Catecismo da Igreja Católica

§ 156

O motivo de crer não é o fato de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz da nossa razão natural. Nós cremos «por causa da autoridade do próprio Deus revelador, que não pode enganar-se nem enganar-nos»20. «Contudo, para que a homenagem da nossa fé fosse conforme à razão, Deus quis que os auxílios interiores do Espírito Santo fossem acompanhados de provas exteriores da sua Revelação»21. Assim, os milagres de Cristo e dos santos22, as profecias, a propagação e a santidade da Igreja, a sua fecundidade e estabilidade «são sinais certos da Revelação, adaptados à inteligência de todos»23, «motivos de credibilidade», mostrando que o assentimento da fé não é, «de modo algum, um movimento cego do espírito»24.

Notas

  1. I Concílio Vaticano, Const. dogm.Dei Filius. c. 3: DS 3008. ↩
  2. I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 3: DS 3009. ↩
  3. Cf. Mc 16, 20; Heb 2, 4. ↩
  4. I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 3: DS 3009. ↩
  5. I Concílio Vaticano, Const. dogm. Dei Filius, c. 3: DS 3010. ↩

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