Catecismo da Igreja Católica

§ 2847

O Espírito Santo permite-nos discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior134 em vista duma virtude «comprovada»135 e a tentação que conduz ao pecado e à morte136. Devemos também distinguir entre «ser tentado» e «consentir» na tentação. Finalmente, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente, o seu objeto é «bom, agradável à vista, desejável» (Gn 3, 6), quando, na realidade, o seu fruto é a morte.

«Deus não quer impor o bem, quer seres livres [...]. Para alguma coisa serve a tentação. Ninguém, senão Deus, sabe o que a nossa alma recebeu de Deus, nem nós próprios. Mas a tentação manifesta-o para nos ensinar a conhecermo-nos e desse modo descobrir a nossa miséria e obrigar-nos a dar graças pelos bens que a tentação nos manifestou»137.

Notas

  1. Cf. Lc 8, 13-15; Act 14, 22; 2 Tm 3, 12. ↩
  2. Cf. Rm 5, 3-5. ↩
  3. Cf. Tg 1, 14-15. ↩
  4. Orígenes, De oratione, 29, 15 e 17: GCS 3, 390-391 (PG 11, 541-544). ↩

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