Catecismo da Igreja Católica · índice analítico

Trindade

69 parágrafos do Catecismo em 22 entradas do índice analítico. Cada trecho abre o parágrafo inteiro, com as notas e os temas ligados. Ver também: Deus-Pai / Filho-Verbo, / Espírito Santo.

"Filioque"

§ 246A tradição latina do Credo confessa que o Espírito «procede do Pai e do Filho (Filioque)».

§ 247A afirmação do Filioque não figurava no Símbolo de Constantinopla de 381.

§ 248A tradição oriental exprime, antes de mais, o caráter de origem primeira do Pai em relação ao Espírito.

§ 264«O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira; e, pelo dom eterno do Pai ao Filho, procede do Pai e do Filho em comunhão».

"Hypóstase" ou pessoa

§ 252A Igreja utiliza o termo «substância» (às vezes também traduzido por «essência» ou «natureza») para designar o ser divino na sua unidade; o termo «pessoa» ou «hipóstase» para designar o Pai, o Filho e o Espírito Santo…

"Teologia" e "Economia"

§ 236Os Padres da Igreja distinguem entre «Theologia» e «Oikonomia», designando pelo primeiro termo o mistério da vida íntima de Deus-Trindade e, pelo segundo, todas as obras de Deus pelas quais Ele Se revela e comunica a…

Deus uno e trino

§ 202O próprio Jesus confirma que Deus é «o único Senhor», e que é necessário amá-Lo «com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças».

Economia divina obra comum das Três Pessoas divinas

§ 257«O lux beata Trinitas et principalis Unitas! – Ó Trindade.

§ 258Toda a economia divina é obra comum das três pessoas divinas.

§ 259Obra ao mesmo tempo comum e pessoal, toda a economia divina faz conhecer não só a propriedade das pessoas divinas, mas também a sua única natureza.

§ 260O fim último de toda a economia divina é o acesso das criaturas à unidade perfeita da bem-aventurada Trindade.

§ 2205A família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai e do Filho, no Espírito Santo.

Liturgia obra da Trindade

§ 1077«Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, nos céus, nos encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo.

§ 1078Abençoar é uma ação divina que dá a vida e de que o Pai é a fonte.

§ 1079Desde o princípio até à consumação dos tempos, toda a obra de Deus é bênção.

§ 1080Desde o princípio, Deus abençoa os seres vivos, especialmente o homem e a mulher.

§ 1081As bênçãos divinas manifestam-se em acontecimentos maravilhosos e salvíficos: o nascimento de Isaac, a saída do Egito (Páscoa e Êxodo), o dom da terra prometida, a eleição de David, a presença de Deus no templo, o…

§ 1082Na liturgia da Igreja, a bênção divina é plenamente revelada e comunicada: o Pai é reconhecido e adorado como a Fonte e o Fim de todas as bênçãos da criação e da salvação; no seu Verbo – encarnado, morto e ressuscitado…

§ 1083Compreende-se então a dupla dimensão da liturgia cristã, como resposta de fé e de amor às «bênçãos espirituais» com que o Pai nos gratifica.

§ 1084«Sentado à direita do Pai» e derramando o Espírito Santo sobre o seu corpo que é a Igreja, Cristo age agora pelos sacramentos, que instituiu para comunicar a sua graça.

§ 1085Na liturgia da Igreja, Cristo significa e realiza principalmente o seu mistério pascal.

§ 1086«Assim como Cristo foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só para que, pregando o Evangelho a toda a criatura, anunciassem que o Filho de Deus, pela sua morte e…

§ 1087Deste modo, Cristo ressuscitado, ao dar o Espírito Santo aos Apóstolos, confia-lhes o seu poder de santificação: eles tornam-se sinais sacramentais de Cristo.

§ 1088«Para realizar tão grande obra» – como é a dispensação ou comunicação da sua obra de salvação – «Cristo está sempre presente na sua igreja, sobretudo nas ações litúrgicas.

