Catecismo da Igreja Católica · índice analítico

Bem

98 parágrafos do Catecismo em 33 entradas do índice analítico. Cada trecho abre o parágrafo inteiro, com as notas e os temas ligados.

"Árvore da ciência do bem e do mal"

§ 396Deus criou o homem «à sua imagem» e constituiu-o na sua amizade.

Bem da comunhão dos santos

§ 947«Uma vez que todos os crentes formam um só corpo, o bem duns é comunicado aos outros [...].

Bispos contribuem para o bem de todas as Igrejas

§ 886«Cada bispo, individualmente, é o princípio e o fundamento da unidade na sua respectiva Igreja particular».

Ciência e técnica e o bem da pessoa

§ 2294É ilusório reivindicar a neutralidade moral da investigação científica e das suas aplicações.

Consciência moral e bem

§ 1776«No mais profundo da consciência, o homem descobre uma lei que não se deu a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz ressoa, quando necessário, aos ouvidos do seu coração, chamando-o sempre a amar e fazer o bem e…

§ 1777Presente no coração da pessoa, a consciência moral leva-a, no momento oportuno, a fazer o bem e a evitar o mal.

§ 1780A dignidade da pessoa humana implica e exige a retidão da consciência moral.

§ 1781A consciência permite assumir a responsabilidade dos atos praticados.

§ 1783A consciência deve ser informada e o juízo moral esclarecido.

§ 1791Muitas vezes, tal ignorância pode ser imputada à responsabilidade pessoal.

§ 1798Uma consciência bem formada é reta e verídica.

Criação: "E viu Deus que isto era... muito bom"

§ 229A fé em Deus leva-nos a voltarmo-nos só para Ele, como a nossa primeira origem e o nosso último fim, e a nada Lhe preferir ou por nada O substituir:

Cristo bem do homem

§ 457O Verbo fez-Se carne para nos salvar, reconciliando-nos com Deus: «Foi Deus que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (1 Jo 4, 10).

§ 519Toda a riqueza de Cristo «se destina a todos os homens e constitui o bem de cada um».

Critério objectivo do bem e do mal

§ 2244Toda a instituição se inspira, mesmo que implicitamente, numa visão do homem e do seu destino, visão da qual tira as suas referências de juízo, a sua hierarquia de valores, a sua linha de procedimento.

Deus autor e fonte de todo bem

§ 14Aqueles que, pela fé e pelo Batismo, pertencem a Cristo, devem confessar a sua fé batismal diante dos homens.

§ 1723A bem-aventurança prometida coloca-nos perante as opções morais decisivas.

§ 2052«Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?»

Deus bem eterno e supremo

§ 356De todas as criaturas visíveis, só o homem é «capaz de conhecer e amar o seu Criador»; é a «única criatura sobre a terra que Deus quis por si mesma»; só ele é chamado a partilhar, pelo conhecimento e pelo amor, a vida…

§ 2052«Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?»

Domingo e boas obras

§ 2186Os cristãos que dispõem de tempos livres lembrem-se dos seus irmãos que têm as mesmas necessidades e os mesmos direitos, e não podem descansar por motivos de pobreza e de miséria.

Espírito Santo e o bem do homem

§ 291«No princípio era o Verbo [...] e o Verbo era Deus [...] Tudo se fez por meio d'Ele e, sem Ele, nada se fez» (Jo 1, 1-3).

§ 798O Espírito Santo é «o princípio de toda a ação vital e verdadeiramente salvífica em cada uma das diversas partes do Corpo», Ele realiza, de múltiplas maneiras, a edificação de todo o Corpo na caridade: pela Palavra de…

§ 799Extraordinários ou simples e humildes, os carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, ordenados como são para a edificação da Igreja, o bem dos homens e as…

Exigência de conversão para o bem na sociedade

§ 1886A sociedade é indispensável à realização da vocação humana.

