Catecismo da Igreja Católica · índice analítico

Israel

85 parágrafos do Catecismo em 28 entradas do índice analítico. Cada trecho abre o parágrafo inteiro, com as notas e os temas ligados.

A Igreja prefigurada e preparada no povo de Israel

§ 759«O eterno Pai, que pelo libérrimo e insondável desígnio da sua sabedoria e bondade, criou o universo, decidiu elevar os homens participação da vida divina», para a qual a todos convida em seu Filho: «E, aos que crêem…

§ 760«O mundo foi criado em ordem à Igreja», diziam os cristãos dos primeiros tempos.

§ 761A reunião do povo de Deus começa no instante em que o pecado destrói a comunhão dos homens com Deus e entre si.

§ 762A preparação remota da reunião do povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que há-de vir a ser o pai de um grande povo.

§ 1093O Espírito Santo realiza, na economia sacramental, as figuras da Antiga Aliança.

Aliança de Deus com Israel

§ 1611Ao verem a Aliança de Deus com Israel sob a imagem dum amor conjugal, exclusivo e fiel, os profetas prepararam a consciência do povo eleito para uma inteligência aprofundada da unicidade e indissolubilidade do…

§ 1612A aliança nupcial entre Deus e o seu povo Israel tinha preparado a Aliança nova e eterna, pela qual o Filho de Deus, encarnando e dando a sua vida, uniu a Si, de certo modo, toda a humanidade por Ele salva, preparando…

Amor de Deus para com Israel

§ 218No decorrer da sua história, Israel pôde descobrir que Deus só tinha uma razão para Se lhe ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, para ser o seu povo: o seu amor gratuito.

§ 219O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho.

Anúncio do nascimento de Cristo a Israel

§ 437O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor» (Lc 2, 11).

§ 522A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento tão grandioso, que Deus quis prepará-lo durante séculos.

§ 719João é «mais do que um profeta».

Deus salva Israel do pecado

§ 431Nesta história da salvação, Deus não Se contenta com libertar Israel «da casa da escravidão» (Dt 5, 6), fazendo-o sair do Egito.

Espera e esperança de Israel

§ 529A apresentação de Jesus no templo mostra-O como Primogênito que pertence ao Senhor.

§ 673A partir da ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente mesmo que não nos «pertença saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade» (At 1, 7).

§ 674A vinda do Messias glorioso está pendente, a todo o momento da história, do seu reconhecimento por «todo o Israel», do qual «uma parte se endureceu» na «incredulidade» (Rm 11, 20) em relação a Jesus.

Esperança de Israel

§ 64Pelos profetas, Deus forma o seu povo na esperança da salvação, na expectativa duma aliança nova e eterna, destinada a todos os homens, e que será gravada nos corações.

§ 436Cristo vem da tradução grega do termo hebraico «Messias», que quer dizer «ungido».

§ 453O nome de Cristo significa «Ungido», «Messias».

Israel e a fé em Deus

§ 212No decorrer dos séculos, a fé de Israel pôde desenvolver e aprofundar as riquezas contidas na revelação do nome divino.

§ 587Se a Lei e o templo de Jerusalém puderam ser ocasião de «contradição» entre Jesus e as autoridades religiosas de Israel, o seu papel na redenção dos pecados, obra divina por excelência, foi, para essas autoridades, a…

§ 588Jesus escandalizou os fariseus por comer com os publicanos e os pecadores tão familiarmente como com eles.

§ 589Jesus escandalizou, sobretudo, por ter identificado a sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus a respeito dos mesmos.

§ 590Só a identidade divina da pessoa de Jesus é que pode justificar uma exigência tão absoluta como esta: «Quem não está comigo, está contra Mim» (Mt 12, 30); o mesmo se diga de quando afirma ser «mais que Jonas,... mais…

§ 591Jesus pediu às autoridades religiosas de Jerusalém que acreditassem n'Ele, por causa das obras do seu Pai que Ele fazia.

