Catecismo da Igreja Católica

§ 1863

O pecado venial enfraquece a caridade, traduz um afeto desordenado aos bens criados, impede o progresso da pessoa no exercício das virtudes e na prática do bem moral; e merece penas temporais. O pecado venial deliberado e não seguido de arrependimento, dispõe, a pouco e pouco, para cometer o pecado mortal. No entanto, o pecado venial não quebra a aliança com Deus e é humanamente reparável com a graça de Deus. «Não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da caridade, nem, portanto, da bem-aventurança eterna»98.

«Enquanto vive na carne, o homem não é capaz de evitar totalmente o pecado, pelo menos os pecados leves. Mas estes pecados, que chamamos leves, não os tenhas por insignificantes. Se os tens por insignificantes quando os pesas, treme quando os contas. Muitos objetos leves fazem uma massa pesada; muitas gotas de água enchem um rio; muitos grãos fazem um monte. Onde, então, está a nossa esperança? Antes de mais, na confissão...»99.

Notas

  1. João Paulo II, Ex. ap. Reconciliatio et paenitentia, 17: AAS 77 (1985) 221. ↩
  2. Santo Agostinho, In epistulam Iohannis Parthos tractatus, 1, 6: PL 35, 1982. ↩

No índice analítico

No Catecismo de São Pio X

959. Que prejuízos causa o pecado venial? O pecado venial: 1º enfraquece e esfria em nós a caridade; 2º dispõe-nos para o pecado mortal; 3º faz-nos merecedores de grandes penas temporais, neste mundo ou no outro. Ler no Catecismo de São Pio X →

958. Então não se deve fazer grande caso do pecado venial? Isto seria um erro enorme, porque o pecado venial contém sempre uma ofensa a Deus, e causa prejuízos não pequenos à alma. Ler no Catecismo de São Pio X →