Catecismo da Igreja Católica

§ 2446

São João Crisóstomo lembra com vigor: «Não fazer os pobres participar dos seus próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida. Não são nossos, mas deles, os bens que aferrolhamos»201. «Satisfaçam-se, antes de mais, as exigências da justiça e não se ofereça como dom da caridade aquilo que é devido a título de justiça»202:

«Quando damos aos indigentes o que lhes é necessário, não lhes ofertamos o que é nosso: limitamos a restituir-lhes o que lhes pertence. Mais do que praticar uma obra de misericórdia, cumprimos um dever de justiça»203.

Notas

  1. São João Crisóstomo, In Lazarum, concio 2, 6: PG 48, 992. ↩
  2. II Concílio do Vaticano, Decr. Apostolicam actuositatem, 8: AAS 58 (1966) 845. ↩
  3. São Gregório Magno, Regula pastoralis, 3, 21, 45: SC 382, 394 (PL 77, 87). ↩

No índice analítico

Na Liturgia Diária

Este parágrafo acompanha as leituras da missa nestes dias: