A dificuldade habitual da nossa oração é a distração. Pode ter por objeto as palavras e o seu sentido, na oração vocal; mais profundamente, pode incidir sobre Aquele a Quem rezamos, na oração vocal (litúrgica ou pessoal), na meditação e na contemplação. Partir à caça das distrações seria cair nas suas ciladas; basta regressar ao nosso coração: uma distração revela-nos aquilo a que estamos apegados e esta humilde tomada de consciência diante do Senhor deve despertar o nosso amor preferencial por Ele, oferecendo-Lhe resolutamente o nosso coração para que Ele o purifique. É aí que se situa o combate: na escolha do Senhor a quem servir18.
Notas
- Cf. Mt 6, 21.24. ↩
No índice analítico
- Amor › Amor preferencial
- Combate › Oração como combate
- Coração › Vigilância humilde do coração
- Oração cf. "Pai-nosso" salmos liturgia das horas › Distracções