Catecismo da Igreja Católica

§ 385

Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas. No entanto, ninguém escapa à experiência do sofrimento, dos males da natureza – que aparecem como ligados aos limites próprios das criaturas –, e sobretudo à questão do mal moral. Donde vem o mal? «Quaerebam unde malum et non erat exitus – Procurava a origem do mal e não encontrava solução», diz Santo Agostinho258. A sua própria busca dolorosa só encontrará saída na conversão ao Deus vivo. Porque «o mistério da iniquidade» (2 Ts 2, 7) só se esclarece à luz do «mistério da piedade»259. A revelação do amor divino em Cristo manifestou, ao mesmo tempo, a extensão do mal e a superabundância da graça260. Devemos, portanto, abordar a questão da origem do mal, fixando o olhar da nossa fé n'Aquele que é o seu único vencedor261.

Notas

  1. Santo Agostinho, Confissões 7, 7. 11: CCL 27. 99 (PL 32, 739). ↩
  2. Cf. 1 Tm 3, 16. ↩
  3. Cf. Rm 5, 20. ↩
  4. Cf. Lc 11, 21-22: Jo 16, 11; 1 Jo 3, 8. ↩

No índice analítico

Na Liturgia Diária

Este parágrafo acompanha as leituras da missa nestes dias: