Nos tempos passados, certas práticas de crueldade foram comummente adotadas por governos legítimos para manter a lei e a ordem, muitas vezes sem protesto dos pastores da Igreja, tendo eles mesmos adotado, nos seus próprios tribunais, as prescrições do direito romano sobre a tortura. A par destes fatos lastimáveis, a Igreja ensinou sempre o dever da clemência e da misericórdia; e proibiu aos clérigos o derramamento de sangue. Nos tempos recentes, tornou-se evidente que estas práticas cruéis não eram necessárias à ordem pública nem conformes aos direitos legítimos da pessoa humana. Pelo contrário, tais práticas conduzem às piores degradações. Deve trabalhar-se pela sua abolição e orar pelas vítimas e seus carrascos.
No índice analítico
- Autoridade › Abusos das autoridades civis
- Deveres religiosos › Dever de gozar da demência e da misericórdia
- Dignidade › Escândalo e respeito à dignidade alheia cf. Escândalo
- Dignidade › Respeito e defesa da dignidade
- Ordem › Ordem social ou pública
- Pessoa › Respeito à pessoa
- Respeito › Respeito à dignidade da pessoa
- Respeito › Respeito à integridade do corpo