§ 1089«Em tão grande obra, pela qual Deus é perfeitamente glorificado e os homens santificados, Cristo associa sempre a Si a Igreja, sua amadíssima esposa, a qual invoca o seu Senhor e por meio d'Ele rende culto ao eterno…

§ 1090«Na liturgia da terra, participamos, saboreando-a de antemão, na liturgia celeste, celebrada na cidade santa de Jerusalém, para a qual nos dirigimos como peregrinos e onde Cristo está sentado à direita de Deus, como…

§ 1091Na liturgia, o Espírito Santo é o pedagogo da fé do povo de Deus, o artífice das «obras-primas de Deus» que são os sacramentos da Nova Aliança.

§ 1092Nesta dispensação sacramental do mistério de Cristo, o Espírito Santo age do mesmo modo que nos outros tempos da economia da salvação: prepara a Igreja para o encontro com o seu Senhor; lembra e manifesta Cristo à fé…

§ 1093O Espírito Santo realiza, na economia sacramental, as figuras da Antiga Aliança.

§ 1094É com base nesta harmonia dos dois Testamentos que se articula a catequese pascal do Senhor e, depois, a dos Apóstolos e dos Padres da Igreja.

§ 1095É por isso que a Igreja, especialmente por ocasião dos tempos do Advento, da Quaresma e sobretudo na noite da Páscoa, relê e revive todos estes grandes acontecimentos da história da salvação no «hoje» da sua liturgia.

§ 1096Liturgia judaica e liturgia cristã.

§ 1097Na liturgia da Nova Aliança, toda a ação litúrgica, especialmente a celebração da Eucaristia e dos sacramentos, é um encontro entre Cristo e a Igreja.

§ 1098A assembleia deve preparar-se para o encontro com o seu Senhor, ser «um povo bem disposto».

§ 1099O Espírito e a Igreja cooperam para manifestar Cristo e a sua obra de salvação na liturgia.

§ 1100A Palavra de Deus.

§ 1101É o Espírito Santo que dá aos leitores e ouvintes, segundo a disposição dos seus corações, a inteligência espiritual da Palavra de Deus.

§ 1102«É pela Palavra da salvação [...] que a fé é alimentada no coração dos fiéis; e é mercê da fé que tem início e se desenvolve a reunião dos fiéis».

§ 1103A anamnese.

§ 1104A liturgia cristã não se limita a recordar os acontecimentos que nos salvaram: atualiza-os, torna-os presentes.

§ 1105A epiclese («invocação sobre») é a intercessão mediante a qual o sacerdote suplica ao Pai que envie o Espírito santificador para que as oferendas se tornem o corpo e o sangue de Cristo e para que, recebendo-as, os…

§ 1106Juntamente com a anamnese, a epiclese é o coração de qualquer celebração sacramental, e mais particularmente da Eucaristia: «Tu perguntas como é que o pão se torna corpo de Cristo, e o vinho [..] sangue de Cristo?

§ 1107O poder transformante do Espírito Santo na liturgia apressa a vinda do Reino e a consumação do mistério da salvação.

§ 1108A finalidade da missão do Espírito Santo em toda a ação litúrgica é pôr-nos em comunhão com Cristo, para formarmos o seu corpo.

§ 1109A epiclese é também oração pelo pleno efeito da comunhão da assembleia no mistério de Cristo.

Noção de substância

§ 252A Igreja utiliza o termo «substância» (às vezes também traduzido por «essência» ou «natureza») para designar o ser divino na sua unidade; o termo «pessoa» ou «hipóstase» para designar o Pai, o Filho e o Espírito Santo…

Oração comunhão com a Trindade

§ 2655A missão de Cristo e do Espírito Santo que, na liturgia sacramental da Igreja anuncia, atualiza e comunica o mistério da salvação, prossegue no coração de quem ora.

Presença da Trindade no homem

§ 260O fim último de toda a economia divina é o acesso das criaturas à unidade perfeita da bem-aventurada Trindade.

Trindade mistério central da fé

§ 232Os cristãos são batizados «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19).

§ 234O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã.

