Catecismo da Igreja Católica

§ 596

As autoridades religiosas de Jerusalém não foram unânimes na atitude a adotar a respeito de Jesus424. Os fariseus ameaçaram de excomunhão aqueles que O seguissem425. Aos que temiam que «todos acreditassem n'Ele e os romanos viessem destruir o templo e a nação» (Jo 11, 48), o sumo sacerdote Caifás propôs, profetizando: «E do vosso interesse que morra um só homem pelo povo e não pereça a nação inteira» (Jo 11, 50). O Sinédrio, tendo declarado Jesus «réu de morte»426 como blasfemo, mas tendo perdido o direito de condenar à morte fosse quem fosse427, entregou Jesus aos romanos, acusando-O de revolta política428 — o que O colocava em pé de igualdade com que Barrabás, acusado de «sedição» (Lc 23, 19). São também de caráter político as ameaças que os sumos-sacerdotes fazem a Pilatos, pressionando-o a condenar Jesus à morte429.

Notas

  1. Cf. Jo 9, 16; 10, 19. ↩
  2. Cf. Jo 9, 22. ↩
  3. Cf. Mt 26, 66. ↩
  4. Cf. Jo 18, 31. ↩
  5. Cf. Lc 23, 2. ↩
  6. Cf. Jo 19, 12.15.21. ↩

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