Indo mais longe, Jesus cumpriu a lei sobre a pureza dos alimentos, tão importante na vida quotidiana judaica, explicando o seu sentido «pedagógico»370 por uma interpretação divina: «Não há nada fora do homem que, ao entrar nele, o possa tornar impuro [...] – e assim declarava puros todos os alimentos – [...]. O que sai do homem é que o toma impuro. Pois, do interior do coração dos homens é que saem os pensamentos perversos» (Mc 7, 18-21). Proporcionando, com autoridade divina, a interpretação definitiva da Lei, Jesus colocou-Se numa situação de confronto com certos doutores da Lei, que não aceitavam a sua interpretação, muito embora garantida pelos sinais divinos que a acompanhavam371. Isto vale sobretudo para a questão do sábado: Jesus lembra, e muitas vezes com argumentos rabínicos372, que o repouso sabático não é violado pelo serviço de Deus373 ou do próximo374 que as suas curas realizam.
Notas
No índice analítico
- Autoridade › Autoridade de Cristo
- Consumação › Cumprimento da Lei em Cristo
- Coração › Inclinação do coração humano
- Cristo › Cumprimento da Lei e Cristo
- Cristo › Curas
- Intenção › Intenção do coração e desejos
- Interpretação › Interpretação da lei
- Israel › Jesus e Israel
- Lei › Jesus e a Lei
- Repouso › Repouso do sábado no Decálogo
- Sábado › Doutrina de Jesus sobre o sábado
Na Liturgia Diária
Este parágrafo acompanha as leituras da missa nestes dias:
- 30 de outubro de 2026 · Lc 14,1-6
- 26 de outubro de 2026 · Lc 13,10-17
- 10 de outubro de 2026 · Gl 3,22-29