Israel e a observância do sábado

§ 348O Sábado está no coração da Lei de Israel.

§ 2170A Escritura vê também, no dia do Senhor, o memorial da libertação de Israel da escravidão do Egito: «Recorda-te de que foste escravo no país do Egito, de onde o Senhor, teu Deus, te fez sair com mão forte e braço…

§ 2171Deus confiou a Israel o sábado, para ele o guardar em sinal da Aliança inviolável.

Israel filho de Deus

§ 238A invocação de Deus como «Pai» é conhecida em muitas religiões.

§ 441Filho de Deus, no Antigo Testamento, é um título dado aos anjos, ao povo eleito aos filhos de Israel e aos seus reis.

Israel povo de Deus

§ 62Depois dos patriarcas, Deus formou Israel como seu povo, salvando-o da escravidão do Egito.

§ 63Israel é o povo sacerdotal de Deus, sobre o qual «foi invocado o Nome do Senhor» (Dt 28, 10).

§ 64Pelos profetas, Deus forma o seu povo na esperança da salvação, na expectativa duma aliança nova e eterna, destinada a todos os homens, e que será gravada nos corações.

§ 762A preparação remota da reunião do povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que há-de vir a ser o pai de um grande povo.

Israel povo eleito

§ 60O povo descendente de Abraão será o depositário da promessa feita aos patriarcas, o povo eleito, chamado a preparar a reunião, um dia, de todos os filhos de Deus na unidade da Igreja.

§ 762A preparação remota da reunião do povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que há-de vir a ser o pai de um grande povo.

Jesus e Israel

§ 539Os evangelistas indicam o sentido salvífico deste acontecimento misterioso, Jesus é o Novo Adão, que Se mantém fiel naquilo em que o primeiro sucumbiu à tentação.

§ 574Desde o princípio do ministério público de Jesus, fariseus e partidários de Herodes, com sacerdotes e escribas, puseram-se de acordo para lhe dar a morte.

§ 575Muitas atitudes e palavras de Jesus foram, portanto, «sinal de contradição» para as autoridades religiosas de Jerusalém, a quem o Evangelho de São João muitas vezes chama simplesmente «os Judeus», mais ainda do que…

§ 576Aos olhos de muitos em Israel, parece que Jesus procede contra as instituições essenciais do Povo eleito: – a submissão à Lei, na totalidade dos seus preceitos escritos e, para os fariseus, na interpretação da tradição…

§ 577Jesus fez uma solene advertência no início do sermão da montanha, ao apresentar a Lei dada por Deus no Sinai, quando da primeira Aliança, à luz da graça da Nova Aliança: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os…

§ 578Jesus, o Messias de Israel e, portanto, o maior no Reino dos céus, fazia questão de cumprir a Lei, executando-a integralmente até nos mais pequenos preceitos, segundo as suas próprias palavras.

§ 579Este princípio da integralidade da observância da Lei, não só na letra mas também no espírito, era caro aos fariseus.

§ 580O cumprimento perfeito da Lei só podia ser obra do divino Legislador, nascido sujeito à Lei na pessoa do Filho.

§ 581Jesus apareceu aos olhos dos Judeus e dos seus chefes espirituais como um «rabbi».

§ 582Indo mais longe, Jesus cumpriu a lei sobre a pureza dos alimentos, tão importante na vida quotidiana judaica, explicando o seu sentido «pedagógico» por uma interpretação divina: «Não há nada fora do homem que, ao…

§ 583Jesus, como antes d'Ele os profetas, professou pelo templo de Jerusalém o mais profundo respeito.

§ 584Jesus subiu ao templo como quem sobe ao lugar privilegiado de encontro com Deus.

§ 585No entanto, nas vésperas da sua paixão, Jesus anunciou a ruína deste esplêndido edifício, do qual não ficaria pedra sobre pedra.

