A contrição dita «imperfeita» (ou «atrição») é, também ela, um dom de Deus, um impulso do Espírito Santo. Nasce da consideração da fealdade do pecado ou do temor da condenação eterna e das outras penas de que o pecador está ameaçado (contrição por temor). Um tal abalo da consciência pode dar início a uma evolução interior, que será levada a bom termo sob a ação da graça, pela absolvição sacramental. No entanto, por si mesma, a contrição imperfeita não obtém o perdão dos pecados graves, mas dispõe para obtê-lo no sacramento da Penitência45.
Notas
- Cf. Concílio de Trento, Sess. 14ª. Doctrina de sacramento Paenitentiae, c. 4: DS 1678: ID., Sess. 14ª, Canones de sacramento Paenitentiae, can. 5: DS 1705. ↩
No índice analítico
- Ação/agir › Ação da graça
- Consciência › Conversão e consciência
- Dons de Deus › Contrição
- Graça › Contrição
- Penitência e reconciliação › Contrição
- Temor › Temor da condenação eterna
No Catecismo de São Pio X
714. Que é a dor imperfeita ou de atrição? A dor imperfeita ou de atrição é aquela pela qual nos arrependemos de ter ofendido a Deus como nosso supremo Juiz, isto é, por temor dos castigos que merecemos e nos esperam nesta ou na outra vida, ou pela própria fealdade do pecado. Ler no Catecismo de São Pio X →
709. Há quantos tipos de dor? A dor é de dois tipos: perfeita, ou de contrição; imperfeita, ou seja, de atrição. Ler no Catecismo de São Pio X →