os seus gestos, a sua oração, o seu amor pelo homem, a sua predileção pelos pequenos e pelos pobres, a aceitação do sacrifício…
Mistério da salvação
§ 774A palavra grega mysterion foi traduzida em latim por dois termos: mysterium e sacramentum.
Modelo de amor
§ 782O povo de Deus possui características que o distinguem nitidamente de todos os agrupamentos religiosos, étnicos, políticos ou culturais da história: – é o povo de Deus: Deus não é propriedade de nenhum povo; mas…
§ 1616É o que o Apóstolo Paulo nos dá a entender, quando diz: «Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, a fim de a santificar» (Ef 5, 25-26): e acrescenta imediatamente: «"Por isso o…
§ 1825Cristo morreu por amor de nós, sendo nós ainda «inimigos» (Rm 5, 10).
Modelo de pureza
§ 2345A castidade é uma virtude moral.
§ 2348Todo o batizado é chamado à castidade.
§ 2394Cristo é o modelo da castidade.
Nossa paz
§ 2305A paz terrena é imagem e fruto da paz de Cristo, o «Príncipe da Paz» messiânico (Is 9, 5).
Novo Adão
§ 359«Na realidade, só no mistério do Verbo Encarnado é que verdadeiramente se esclarece o mistério do homem»: «São Paulo ensina-nos que dois homens estão na origem do gênero humano: Adão e Cristo. [...] O primeiro Adão…
§ 411A Tradição cristã vê nesta passagem um anúncio do «novo Adão» que, pela sua «obediência até à morte de cruz» (Fl 2, 8), repara super‑abundantemente a desobediência de Adão.
§ 504Jesus é concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, porque Ele é o Novo Adão, que inaugura a criação nova: «O primeiro homem veio da terra e do pó: o segundo homem veio do céu» (1 Cor 15, 47).
Palavra única da Sagrada Escritura
§ 101Na sua bondade condescendente, para Se revelar aos homens.
§ 102Através de todas as palavras da Sagrada Escritura.
§ 103Por esta razão, a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras tal como venera o Corpo do Senhor.
§ 104Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra continuamente o seu alimento e a sua força, porque nela não recebe apenas uma palavra humana, mas o que ela é na realidade: a Palavra de Deus.
Pão da vida
§ 1338Os três evangelhos sinóticos e São Paulo transmitiram-nos a narração da instituição da Eucaristia.
§ 1406Jesus diz: «Eu sou o pão vivo descido do céu.
§ 2837«De cada dia».
Pastor dos homens
§ 160Para ser humana, «a resposta da fé, dada pelo homem a Deus, deve ser voluntária.
§ 754«Assim a Igreja é o redil, cuja única e necessária porta é Cristo.
Primogénito da humanidade
§ 381O homem foi predestinado para reproduzir a imagem do Filho de Deus feito homem –«imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15) –, para que Cristo seja o primogênito duma multidão de irmãos e irmãs.
§ 2790Gramaticalmente, «nosso» qualifica uma realidade comum a vários.
Profeta
§ 783Jesus Cristo é Aquele que o Pai ungiu com o Espírito Santo e constituiu «sacerdote, profeta e rei».
§ 904«Cristo [...] realiza a sua missão profética não só através da hierarquia [...], mas também por meio dos leigos.
Realização da vontade do Pai
§ 2824Foi em Cristo e pela sua vontade humana que a vontade do Pai se cumpriu perfeitamente e duma vez para sempre.
Realização das Escrituras
§ 2763Todas as Escrituras (a Lei, os Profetas e os Salmos) se cumpriram em Cristo.
Reconciliação de Deus com o mundo
§ 433O nome de Deus salvador era invocado apenas uma vez por ano, pelo sumo sacerdote, para expiação dos pecados de Israel, depois de ter aspergido o propiciatório do «santo dos santos» com o sangue do sacrifício.
§ 620A nossa salvação procede da iniciativa amorosa de Deus em nosso favor, pois «foi Ele que nos amou a nós e enviou o seu Filho como vítima de propiciação pelos nossos pecados» (1 Jo 4, 10).
§ 1449A fórmula de absolvição, em uso na Igreja latina, exprime os elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão.
§ 2795O símbolo dos céus remete-nos para o mistério da Aliança que nós vivemos, quando rezamos ao Pai.
§ 2839Começamos a orar ao nosso Pai com um sentimento de audaciosa confiança.
Redentor
§ 401A partir deste primeiro pecado, uma verdadeira «invasão» de pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim na pessoa de Abel; a corrupção universal como consequência do pecado.
§ 616É o «amor até ao fim» que confere ao sacrifício de Cristo o valor de redenção e reparação, de expiação e satisfação.
§ 622Nisto consiste a redenção de Cristo: Ele «veio dar a sua vida em resgate pela multidão»(Mt 20, 28), quer dizer; veio «amar os seus até ao fim» (Jo 13, 1), para que fossem libertos da má conduta herdada dos seus pais.
§ 679Cristo é Senhor da vida eterna.
§ 1026Pela sua morte e ressurreição, Jesus Cristo «abriu-nos» o céu.
