Catecismo da Igreja Católica · índice analítico

Morte

79 parágrafos do Catecismo em 43 entradas do índice analítico. Cada trecho abre o parágrafo inteiro, com as notas e os temas ligados.

"No ocaso da vida seremos julgados quanto ao amor"

§ 1022Ao morrer, cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna, num juízo particular que põe a sua vida em referência a Cristo, quer através duma purificação, quer para entrar imediatamente na felicidade do céu…

Condição de passar da morte à vida

§ 1470Neste sacramento, o pecador, remetendo-se ao juízo misericordioso de Deus, de certo modo antecipa o julgamento a que será submetido no fim desta vida terrena.

Cristãos em perigo de morte

§ 1307O costume latino, desde há séculos, aponta «a idade da discrição» como ponta de referência para se receber a Confirmação.

§ 1314Se um cristão estiver em perigo de morte, qualquer sacerdote pode conferir-lhe a Confirmação.

§ 1483Em casos de grave necessidade, pode-se recorrer à celebração comunitária da reconciliação, com confissão geral e absolvição geral.

§ 1512Na tradição litúrgica, tanto no Oriente como no Ocidente, temos, desde os tempos antigos, testemunhos de unções de doentes praticadas com óleo benzido.

Morrer "com sinal da fé"

§ 1274O «selo do Senhor» («dominicus character») é o selo com que o Espírito Santo nos marcou «para o dia da redenção» (Ef 4, 30).

Morrer em Cristo Jesus

§ 1005Para ressuscitar com Cristo, temos de morrer com Cristo, temos «de nos exilar do corpo para habitarmos junto do Senhor» (2 Cor 5, 8).

§ 1006«É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa».

§ 1007A morte é o termo da vida terrena.

§ 1008A morte é consequência do pecado.

§ 1009A morte é transformada por Cristo.

§ 1010Graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo.

§ 1011Na morte, Deus chama o homem a Si.

§ 1012A visão cristã da morte é expressa de modo privilegiado na liturgia da Igreja: «Para os que crêem em Vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma: e, desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu…

§ 1013A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo de graça e misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último.

§ 1014A Igreja exorta-nos a prepararmo-nos para a hora da nossa morte («Duma morte repentina e imprevista, livrai-nos, Senhor»: antiga Ladainha dos Santos), a pedirmos à Mãe de Deus que rogue por nós «na hora da nossa morte»…

Morrer em pecado mortal

§ 1033Não podemos estar em união com Deus se não escolhermos livremente amá-Lo.

Morte cristã §1010-1014

§ 2299Aos moribundos deve dispensar-se toda a atenção e cuidado, para os ajudar a viver os últimos momentos com dignidade e paz.

Morte e ressurreição

§ 992A ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus ao seu povo.

§ 996Desde o princípio, a fé cristã na ressurreição deparou com incompreensões e oposições.

Morte eterna no inferno

§ 1861O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, tal como o próprio amor.

Morte transformada por Cristo

§ 1009A morte é transformada por Cristo.

Morte consequência do pecado

§ 1008A morte é consequência do pecado.

Morte fim da vida

§ 1007A morte é o termo da vida terrena.

Morte motivo de meditação

§ 1687O acolhimento da comunidade.

Pena de morte

§ 2267Durante muito tempo, considerou-se o recurso à pena de morte por parte da autoridade legítima, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que…

Preparação para a morte

§ 1014A Igreja exorta-nos a prepararmo-nos para a hora da nossa morte («Duma morte repentina e imprevista, livrai-nos, Senhor»: antiga Ladainha dos Santos), a pedirmos à Mãe de Deus que rogue por nós «na hora da nossa morte»…

Provocar a morte de outros

§ 2261A Escritura determina a proibição contida no quinto mandamento: «Não causarás a morte do inocente e do justo» (Ex 23, 7).

§ 2269O quinto mandamento proíbe fazer seja o que for com a intenção de provocar indiretamente a morte duma pessoa.

§ 2277Quaisquer que sejam os motivos e os meios, a eutanásia direta consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas.

§ 2296A transplantação de órgãos é conforme à lei moral se os perigos e riscos físicos e psíquicos, em que o doador incorre, forem proporcionados ao bem que se procura em favor do destinatário.

Respeito aos corpos dos defuntos

§ 2300Os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e esperança da ressurreição.

Sofrer a morte pela fé

§ 1258Desde sempre, a Igreja tem a firme convicção de que aqueles que sofrem a morte por causa da fé, sem terem recebido o Batismo, são batizados pela sua morte por Cristo e com Cristo.