§ 586Longe de ter sido contra o templo onde proclamou o essencial da sua doutrina, Jesus quis pagar o imposto do templo, associando a Si Pedro, que Ele acabara de estabelecer como pedra basilar da sua Igreja futura.

§ 587Se a Lei e o templo de Jerusalém puderam ser ocasião de «contradição» entre Jesus e as autoridades religiosas de Israel, o seu papel na redenção dos pecados, obra divina por excelência, foi, para essas autoridades, a…

§ 588Jesus escandalizou os fariseus por comer com os publicanos e os pecadores tão familiarmente como com eles.

§ 589Jesus escandalizou, sobretudo, por ter identificado a sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus a respeito dos mesmos.

§ 590Só a identidade divina da pessoa de Jesus é que pode justificar uma exigência tão absoluta como esta: «Quem não está comigo, está contra Mim» (Mt 12, 30); o mesmo se diga de quando afirma ser «mais que Jonas,... mais…

§ 591Jesus pediu às autoridades religiosas de Jerusalém que acreditassem n'Ele, por causa das obras do seu Pai que Ele fazia.

§ 592Jesus não aboliu a Lei do Sinai, mas cumpriu-a com tal perfeição que revelou o sentido último dela e resgatou as transgressões contra ela cometidas.

§ 593Jesus venerou o templo, subindo a ele nas festas judaicas de peregrinação e amou com amor zeloso esta morada de Deus entre os homens.

§ 594Jesus praticou atos, como o perdão dos pecados, que O manifestaram como sendo o próprio Deus salvador.

Jesus Messias de Israel

§ 438A consagração messiânica de Jesus manifesta a sua missão divina.

§ 528A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e salvador do mundo.

§ 535O início da vida pública de Jesus é o seu batismo por João, no rio Jordão.

Judeus e observância da Lei

§ 578Jesus, o Messias de Israel e, portanto, o maior no Reino dos céus, fazia questão de cumprir a Lei, executando-a integralmente até nos mais pequenos preceitos, segundo as suas próprias palavras.

§ 579Este princípio da integralidade da observância da Lei, não só na letra mas também no espírito, era caro aos fariseus.

Judeus não podem ser imputados colectivamente da morte de Jesus

§ 597Tendo em conta a complexidade histórica do processo de Jesus, manifestada nas narrativas evangélicas, e qualquer que tenha sido o pecado pessoal dos intervenientes no processo (Judas, o Sinédrio, Pilatos), que só Deus…

§ 598A Igreja, no magistério da sua fé e no testemunho dos seus santos, nunca esqueceu que «os pecadores é que foram os autores, e como que os instrumentos, de todos os sofrimentos que o divino Redentor suportou».

§ 599A morte violenta de Jesus não foi fruto do acaso, nem coincidência infeliz de circunstâncias várias.

Lei de Deus e povo Judeu

§ 708Esta pedagogia de Deus manifesta-se especialmente no dom da Lei.

§ 709A Lei, sinal da promessa e da Aliança, deveria reger o coração e as instituições do povo nascido da fé de Abraão.

§ 710O esquecimento da Lei e a infidelidade à Aliança levam à morte: é o Exílio, aparentemente o fracasso das promessas, mas, na realidade, fidelidade misteriosa do Deus salvador e o princípio duma restauração prometida…

§ 1965A Lei nova ou Lei evangélica é a perfeição, na terra, da Lei divina, natural e revelada.

Liturgia hebraica e liturgia cristã

§ 1096Liturgia judaica e liturgia cristã.

Oração da salvação dos judeus

§ 2591Deus não se cansa de chamar cada um, pessoalmente, para o encontro misterioso com Ele.

§ 2592A oração de Abraão e de Jacob apresenta-se como um combate da fé, confiante na fidelidade de Deus e na certeza da vitória prometida à perseverança.