§ 1069Originariamente, a palavra «liturgia» significa «obra pública», «serviço por parte dele em favor do povo».
§ 1235O sinal da cruz, no princípio da celebração, manifesta a marca de Cristo impressa naquele que vai passar a pertencer-Lhe, e significa a graça da redenção que Cristo nos adquiriu pela sua cruz.
§ 1476A estes bens espirituais da comunhão dos santos, também lhes chamamos o tesouro da Igreja, «que não é um somatório de bens, como quando se trata das riquezas materiais acumuladas no decurso dos séculos, mas sim o preço…
§ 1992A justificação foi-nos merecida pela paixão de Cristo, que na cruz Se ofereceu como hóstia viva, santa e agradável a Deus, e cujo sangue se tornou instrumento de propiciação pelos pecados de todos os homens.
Rei
§ 783Jesus Cristo é Aquele que o Pai ungiu com o Espírito Santo e constituiu «sacerdote, profeta e rei».
§ 786Finalmente, o povo de Deus participa na função real de Cristo.
§ 908Fazendo-se obediente até à morte, Cristo comunicou aos seus discípulos o dom de régia liberdade, para que «com abnegação de si mesmos e santidade de vida, vençam em si próprios o reino do pecado».
§ 2105O dever de prestar a Deus um culto autêntico diz respeito ao homem individual e socialmente.
Ressurreição e vida
§ 994Mas há mais: Jesus liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida» (Jo 11, 25).
Revelação de Deus
§ 50Pela razão natural, o homem pode conhecer Deus com certeza, a partir das suas obras.
§ 53O desígnio divino da Revelação realiza-se, ao mesmo tempo, «por meio de ações e palavras, intrinsecamente relacionadas entre si» e esclarecendo-se mutuamente.
§ 151Para o cristão, crer em Deus é crer inseparavelmente n'Aquele que Deus enviou – «no seu Filho muito amado» em quem Ele pôs todas as suas complacências: Deus mandou-nos que O escutássemos.
§ 240Jesus revelou que Deus é «Pai» num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: «Ninguém conhece o Filho senão o…
§ 272A fé em Deus Pai todo-poderoso pode ser posta à prova pela experiência do mal e do sofrimento.
§ 385Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas.
§ 2583Depois de ter aprendido a misericórdia no seu retiro na torrente de Querit, ensina à viúva de Sarepta a fé na Palavra de Deus, fé que ele confirma com a sua oração insistente: Deus faz voltar à vida o filho da viúva.
§ 2812Finalmente, é em Jesus que o nome do Deus santo nos é revelado e dado, na carne, como salvador: revelado pelo que Ele é, pela sua Palavra e pelo seu sacrifício.
Revelação do Pai
§ 73Deus revelou-Se plenamente enviando o seu próprio Filho, no qual estabeleceu a sua aliança para sempre.
§ 221São João irá ainda mais longe, ao afirmar: «Deus é Amor» (1 Jo 4, 8, 16): a própria essência de Deus é Amor.
§ 238A invocação de Deus como «Pai» é conhecida em muitas religiões.
§ 239Ao designar Deus com o nome de «Pai», a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos: que Deus é a origem primeira de tudo e a autoridade transcendente, e, ao mesmo tempo, que é bondade e solicitude amorosa para…
§ 240Jesus revelou que Deus é «Pai» num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: «Ninguém conhece o Filho senão o…
§ 241É por isso que os Apóstolos confessam que Jesus é «o Verbo [que] estava [no princípio] junto de Deus» e que é Deus (Jo 1, 1), «a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15), «o resplendor da sua glória e a imagem da sua…
§ 242Na esteira deles, seguindo a tradição apostólica, no primeiro concílio ecumênico de Niceia, em 325, a Igreja confessou que o Filho é «consubstancial» ao Pai, quer dizer, um só Deus com Ele.
§ 2798Podemos invocar Deus como «Pai», porque no-Lo revelou o Filho de Deus feito homem, em quem, pelo Batismo, somos incorporados e adotados como filhos de Deus.
Sacerdote
§ 783Jesus Cristo é Aquele que o Pai ungiu com o Espírito Santo e constituiu «sacerdote, profeta e rei».
§ 1141A assembleia que celebra é a comunidade dos batizados, que «pela regeneração e pela unção do Espírito Santo, são consagrados para ser uma casa espiritual e um sacerdócio santo, para oferecerem, mediante todas as obras…
Salvador
§ 389A doutrina do pecado original é, por assim dizer, «o reverso» da Boa-Nova de que Jesus é o Salvador de todos os homens, de que todos têm necessidade da salvação e de que a salvação é oferecida a todos, graças a Cristo.
§ 846Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja?
§ 1019Jesus, Filho de Deus, sofreu livremente a morte por nós, numa submissão total e livre à vontade de Deus seu Pai.
§ 1359A Eucaristia, sacramento da nossa salvação realizada por Cristo na cruz, é também um sacrifício de louvor em ação de graças pela obra da criação.
