Catecismo da Igreja Católica

§ 466

A heresia nestoriana via em Cristo uma pessoa humana unida à pessoa divina do Filho de Deus. Perante esta heresia, São Cirilo de Alexandria e o terceiro Concílio ecumênico, reunido em Éfeso em 431,confessaram que «o Verbo, unindo na sua pessoa uma carne animada por uma alma racional, Se fez homem»91. A humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa divina do Filho de Deus, que a assumiu e a fez sua desde que foi concebida. Por isso, o Concílio de Éfeso proclamou, em 431, que Maria se tornou, com toda a verdade. Mãe de Deus, por ter concebido humanamente o Filho de Deus em seu seio: «Mãe de Deus, não porque o Verbo de Deus dela tenha recebido a natureza divina, mas porque dela recebeu o corpo sagrado, dotado duma alma racional, unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne»92.

Notas

  1. Concílio de Éfeso, Epistula II Cyrilli Alexandrini ad Nestorium: DS250. ↩
  2. Concílio de Éfeso, Epistola II Cyrilli Alexandrini ad Nestorium: DS251. ↩

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No Catecismo de São Pio X

90. Haverá em Jesus Cristo duas pessoas, a divina e a humana? Não. No Filho de Deus feito homem há uma só Pessoa, que é a divina. Ler no Catecismo de São Pio X →