Catecismo da Igreja Católica

§ 1809

A temperança é a virtude moral que modera a atração dos prazeres e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos nos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem os apetites sensíveis, guarda uma sã discrição e não se deixa arrastar pelas paixões do coração63. A temperança é muitas vezes louvada no Antigo Testamento: «Não te deixes levar pelas tuas más inclinações e refreia os teus apetites» (Sir 18, 30). No Novo Testamento, é chamada «moderação», ou «sobriedade». Devemos «viver com moderação, justiça e piedade no mundo presente» (Tt 2, 12).

«Viver bem é amar a Deus de todo o coração, com toda a alma e com todo o proceder [...], de tal modo que se lhe dedica um amor incorrupto e íntegro (pela temperança), que mal algum poderá abalar (fortaleza), que a ninguém mais serve (justiça), que cuida de discernir todas as coisas para não se deixar surpreender pela astúcia e pela mentira (prudência)»64.

Notas

  1. Cf. Sir 5, 2; 37, 27-31. ↩
  2. Santo Agostinho, De moribus Ecclesiae catholicae, 1, 25, 46: CSEL 90, 51 (PL 32, 1330-1331). ↩

No índice analítico

No Catecismo de São Pio X

917. Que é a Temperança? A Temperança é a virtude pela qual refreamos os desejos desordenados de prazeres dos sentidos, e usamos com moderação dos bens temporais. 9 Nota do Tradutor - A palavra cardeais deriva da palavra latina cardo, que quer dizer dobradiça ou gonzos da porta… Ler no Catecismo de São Pio X →