O Filho de Deus, feito Filho da Virgem, aprendeu a orar segundo o seu coração de homem. Aprendeu as fórmulas de oração com a sua Mãe, que conservava e meditava no seu coração todas as «maravilhas» feitas pelo Onipotente41. Ele ora com as palavras e nos ritmos da oração do seu povo, na sinagoga de Nazaré e no Templo. Mas a sua oração brotava duma fonte muito mais secreta, como deixa pressentir quando diz, aos doze anos: «Eu devo ocupar-me das coisas do meu Pai» (Lc 2, 49). Aqui começa a revelar-se a novidade da oração na plenitude dos tempos: a oração filial, que o Pai esperava dos seus filhos, vai finalmente ser vivida pelo próprio Filho Único na sua humanidade, com e para os homens.
Notas
- Cf. Lc 1, 49; 2, 19; 2, 51. ↩
No índice analítico
- Coração › Coração de Cristo e Sagrada Escritura
- Cristo › Jesus orante
- Novidade › Novidade da oração
- Oração cf. "Pai-nosso" salmos liturgia das horas › Jesus aprende a rezar com Maria e Jesus ora ao Pai
- Plenitude › Oração na plenitude do tempo e
Na Liturgia Diária
Este parágrafo acompanha as leituras da missa nestes dias:
- 22 de dezembro de 2026 · Lc 1,46-56