Visão cristã da morte expressa na liturgia

§ 1012A visão cristã da morte é expressa de modo privilegiado na liturgia da Igreja: «Para os que crêem em Vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma: e, desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu…

"Reencarnação" após a morte não existe

§ 1013A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo de graça e misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último.

Alma e corpo

§ 1005Para ressuscitar com Cristo, temos de morrer com Cristo, temos «de nos exilar do corpo para habitarmos junto do Senhor» (2 Cor 5, 8).

Destino da alma

§ 366A Igreja ensina que cada alma espiritual é criada por Deus de modo imediato e não produzida pelos pais; e que é imortal, isto é, não morre quando, na morte, se separa do corpo; e que se unirá de novo ao corpo na…

Destino dos justos

§ 989Nós cremos e esperamos firmemente que, tal como Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também os justos, depois da morte, viverão para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os…

§ 1027Este mistério de comunhão bem-aventurada com Deus e com todos os que estão em Cristo ultrapassa toda a compreensão e toda a representação.

§ 1028Em virtude da sua transcendência, Deus não pode ser visto tal como é, senão quando Ele próprio abrir o seu mistério à contemplação imediata do homem e lhe der capacidade para O contemplar.

§ 1029Na glória do céu, os bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus, em relação aos outros homens e a toda a criação.

Inferno

§ 1033Não podemos estar em união com Deus se não escolhermos livremente amá-Lo.

§ 1034Jesus fala muitas vezes da «gehena» do «fogo que não se apaga» reservada aos que recusam, até ao fim da vida, acreditar e converter-se, e na qual podem perder-se, ao mesmo tempo, a alma e o corpo.

§ 1035A doutrina da Igreja afirma a existência do Inferno e a sua eternidade.

§ 1036As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do Inferno são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o destino eterno.

§ 1037Deus não predestina ninguém para o Inferno.

§ 1038A ressurreição de todos os mortos, «justos e pecadores» (At 24, 15), há-de preceder o Juízo final.

§ 1039É perante Cristo, que é a Verdade, que será definitivamente posta descoberto a verdade da relação de cada homem com Deus.

§ 1040O Juízo final terá lugar quando acontecer a vinda gloriosa de Cristo.

§ 1041A mensagem do Juízo final é um apelo à conversão, enquanto Deus dá ainda aos homens «o tempo favorável, o tempo da salvação» (2 Cor 6, 2).

Juízo particular

§ 1021A morte põe termo à vida do homem, enquanto tempo aberto à aceitação ou à rejeição da graça divina, manifestada em Jesus Cristo.

§ 1022Ao morrer, cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna, num juízo particular que põe a sua vida em referência a Cristo, quer através duma purificação, quer para entrar imediatamente na felicidade do céu…

Nenhuma penitência após a morte

§ 393É o caráter irrevogável da sua opção, e não uma falha da infinita misericórdia de Deus, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado.

Purificação final ou purgatório

§ 1030Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do…

§ 1031A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é absolutamente distinta do castigo dos condenados.

§ 1032Esta doutrina apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, de que já fala a Sagrada Escritura: «Por isso, [Judas Macabeu] pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres das suas faltas» (2 Mac…

§ 1472Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, deve ter-se presente que o pecado tem uma dupla consequência.

Ressurreição da carne

§ 990A palavra «carne» designa o homem na sua condição de fraqueza e mortalidade «Ressurreição da carne» significa que, depois da morte, não haverá somente a vida da alma imortal, mas também os nossos «corpos mortais» (Rm…

§ 996Desde o princípio, a fé cristã na ressurreição deparou com incompreensões e oposições.

§ 997O que é ressuscitar?

Viver no céu é "estar com Cristo"

§ 1023Os que morrerem na graça e na amizade de Deus e estiverem perfeitamente purificados, viverão para sempre com Cristo.

§ 1024Esta vida perfeita com a Santíssima Trindade, esta comunhão de vida e de amor com Ela, com a Virgem Maria, com os anjos e todos os bem-aventurados, chama-se «céu».

§ 1025Viver no céu é «estar com Cristo».

§ 1026Pela sua morte e ressurreição, Jesus Cristo «abriu-nos» o céu.

Vocação para participar da vida da Trindade

§ 265Pela graça do Batismo «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo», (Mt 28, 19), somos chamados a participar na vida da Trindade bem-aventurada; para já, na obscuridade da fé, e depois da morte na luz eterna.

Consequência do pecado

§ 400A harmonia em que viviam, graças à justiça original, ficou destruída; o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo foi quebrado; a união do homem e da mulher ficou sujeita a tensões; as suas relações…

§ 401A partir deste primeiro pecado, uma verdadeira «invasão» de pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim na pessoa de Abel; a corrupção universal como consequência do pecado.

