Catecismo da Igreja Católica

§ 468

Depois do Concílio de Calcedônia, alguns fizeram da natureza humana de Cristo uma espécie de sujeito pessoal. Contra eles, o quinto Concílio ecumênico, reunido em Constantinopla em 553, confessou a propósito de Cristo: «não há n'Ele senão uma só hipóstase (ou pessoa), que é nosso Senhor Jesus Cristo, um da santa Trindade»95. Tudo na humanidade de Cristo deve, portanto, ser atribuído à sua pessoa divina como seu sujeito próprio96; não só os milagres, mas também os sofrimentos97 e a própria morte: «Aquele que foi crucificado na carne, nosso Senhor Jesus Cristo, é verdadeiro Deus, Senhor da glória e um da Santíssima Trindade»98.

Notas

  1. II Concílio de Constantinopla, Sess. 8ª, Canon 4: DS 424. ↩
  2. Cf. Concílio de Éfeso, Anathematismi Cyrilli Alexandrini, 4: DS 255. ↩
  3. Cf. II Concílio de Constantinopla, Sess. 8ª, Canon 3: DS 423. ↩
  4. Cf. II Concílio de Constantinopla, Sess. 8ª, Canon 10: DS 432. ↩

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