§ 1507O Senhor ressuscitado renova esta missão («em Meu nome... hão-de impor as mãos aos doentes, e estes ficarão curados»: Mc 16, 17-18) e confirma-a por meio dos sinais que a Igreja realiza invocando o seu nome.
§ 1584Uma vez que é Cristo, afinal, quem age e opera a salvação através do ministro ordenado, a indignidade deste não impede Cristo de agir.
§ 1741Libertação e salvação.
§ 1846O Evangelho é a revelação, em Jesus Cristo, da misericórdia de Deus para com os pecadores.
Santificação dos homens
§ 2813Na água do Batismo, nós fomos «purificados, santificados, justificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus» (1 Cor 6, 11).
Senhor
§ 202O próprio Jesus confirma que Deus é «o único Senhor», e que é necessário amá-Lo «com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças».
§ 209Por respeito pela santidade de Deus, o povo de Israel não pronuncia o seu nome.
§ 446Na tradução grega dos Livros do Antigo Testamento, o nome inefável sob o qual Deus Se revelou a Moisés, YHWH, é traduzido por « Kyrios» («Senhor»).
§ 447O próprio Jesus veladamente atribui a Si mesmo este título, quando discute com os fariseus sobre o sentido do Salmo 110, e também, de modo explícito, ao dirigir-Se aos Apóstolos.
§ 448Muitíssimas vezes, nos evangelhos, aparecem pessoas que se dirigem a Jesus chamando-lhe «Senhor».
§ 449Ao atribuir a Jesus o título divino de Senhor, as primeiras confissões de fé da Igreja afirmam, desde o princípio, que o poder, a honra e a glória, devidos a Deus Pai, também são devidos a Jesus, porque Ele é «de…
§ 450Desde o princípio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal, de modo absoluto, a…
§ 451A oração cristã é marcada pelo título de «Senhor», quer no convite à oração: «O Senhor esteja convosco», quer na conclusão da mesma: «Por nosso Senhor Jesus Cristo», quer ainda pelo grito cheio de confiança e de…
§ 455O nome de Senhor significa a soberania divina.
§ 668«Cristo morreu e voltou à vida para ser Senhor dos mortos e dos vivos» (Rm 14, 9).
§ 669Como Senhor, Cristo é também a cabeça da Igreja, que é o seu corpo.
Servo
§ 565Desde o princípio da sua vida pública, desde o seu batismo, Jesus é o «Servo» inteiramente consagrado à obra redentora, que consumará pelo «batismo» da sua paixão.
§ 608Depois de ter aceitado dar-Lhe o batismo como aos pecadores, João Batista viu e mostrou em Jesus o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo».
§ 623Pela sua obediência amorosa ao Pai, «até à morte de cruz» (Fl 2, 8), Jesus cumpriu a missão expiatória do Servo sofredor, que justifica as multidões, tomando sobre Si o peso das suas faltas (Is 53, 11).
Templo de Deus
§ 1197Cristo é o verdadeiro Templo de Deus, «o lugar em que reside a sua glória»; pela graça de Deus, também os cristãos se tornam templos do Espírito Santo, pedras vivas com que se constrói a Igreja.
Ungido
§ 453O nome de Cristo significa «Ungido», «Messias».
Verbo
§ 241É por isso que os Apóstolos confessam que Jesus é «o Verbo [que] estava [no princípio] junto de Deus» e que é Deus (Jo 1, 1), «a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15), «o resplendor da sua glória e a imagem da sua…
§ 456Com o Credo Niceno-Constantinopolitano, respondemos confessando: «Por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus; e encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem».
§ 457O Verbo fez-Se carne para nos salvar, reconciliando-nos com Deus: «Foi Deus que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (1 Jo 4, 10).
§ 458O Verbo fez-Se carne, para que assim conhecêssemos o amor de Deus: «Assim se manifestou o amor de Deus para conosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigênito, para que vivamos por Ele» (I Jo 4, 9).
§ 459O Verbo fez-Se carne, para ser o nosso modelo de santidade: «Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim [...]» (Mt 11, 29).
§ 460O Verbo fez-Se carne, para nos tornar «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4): «Pois foi por essa razão que o Verbo Se fez homem, e o Filho de Deus Se fez Filho do Homem: foi para que o homem, entrando em…
Verdade
§ 2466Em Jesus Cristo, a verdade de Deus manifestou-se na sua totalidade.
Vida
§ 2697A oração é a vida do coração novo.
Videira
§ 755«A Igreja é a agricultura ou o campo de Deus.
§ 2074Jesus diz: «Eu sou a cepa, vós as varas.
Vivente
§ 625A permanência do corpo de Cristo no túmulo constitui o laço real entre o estado passível de Cristo antes da Páscoa e o seu estado glorioso atual de ressuscitado.
§ 626Uma vez que o «Príncipe da Vida», a quem deram a morte, é precisamente o mesmo «Vivente que ressuscitou», é forçoso que a pessoa divina do Filho de Deus tenha continuado a assumir a alma e o corpo, separados um do…
§ 640«Por que motivo procurais entre os mortos Aquele que está vivo?
§ 662«E Eu, uma vez elevado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12, 32).