O Filho de Deus, «descido do céu, não para fazer a sua vontade mas a do seu Pai, que O enviou»462, «diz, ao entrar no mundo: [...] Eis-me aqui, [...] ó Deus, para fazer a tua vontade. [...] E em virtude dessa mesma vontade, é que nós fomos santificados, pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre» (Heb 10, 5-10). Desde o primeiro instante da sua Encarnação, o Filho faz seu o plano divino de salvação, no desempenho da sua missão redentora: «O meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que Me enviou e realizar a sua obra» (Jo 4, 34). O sacrifício de Jesus «pelos pecados do mundo inteiro» (1 Jo 2, 2) é a expressão da sua comunhão amorosa com o Pai: «O Pai ama-Me, porque Eu dou a minha vida» (Jo 10, 17). «O mundo tem de saber que amo o Pai e procedo como o Pai Me ordenou» (Jo 14, 31).
Notas
- Cf. Jo 6. 38. ↩
No índice analítico
- Cristo › Oblação sacrifício do corpo de Cristo
- Cristo › Cristo submisso ao Pai
- Cristo › Morte de Cristo como oblação
- Missão(ões) › Missão de Cristo
- Oblação da Igreja › Oblação de Jesus
- Pecado › Oblação de Cristo pelos pecados do homem
- Remissão dos pecados cf. penitência e reconciliação › Oblação de Cristo ao Pai pelos nossos pecados
- Sacrifícios › Significação do sacrifício de Cristo
No Catecismo de São Pio X
102. Jesus Cristo não poderia livrar-Se das mãos dos judeus e de Pilatos? Sim, Jesus Cristo podia livrar-Se das mãos dos judeus e de Pilatos; mas, conhecendo que a vontade de seu Pai Eterno era que Ele padecesse e morresse pela nossa salvação, submeteu-Se voluntariamente, saiu ao encontro dos seus inimigos, deixou-Se… Ler no Catecismo de São Pio X →