Auxílios para evitar o mal
§ 1806A prudência é a virtude que dispõe a razão prática para discernir, em qualquer circunstância, o nosso verdadeiro bem e para escolher os justos meios de o atingir.
§ 1889Sem a ajuda da graça, os homens não seriam capazes de «descobrir o caminho, muitas vezes estreito, entre a cobardia que cede ao mal e a violência que, julgando combatê-lo, o agrava».
§ 1950A lei moral é obra da Sabedoria divina.
§ 1962A Lei antiga é o primeiro estádio da lei revelada.
§ 2527«A boa-nova de Cristo renova constantemente a vida e a cultura do homem decaído; combate e repele os erros e os males provenientes da sedução sempre ameaçadora do pecado.
Conversão do mal
§ 1427Jesus chama à conversão.
§ 1431A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida, um regresso, uma conversão a Deus de todo o nosso coração, uma rotura com o pecado, uma aversão ao mal, com repugnância pelas más ações que cometemos.
§ 1706Mediante a sua razão, o homem conhece a voz de Deus que o impele «a fazer [...] o bem e a evitar o mal».
§ 1776«No mais profundo da consciência, o homem descobre uma lei que não se deu a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz ressoa, quando necessário, aos ouvidos do seu coração, chamando-o sempre a amar e fazer o bem e…
Cristo liberta o homem do mal
§ 549Ao libertar certos homens dos males terrenos da fome, da injustiça da doença e da morte – Jesus realizou sinais messiânicos; no entanto, Ele não veio para abolir todos os males deste mundo, mas para libertar os homens…
§ 1505Comovido por tanto sofrimento, Cristo não só Se deixa tocar pelos doentes, como também faz suas as misérias deles: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças» (Mt 8, 17).
Eleição entre o bem e o mal
§ 1732Enquanto se não fixa definitivamente no seu bem último, que é Deus, a liberdade implica a possibilidade de escolher entre o bem e o mal, e portanto, de crescer na perfeição ou de falhar e pecar.
§ 1733Quanto mais o homem fizer o bem, mais livre se torna.
Fé cristã resposta ao mal
§ 309Se Deus Pai todo-poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, tem cuidado com todas as suas criaturas, porque é que o mal existe?
§ 385Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas.
Ignorância e imputabilidade do mal feito
§ 1791Muitas vezes, tal ignorância pode ser imputada à responsabilidade pessoal.
§ 1793Se, pelo contrário, a ignorância é invencível, ou o juízo errôneo sem responsabilidade do sujeito moral, o mal cometido pela pessoa não pode ser-lhe imputado.
§ 1860A ignorância involuntária pode diminuir, ou mesmo desculpar, a imputabilidade duma falta grave.
Imoralidade de se fazer o mal para se obter o bem
§ 1789Algumas regras aplicam-se a todos os casos: – nunca é permitido fazer mal para que daí resulte um bem; – a «regra de ouro» é: «Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, de igual modo, vós também» (Mt 7…
Indução ao mal
§ 1869Assim, o pecado torna os homens cúmplices uns dos outros, faz reinar entre eles a concupiscência, a violência e a injustiça.
§ 2284O escândalo é a atitude ou comportamento que leva outrem a fazer o mal.
Invasão do mal depois do primeiro pecado
§ 401A partir deste primeiro pecado, uma verdadeira «invasão» de pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim na pessoa de Abel; a corrupção universal como consequência do pecado.
§ 1707«Seduzido pelo Maligno desde o começo da história, o homem abusou da sua liberdade».
Juízo final para os que cometeram o mal
§ 1039É perante Cristo, que é a Verdade, que será definitivamente posta descoberto a verdade da relação de cada homem com Deus.
Mal e moralidade das ações humanas
§ 1749A liberdade faz do homem um sujeito moral.
§ 1750A moralidade dos atos humanos depende: – do objeto escolhido; – do fim que se tem em vista ou da intenção: – das circunstâncias da ação.
§ 1751O objeto escolhido é um bem para o qual a vontade tende deliberadamente.
§ 1752Em face do objeto, a intenção coloca-se do lado do sujeito que age.
§ 1753Uma intenção boa (por exemplo: ajudar o próximo) não torna bom nem justo um comportamento em si mesmo desordenado (como a mentira e a maledicência).
§ 1754As circunstâncias, incluindo as consequências, são elementos secundários dum ato moral.
§ 1755O ato moralmente bom pressupõe, em simultâneo, a bondade do objeto, da finalidade e das circunstâncias.
§ 1756É, portanto, errôneo julgar a moralidade dos atos humanos tendo em conta apenas a intenção que os inspira, ou as circunstâncias (meio, pressão social, constrangimento ou necessidade de agir, etc.) que os enquadram.
