Catecismo da Igreja Católica

§ 626

Uma vez que o «Príncipe da Vida», a quem deram a morte518, é precisamente o mesmo «Vivente que ressuscitou»519, é forçoso que a pessoa divina do Filho de Deus tenha continuado a assumir a alma e o corpo, separados um do outro pela morte:

«Embora Cristo, enquanto homem tenha sofrido a morte e a sua santa alma tenha sido separada do seu corpo imaculado, nem por isso a divindade se separou, de nenhum modo, nem da alma nem do corpo: e nem por isso a Pessoa única foi dividida em duas. Tanto o corpo como a alma tiveram existência simultânea, desde o início, na Pessoa do Verbo; e, apesar de na morte terem sido separados, nenhum dos dois deixou de subsistir na Pessoa única do Verbo»520.

Notas

  1. Cf. Act 3, 15. ↩
  2. Cf. Lc 24, 5-6. ↩
  3. São João Damasceno, Expositio fidei, 71 [De Fide orthodoxa 3, 27]. PTS 12, 170 (PG 94, 1098). ↩

No índice analítico

No Catecismo de São Pio X

112. Na morte de Jesus Cristo, separou-se a divindade do corpo e da alma? Na morte de Jesus Cristo a divindade não se separou nem do corpo nem da alma; mas somente a alma se separou do corpo. Ler no Catecismo de São Pio X →

99. Jesus Cristo padeceu como Deus ou como homem? Jesus Cristo padeceu como homem somente, porque enquanto Deus não poderia padecer nem morrer. Ler no Catecismo de São Pio X →