Filhos e o bem da família

§ 1652«Pela sua própria natureza, a instituição matrimonial e o amor conjugal estão ordenados à procriação e à educação dos filhos, que constituem o ponto alto da sua missão e a sua coroa»

§ 2217Enquanto viver na casa dos pais, o filho deve obedecer a tudo o que eles lhe mandarem para seu bem ou o da família.

Homem chamado para fazer o bem

§ 307Aos homens, Deus concede mesmo poderem participar livremente na sua Providência, confiando-lhes a responsabilidade de «submeter» a terra e dominá-la.

§ 409Esta dramática situação do mundo, que «está todo sob o poder do Maligno» (1 Jo 5, 19), transforma a vida do homem num combate: «Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa toda a história dos homens.

§ 1706Mediante a sua razão, o homem conhece a voz de Deus que o impele «a fazer [...] o bem e a evitar o mal».

§ 1713O homem é obrigado a seguir a lei moral, que o impele a «fazer [...] o bem e a evitar o mal».

§ 2002A livre iniciativa de Deus reclama a resposta livre do homem, porque Deus criou o homem à sua imagem, conferindo-lhe, com a liberdade, o poder de O conhecer e de O amar.

§ 2541A economia da lei e da graça desvia o coração dos homens da cobiça e da inveja; inicia-o no desejo do sumo bem; e instrui-o nos desejos do Espírito Santo que sacia o coração do homem.

Lei moral e bem

§ 33O homem: Com a sua abertura à verdade e à beleza, com o seu sentido do bem moral, com a sua liberdade e a voz da sua consciência, com a sua ânsia de infinito e de felicidade, o homem interroga-se sobre a existência de…

§ 1713O homem é obrigado a seguir a lei moral, que o impele a «fazer [...] o bem e a evitar o mal».

§ 1954O homem participa na sabedoria e na bondade do Criador, que lhe confere o domínio dos seus atos e a capacidade de se governar em ordem à verdade e ao bem.

§ 1955A lei «divina e natural» mostra ao homem o caminho a seguir para praticar o bem e atingir o seu fim.

Leigo e o bem da Igreja

§ 907«Os fiéis, segundo a ciência, a competência e a proeminência de que desfrutam, têm o direito e mesmo por vezes o dever, de manifestar aos sagrados pastores a sua opinião acerca das coisas atinentes ao bem da Igreja e…

Luta do homem entre o bem e o mal

§ 1707«Seduzido pelo Maligno desde o começo da história, o homem abusou da sua liberdade».

Mal físico coexistindo com o bem físico até o fim

§ 310Mas, porque é que Deus não criou um mundo tão perfeito que nenhum mal pudesse existir nele?

Ministérios eclesiais que tendem ao bem

§ 874A fonte do ministério na Igreja é o próprio Cristo.

§ 937O Papa «está revestido, por instituição divina, do poder supremo, plenário, imediato e universal para o governo das almas».

§ 1539O povo eleito foi constituído por Deus como «um reino de sacerdotes e uma nação consagrada» (Ex 19, 6).

Pais autoridade e bem dos filhos

§ 2234O quarto mandamento da Lei de Deus manda que honremos também todos aqueles que, para nosso bem, receberam de Deus alguma autoridade na sociedade.

§ 2248Segundo o quarto mandamento, Deus quis que, depois d'Ele, honrássemos os nossos pais e aqueles que, para nosso bem, Ele revestiu de autoridade.

Paixões e bem

§ 1751O objeto escolhido é um bem para o qual a vontade tende deliberadamente.

§ 1768Os grandes sentimentos não determinam nem a moralidade nem a santidade das pessoas; são o reservatório inesgotável das imagens e afetos com que se exprime a vida moral.

§ 1770A perfeição moral consiste em que o homem não seja movido para o bem só pela vontade, mas também pelo apetite sensível, segundo esta palavra do Salmo: «O meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo» (Sl 84, 3).

§ 1771O termo «paixões» designa afetos ou sentimentos.