§ 237A Trindade é um mistério de fé em sentido estrito, um dos «mistérios ocultos em Deus, que não podem ser conhecidos se não forem revelados lá do alto»

§ 761A reunião do povo de Deus começa no instante em que o pecado destrói a comunhão dos homens com Deus e entre si.

Unidade da Trindade e unidade da Igreja

§ 813A Igreja é una, graças à sua fonte: «O supremo modelo e princípio deste mistério é a unidade na Trindade das pessoas, dum só Deus, Pai e Filho no Espírito Santo».

Na formulação do dogma

§ 251Para a formulação do dogma da Trindade, a Igreja teve de elaborar uma terminologia própria, com a ajuda de noções de origem filosófica: «substância», «pessoa» ou «hipóstase», «relação», etc.

Na liturgia

§ 249A verdade revelada da Santíssima Trindade esteve, desde a origem, na raiz da fé viva da Igreja. principalmente por meio do Batismo.

§ 1066No Símbolo da Fé, a Igreja confessa o mistério da Santíssima Trindade e o seu «desígnio admirável» (Ef 1, 9) sobre toda a criação: o Pai realiza o «mistério da sua vontade», dando o seu Filho muito amado e o seu…

No Batismo

§ 233Os cristãos são batizados «em nome» do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não «nos nomes» deles porque não há senão um só Deus – o Pai Onipotente, o Seu Filho Unigênito e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade.

§ 265Pela graça do Batismo «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo», (Mt 28, 19), somos chamados a participar na vida da Trindade bem-aventurada; para já, na obscuridade da fé, e depois da morte na luz eterna.

Pessoas divinas

§ 252A Igreja utiliza o termo «substância» (às vezes também traduzido por «essência» ou «natureza») para designar o ser divino na sua unidade; o termo «pessoa» ou «hipóstase» para designar o Pai, o Filho e o Espírito Santo…

Na unidade

§ 255As pessoas divinas são relativas umas às outras.

§ 689Aquele que o Pai enviou aos nossos corações, o Espírito do seu Filho, é realmente Deus.

Pessoas consubstanciais

§ 242Na esteira deles, seguindo a tradição apostólica, no primeiro concílio ecumênico de Niceia, em 325, a Igreja confessou que o Filho é «consubstancial» ao Pai, quer dizer, um só Deus com Ele.

§ 253A Trindade é una.

Pessoas distintas entre si

§ 254As pessoas divinas são realmente distintas entre Si.

§ 267Inseparáveis no que são, as pessoas divinas são também inseparáveis no que fazem.

Revelação da Trindade

§ 244A origem eterna do Espírito revela-se na sua missão temporal.

§ 684O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo.

§ 732Neste dia, revelou-Se plenamente a Santíssima Trindade.

Revelação de Deus Espírito Santo

§ 243Antes da sua Páscoa, Jesus anuncia o envio de um «outro Paráclito»(Defensor), o Espírito Santo.

§ 244A origem eterna do Espírito revela-se na sua missão temporal.

§ 245A fé apostólica relativamente ao Espírito foi confessada pelo segundo concilio ecumênico, reunido em Constantinopla em 381:«Nós acreditamos no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai».

§ 246A tradição latina do Credo confessa que o Espírito «procede do Pai e do Filho (Filioque)».

§ 247A afirmação do Filioque não figurava no Símbolo de Constantinopla de 381.

§ 248A tradição oriental exprime, antes de mais, o caráter de origem primeira do Pai em relação ao Espírito.

Revelação de Deus Filho

§ 240Jesus revelou que Deus é «Pai» num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: «Ninguém conhece o Filho senão o…

§ 242Na esteira deles, seguindo a tradição apostólica, no primeiro concílio ecumênico de Niceia, em 325, a Igreja confessou que o Filho é «consubstancial» ao Pai, quer dizer, um só Deus com Ele.

Revelação de Deus Pai

§ 238A invocação de Deus como «Pai» é conhecida em muitas religiões.

§ 240Jesus revelou que Deus é «Pai» num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: «Ninguém conhece o Filho senão o…