Catecismo da Igreja Católica

§ 239

Ao designar Deus com o nome de «Pai», a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos: que Deus é a origem primeira de tudo e a autoridade transcendente, e, ao mesmo tempo, que é bondade e solicitude amorosa para com todos os seus filhos. Esta ternura paternal de Deus também pode ser expressa pela imagem da maternidade41, que indica melhor a imanência de Deus, a intimidade entre Deus e a sua criatura A linguagem da fé vai, assim, alimentar-se na experiência humana dos progenitores, que são, de certo modo, os primeiros representantes de Deus para o homem. Mas esta experiência diz também que os progenitores humanos são falíveis e podem desfigurar a face da paternidade e da maternidade. Convém, então, lembrar que Deus transcende a distinção humana dos sexos. Não é homem nem mulher: é Deus. Transcende também a paternidade e a maternidade humanas42, sem deixar de ser de ambas a origem e a medida43: ninguém é pai como Deus.

Notas

  1. Cf. Is 66, 13: Sl 131, 2. ↩
  2. Cf. Sl 27, 10. ↩
  3. Cf. Ef 3, 14-15: Is 49, 15. ↩

No índice analítico

Na Liturgia Diária

Este parágrafo acompanha as leituras da missa nestes dias:

No Catecismo de São Pio X

24. Por que se diz que Deus é Pai? Diz-se que Deus é Pai: 1º porque é Pai, por natureza, da segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, do Filho por Ele gerado; 2º porque Deus é Pai de todos os homens que Ele criou, conserva e governa; 3º porque, finalmente, é Pai, pela graça, de todos os… Ler no Catecismo de São Pio X →