Catecismo da Igreja Católica

§ 465

As primeiras heresias negaram menos a divindade de Cristo que a sua verdadeira humanidade (docetismo gnóstico). Desde os tempos apostólicos que a fé cristã insistiu sobre a verdadeira Encarnação do Filho de Deus «vindo na carne»87. Mas, a partir do século III, a Igreja teve de afirmar, contra Paulo de Samossata, num concilio reunido em Antioquia, que Jesus Cristo é Filho de Deus por natureza e não por adoção. O primeiro Concílio ecumênico de Niceia, em 325, confessou no seu Credo que o Filho de Deus é «gerado, não criado, consubstancial ('homoúsios') ao Pai»88; e condenou Ario, o qual afirmava que «o Filho de Deus saiu do nada»89 e devia ser «duma substância diferente da do Pai»90.

Notas

  1. Cf. 1 Jo 4, 2-3; 2 Jo 7. ↩
  2. Símbolo de Niceia: DS 125. ↩
  3. Concílio de Nicéia, Epistula synodalis «Epeidê tês» ad Aegyptios: DS 130. ↩
  4. Símbolo de Niceia: DS 126. ↩

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