§ 402Todos os homens estão implicados no pecado de Adão.

§ 403Depois de São Paulo, a Igreja sempre ensinou que a imensa miséria que oprime os homens, e a sua inclinação para o mal e para a morte não se compreendem sem a ligação com o pecado de Adão e o fato de ele nos ter…

§ 1008A morte é consequência do pecado.

Consumação do novo nascimento

§ 1682O dia da morte inaugura para o cristão, no termo da sua vida sacramental, a consumação do seu novo nascimento começado no Batismo, o definitivo «assemelhar-se à imagem do Filho», conferido pela unção do Espírito Santo…

Entrada na vida eterna

§ 1020O cristão, que une a sua própria morte à de Jesus, encara a morte como chegada até junto d'Ele, como entrada na vida eterna.

Participação na morte do Senhor

§ 1006«É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa».

Sentido positivo da morte

§ 1010Graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo.

§ 1011Na morte, Deus chama o homem a Si.

§ 1014A Igreja exorta-nos a prepararmo-nos para a hora da nossa morte («Duma morte repentina e imprevista, livrai-nos, Senhor»: antiga Ladainha dos Santos), a pedirmos à Mãe de Deus que rogue por nós «na hora da nossa morte»…

Sinal da fraqueza humana

§ 2448«Sob as suas múltiplas formas: indigência material, opressão injusta, doenças físicas e psíquicas, e finalmente a morte, a miséria humana é o sinal manifesto da condição congênita de fraqueza em que o homem se encontra…

Termo da vida terrestre

§ 1007A morte é o termo da vida terrena.

Característica da morte de Jesus

§ 627A morte de Cristo foi uma verdadeira morte, na medida em que pôs fim à sua existência humana terrena.

Descida de Cristo aos infernos

§ 632As frequentes afirmações do Novo Testamento, segundo as quais Jesus «ressuscitou de entre os mortos» (1 Cor 15, 20), pressupõem que, anteriormente à ressurreição, Ele tenha estado na mansão dos mortos este o sentido…

§ 633A morada dos mortos, a que Cristo morto desceu, é chamada pela Escritura os infernos, Sheol ou Hades, porque aqueles que aí se encontravam estavam privados da visão de Deus.

§ 634«A Boa-Nova foi igualmente anunciada aos mortos...» (1 Pe 4, 6).

§ 635Cristo, portanto, desceu aos abismos da morte, para que «os mortos ouvissem a voz do Filho do Homem e os que a ouvissem, vivessem» (Jo 5, 25).

Efeito da morte de Cristo

§ 1019Jesus, Filho de Deus, sofreu livremente a morte por nós, numa submissão total e livre à vontade de Deus seu Pai.

Jesus aceita a morte

§ 609Ao partilhar, no seu coração humano, o amor do Pai para com os homens, Jesus «amou-os até ao fim» (Jo 13, 1), «pois não há maior amor do que dar a vida por aqueles que se ama» (Jo 15, 13).

§ 612O cálice da Nova Aliança, que Jesus antecipou na Ceia, oferecendo-Se a Si mesmo, é aceito seguidamente por Jesus das mãos do Pai, na agonia no Getsêmani, fazendo-Se «obediente até à morte» (Fl 2, 8).

Responsabilidade sobre a morte de Jesus

§ 597Tendo em conta a complexidade histórica do processo de Jesus, manifestada nas narrativas evangélicas, e qualquer que tenha sido o pecado pessoal dos intervenientes no processo (Judas, o Sinédrio, Pilatos), que só Deus…

Significação da morte de Jesus

§ 571O mistério pascal da cruz e ressurreição de Cristo está no centro da Boa-Nova que os Apóstolos, e depois deles a Igreja, devem anunciar ao mundo.

§ 599A morte violenta de Jesus não foi fruto do acaso, nem coincidência infeliz de circunstâncias várias.

§ 601Este plano divino de salvação, pela entrega à morte do «Servo, o Justo», tinha sido de antemão anunciado na Escritura como um mistério de redenção universal, quer dizer, de resgate que liberta os homens da escravidão…

§ 605Este amor é sem exclusão.

§ 613A morte de Cristo é, ao mesmo tempo, o sacrifício pascal que realiza a redenção definitiva dos homens por meio do «Cordeiro que tira o pecado do mundo», e o sacrifício da Nova Aliançaque restabelece a comunhão entre o…

§ 614Este sacrifício de Cristo é único, leva à perfeição e ultrapassa todos os sacrifícios.

§ 624«Pela graça de Deus, ele experimentou a morte, para proveito de todos» (Heb 2, 9).