§ 1773Nas paixões, enquanto movimentos da sensibilidade, não há bem, nem mal moral.

§ 1775A perfeição do bem moral consiste em que o homem não seja movido para o bem só pela vontade, mas também pelo seu «coração».

Pecado e bem

§ 398Neste pecado, o homem preferiu-se a si próprio a Deus, e por isso desprezou Deus: optou por si próprio contra Deus, contra as exigências da sua condição de criatura e, daí, contra o seu próprio bem.

§ 1707«Seduzido pelo Maligno desde o começo da história, o homem abusou da sua liberdade».

§ 1855O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave à Lei de Deus.

§ 1863O pecado venial enfraquece a caridade, traduz um afeto desordenado aos bens criados, impede o progresso da pessoa no exercício das virtudes e na prática do bem moral; e merece penas temporais.

§ 1865O pecado arrasta ao pecado; gera o vício, pela repetição dos mesmos atos.

§ 2094Pode-se pecar contra o amor de Deus de diversas maneiras: a indiferença descuida ou recusa a consideração da caridade divina; desconhece-lhe o cuidado preveniente e nega-lhe a força.

Perfeição na procura e na realização do Bem

§ 1711Dotada de uma alma espiritual, de inteligência e de vontade, a pessoa humana é, desde a sua concepção, ordenada para Deus e destinada à eterna bem-aventurança.

§ 1775A perfeição do bem moral consiste em que o homem não seja movido para o bem só pela vontade, mas também pelo seu «coração».

§ 2500A prática do bem é acompanhada por um prazer espiritual gratuito e pela beleza moral.

Poder de Deus de fazer do mal um bem

§ 311Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para o seu último destino por livre escolha e amor preferencial.

§ 312Assim, com o tempo, é possível descobrir que Deus, na sua onipotente Providência, pode tirar um bem das consequências dum mal (mesmo moral), causado pelas criaturas: «Não, não fostes vós – diz José a seus irmãos – que…

§ 313«Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28).

§ 314Nós cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história.

§ 315Na criação do mundo e do homem, Deus deu o primeiro e universal testemunho do seu amor onipotente e da sua sabedoria e fez o primeiro anúncio do seu «desígnio amoroso», o qual tem como finalidade a nova criação em…

§ 316Embora a obra da criação seja particularmente atribuída ao Pai, é igualmente verdade de fé que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são o único e indivisível princípio da criação.

§ 317Só Deus criou o Universo, livremente, diretamente, sem qualquer ajuda.

§ 318Nenhuma criatura possui o poder infinito necessário para «criar», no sentido próprio da palavra: quer dizer; para produzir e dar o ser ao que de modo algum o possuía (chamar à existência «ex nihilo» a partir do nada).

§ 319Deus criou o mundo para manifestar e comunicar a sua glória.

§ 320Deus, que criou o universo, mantém-no na existência pelo seu Verbo; «o Filho tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (He 1, 3) e pelo seu Espírito criador que dá a vida.

§ 321A divina Providência consiste nas disposições pelas quais Deus conduz, com sabedoria e amor; todas as criaturas, para o seu último fim.

§ 322Cristo convida-nos a abandonarmo-nos filialmente à Providência do Pai dos céus; o apóstolo São Pedro retoma o seu pensamento ao dizer: «Lançai sobre Deus toda a vossa inquietação porque Ele vela por vós» (1 Pe 5, 7).

§ 323A Providência divina também age pela ação das criaturas.

§ 324A permissão divina do mal físico e do mal moral é um mistério, que Deus esclarece por seu Filho Jesus Cristo, morto e ressuscitado para vencer o mal.

§ 412Mas porque é que Deus não impediu o primeiro homem de pecar?

Procurar o bem do penitente

§ 1460A penitência que o confessor impõe deve ter em conta a situação pessoal do penitente e procurar o seu bem espiritual.

Procurar o bem

§ 1811Não é fácil, ao homem ferido pelo pecado, manter o equilíbrio moral.