Mal físico
§ 310Mas, porque é que Deus não criou um mundo tão perfeito que nenhum mal pudesse existir nele?
Mal moral
§ 311Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para o seu último destino por livre escolha e amor preferencial.
§ 312Assim, com o tempo, é possível descobrir que Deus, na sua onipotente Providência, pode tirar um bem das consequências dum mal (mesmo moral), causado pelas criaturas: «Não, não fostes vós – diz José a seus irmãos – que…
Mal nas doutrinas do dualismo e do maniqueísmo
§ 285Desde os princípios que a fé cristã teve de defrontar-se com respostas, diferentes da sua, sobre a questão das origens.
Mal no comportamento religioso dos homens
§ 844Mas no seu comportamento religioso, os homens revelam também limites e erros que desfiguram neles a imagem de Deus: «Muitas vezes, enganados pelo Maligno, transviaram-se nos seus raciocínios, trocando a verdade de Deus…
Não desejar o mal ao próximo
§ 2303O ódio voluntário é contra a caridade.
§ 2539A inveja é um vício capital.
Oração para se livrar do mal
§ 2846Esta petição atinge a raiz da precedente, porque os nossos pecados são fruto do consentimento na tentação.
§ 2850A última petição ao nosso Pai também está incluída na oração de Jesus: «Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno» (Jo 17, 15).
§ 2851Nesta petição, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus.
§ 2852«Assassino desde o princípio, [...] mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), «Satanás, que seduz o universo inteiro» (Ap 12, 9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo, e é pela sua derrota definitiva que…
§ 2853A vitória sobre o «príncipe deste mundo» foi alcançada, duma vez para sempre, na «Hora» em que Jesus livremente Se entregou à morte para nos dar a sua vida.
§ 2854Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador.
Pecado original origem do mal
§ 403Depois de São Paulo, a Igreja sempre ensinou que a imensa miséria que oprime os homens, e a sua inclinação para o mal e para a morte não se compreendem sem a ligação com o pecado de Adão e o fato de ele nos ter…
§ 407A doutrina sobre o pecado original – ligada à da redenção por Cristo – proporciona uma visão de lúcido discernimento sobre a situação do homem e da sua ação neste mundo.
§ 1605Que o homem e a mulher tenham sido criados um para o outro, afirma-o a Sagrada Escritura: «Não é bom que o homem esteja só» (Gn 2, 18).
§ 1707«Seduzido pelo Maligno desde o começo da história, o homem abusou da sua liberdade».
Pecado mal gravíssimo
§ 1488Aos olhos da fé, não existe mal mais grave do que o pecado; nada tem piores consequências para os próprios pecadores, para a Igreja e para todo o mundo.
Poder de Deus extrai o bem das consequências do mal e Providência e escândalo do mal
§ 309Se Deus Pai todo-poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, tem cuidado com todas as suas criaturas, porque é que o mal existe?
§ 310Mas, porque é que Deus não criou um mundo tão perfeito que nenhum mal pudesse existir nele?
§ 311Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para o seu último destino por livre escolha e amor preferencial.
§ 312Assim, com o tempo, é possível descobrir que Deus, na sua onipotente Providência, pode tirar um bem das consequências dum mal (mesmo moral), causado pelas criaturas: «Não, não fostes vós – diz José a seus irmãos – que…
§ 313«Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28).
§ 314Nós cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história.
§ 412Mas porque é que Deus não impediu o primeiro homem de pecar?
Questão da origem do mal
§ 385Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas.
Razão e discernimento do bem e do mal
§ 1954O homem participa na sabedoria e na bondade do Criador, que lhe confere o domínio dos seus atos e a capacidade de se governar em ordem à verdade e ao bem.
Reino de Deus ainda combatido pelo mal
§ 671Já presente na sua Igreja, o Reino de Cristo, contudo, ainda não está acabado «em poder e glória» (Lc 21, 27) pela vinda do Rei à terra.
Repetição do mal e consequências
§ 1865O pecado arrasta ao pecado; gera o vício, pela repetição dos mesmos atos.
Ressurreição de julgamento
§ 998Quem ressuscitará?
Universalidade do mal na história do homem
§ 401A partir deste primeiro pecado, uma verdadeira «invasão» de pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim na pessoa de Abel; a corrupção universal como consequência do pecado.
Vitória de Deus sobre o mal
§ 272A fé em Deus Pai todo-poderoso pode ser posta à prova pela experiência do mal e do sofrimento.
§ 410Depois da queda, o homem não foi abandonado por Deus.
§ 677A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição.