Catecismo da Igreja Católica

§ 470

Uma vez que, na união misteriosa da Encarnação, «a natureza humana foi assumida, não absorvida»101, a Igreja, no decorrer dos séculos, foi levada a confessar a plena realidade da alma humana, com as suas operações de inteligência e vontade, e do corpo humano de Cristo. Mas, paralelamente, a mesma Igreja teve de lembrar repetidamente que a natureza humana de Cristo pertence, como própria, à pessoa divina do Filho de Deus que a assumiu. Tudo o que Ele fez e faz nela, depende de «um da Trindade». Portanto, o Filho de Deus comunica à sua humanidade o seu próprio modo de existir pessoal na Santíssima Trindade. E assim, tanto na sua alma como no seu corpo, Cristo exprime humanamente os costumes divinos da Trindade102:

«O Filho de Deus trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado»103.

Notas

  1. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042. ↩
  2. Cf. Jo 14. 9-10. ↩
  3. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042-1043. ↩

No índice analítico

No Catecismo de São Pio X

92. Jesus Cristo tinha livre-arbítrio? Sim, Jesus Cristo tinha livre-arbítrio, mas não podia fazer o mal, porque poder fazer o mal é defeito, e não a perfeição da liberdade. Ler no Catecismo de São Pio X →