§ 1828A prática da vida moral animada pela caridade dá ao cristão a liberdade espiritual dos filhos de Deus.

§ 2727Temos de enfrentar também certas mentalidades «deste mundo» que nos invadem, se não estivermos atentos.

§ 2857No «Pai-nosso», as três primeiras petições têm por objeto a glória do Pai: a santificação do Nome, a vinda do Reino e o cumprimento da divina vontade.

Sacramentos como bem na Igreja dado aos homens

§ 1116«Forças que saem» do corpo de Cristo, sempre vivo e vivificante: ações do Espírito Santo que opera no seu corpo que é a Igreja, os sacramentos são «as obras-primas de Deus», na nova e eterna Aliança.

§ 1129A Igreja afirma que, para os crentes, os sacramentos da Nova Aliança são necessários para a salvação.

§ 1499«Pela santa Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, toda a Igreja encomenda os doentes ao Senhor, sofredor e glorificado, para que os alivie e os salve: mais ainda, exorta-os a que, associando-se livremente à…

§ 1522Uma graça eclesial.

§ 1532A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos: – a união do doente à paixão de Cristo, para o seu bem e para o de toda a Igreja; – o conforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os…

Todas criaturas destinadas ao bem do género humano

§ 353Deus quis a diversidade das suas criaturas e a sua bondade própria, a sua interdependência e a sua ordem.

Triunfo do bem sobre o mal

§ 681No dia do Juízo, no fim do mundo, Cristo virá na sua glória para completar o triunfo definitivo do bem sobre o mal, os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos no decurso da história.

Vida Consagrada e o bem da Igreja

§ 917«Tal como uma árvore se ramifica maravilhosa e variadamente no campo do Senhor, a partir de uma semente lançada por Deus, assim surgiram diversas formas de vida solitária ou comum, e várias famílias religiosas que vêm…

§ 931Entregando-se a Deus amado sobre todas as coisas, aquele que pelo Batismo já Lhe estava devotado, encontra-se, assim, mais intimamente consagrado ao serviço divino e dedicado ao bem da Igreja.

§ 945Entregue a Deus, amado sobre todas as coisas, aquele que o Batismo já a Ele tinha destinado, encontra-se, no estado de vida consagrada, mais intimamente votado ao serviço divino e dedicado ao bem de toda a Igreja.

Vida e saúde física bem concedido por Deus

§ 2288A vida e a saúde física são bens preciosos, confiados por Deus.

Virtude e bem

§ 1266A Santíssima Trindade confere ao batizado a graça santificante, a graça da justificação, que – o torna capaz de crer em Deus, esperar n'Ele e O amar, pelas virtudes teologais; – lhe dá o poder de viver e agir sob a…

§ 1803«Tudo o que é verdadeiro, nobre e justo, tudo o que é puro, amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, isto deveis ter no pensamento» (Fl 4, 8).

§ 1804As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade, que regulam os nossos atos, ordenam as nossas paixões e guiam o nosso procedimento segundo a razão e a fé.

§ 1806A prudência é a virtude que dispõe a razão prática para discernir, em qualquer circunstância, o nosso verdadeiro bem e para escolher os justos meios de o atingir.

§ 1807A justiça é a virtude moral que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido.

§ 1808A fortaleza é a virtude moral que, no meio das dificuldades, assegura a firmeza e a constância na prossecução do bem.

§ 1809A temperança é a virtude moral que modera a atração dos prazeres e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados.

§ 1810As virtudes humanas, adquiridas pela educação, por atos deliberados e por uma sempre renovada perseverança no esforço, são purificadas e elevadas pela graça divina.

§ 1833A virtude é uma disposição habitual e firme para praticar o bem.

§ 1835A prudência dispõe a razão prática para discernir, em todas as circunstâncias, o verdadeiro bem e para escolher os justos meios de o realizar.

§ 1837A fortaleza assegura, no meio das dificuldades, a firmeza e a constância na prossecução do bem.