§ 2593A oração de Moisés responde à iniciativa do Deus vivo, com vista à salvação do seu povo.

§ 2594A oração do povo de Deus expande-se à sombra da morada de Deus, a arca da aliança e o templo, sob a guia dos pastores, nomeadamente do rei David e dos profetas.

§ 2595Os profetas convidam à conversão do coração e, procurando ardentemente a face de Deus, como Elias, intercedem pelo povo.

§ 2596Os salmos constituem a obra-prima da oração no Antigo Testamento.

§ 2597Rezados por Cristo e n'Ele realizados, os salmos são um elemento essencial e permanente da oração da sua Igreja.

Participação de Jesus no culto e na Lei de Israel

§ 527A circuncisão de Jesus, oito dias depois do seu nascimento, sinal da sua inserção na descendência de Abraão, no povo da Aliança, da sua submissão à Lei e da sua deputação para o culto de Israel, no qual participará…

§ 531Durante a maior parte da sua vida, Jesus partilhou a condição da imensa maioria dos homens: uma vida quotidiana sem grandeza aparente, vida de trabalho manual, vida religiosa judaica sujeita à Lei de Deus, vida na…

§ 578Jesus, o Messias de Israel e, portanto, o maior no Reino dos céus, fazia questão de cumprir a Lei, executando-a integralmente até nos mais pequenos preceitos, segundo as suas próprias palavras.

Páscoa em Israel

§ 1363No sentido que lhe dá a Sagrada Escritura, o memorial não é somente a lembrança dos acontecimentos do passado, mas a proclamação das maravilhas que Deus fez pelos homens.

Pecado na história de Israel

§ 401A partir deste primeiro pecado, uma verdadeira «invasão» de pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim na pessoa de Abel; a corrupção universal como consequência do pecado.

Povo de Israel eleito por Deus

§ 781«Em todos os tempos e em todas as nações foi agradável a Deus aquele que O teme e pratica a justiça.

§ 1539O povo eleito foi constituído por Deus como «um reino de sacerdotes e uma nação consagrada» (Ex 19, 6).

Relação da Igreja com o povo judeu

§ 839«Aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão também, de uma de ou outra forma, ordenados ao povo de Deus»: A relação da Igreja com o Povo Judaico.

Relação entre Judeus e Jesus

§ 581Jesus apareceu aos olhos dos Judeus e dos seus chefes espirituais como um «rabbi».

Revelação de Deus aos Judeus

§ 201A Israel, seu povo eleito, Deus revelou-Se como sendo único: «Escuta, Israel!

§ 228«Escuta, Israel!

§ 287A verdade da criação é tão importante para toda a vida humana que Deus, na sua bondade, quis revelar ao seu povo tudo quanto é salutar conhecer-se a esse propósito.

§ 288Assim, a revelação da criação é inseparável da revelação e da realização da Aliança de Deus, o Deus Único, com o seu povo.

§ 2085O Deus único e verdadeiro revela, antes de mais, a sua glória a Israel.

Revelação do nome de Deus aos Judeus

§ 203Deus revelou-Se ao seu povo Israel, dando-lhe a conhecer o seu nome.

§ 204Deus revelou-Se progressivamente e sob diversos nomes ao seu povo; mas foi a revelação do nome divino feita a Moisés na teofania da sarça ardente, no limiar do êxodo e da Aliança do Sinai, que se impôs como sendo a…

§ 209Por respeito pela santidade de Deus, o povo de Israel não pronuncia o seu nome.

§ 214Deus, «Aquele que É», revelou-Se a Israel como Aquele que é «cheio de misericórdia e fidelidade» (Ex 34, 6).

Rito de expiação dos pecados em Israel

§ 433O nome de Deus salvador era invocado apenas uma vez por ano, pelo sumo sacerdote, para expiação dos pecados de Israel, depois de ter aspergido o propiciatório do «santo dos santos» com o sangue do sacrifício.