Jesus apareceu aos olhos dos Judeus e dos seus chefes espirituais como um «rabbi»365. Muitas vezes argumentou, no quadro da interpretação rabínica da Lei366. Mas, ao mesmo tempo, Jesus tinha forçosamente de Se confrontar com os doutores da Lei porque não Se contentava com propor a sua interpretação a par das deles: «ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas» (Mt 7, 28-29). N'Ele, era a própria Palavra de Deus, que Se fizera ouvir no Sinai, para dar a Moisés a Lei escrita, que de novo Se fazia ouvir sobre a montanha das bem-aventuranças367. Esta Palavra de Deus não aboliu a Lei, mas cumpriu-a, ao fornecer, de modo divino, a sua interpretação última: «Ouvistes que foi dito aos antigos [...] Eu, porém, digo-vos» (Mt 5, 33-34). Com esta mesma autoridade divina, desaprova certas «tradições humanas»368 dos fariseus, que «anulam a Palavra de Deus»369.
Notas
No índice analítico
- Autoridade › Autoridade de Cristo
- Bem-aventuranças evangélicas › Lei e bem-aventuranças evangélicas
- Consumação › Cumprimento da Lei em Cristo
- Cristo › Cumprimento da Lei e Cristo
- Fariseus › Discrepância entre Cristo e os Fariseus
- Interpretação › Interpretação da lei
- Israel › Jesus e Israel
- Israel › Relação entre Judeus e Jesus
- Lei › Jesus e a Lei
Na Liturgia Diária
Este parágrafo acompanha as leituras da missa nestes dias:
- 1 de novembro de 2026 · Mt 5,1-12a